quinta-feira, 16 de junho de 2011

ZENIT, O mundo visto de Roma Agência de Notícias


               

         
               ==================================================

                 
                                     Homenagem nos 60 anos de sacerdócio de Bento XVI

    
                            Exposição no Vaticano: “O esplendor da verdade, a beleza da caridade”

  
 
CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 14 de junho de 2011 (ZENIT.org) -
 
Por ocasião do 60º aniversário de sua ordenação sacerdotal, os artistas prestarão uma homenagem ao Papa Bento XVI, com uma exposição intitulada ;O esplendor da verdade, a beleza da caridade;.
 
O presidente do Conselho Pontifício para a Cultura, cardealGianfranco Ravasi, e o responsável pelo departamento ;Arte e Fé&; do mesmo dicastério, Dom Pasquale Iacobone, apresentarão a exposição no próximo dia 17 de junho, no Vaticano.
 
O Papa inaugurará a exposição em 4 de julho, no átrio da Sala Paulo VI.
 
Bento XVI foi ordenado sacerdote na catedral de Frisinga, pelo cardeal Michael von Faulhaber, no mesmo dia do seu irmão mais velho, Georg, 29 de junho de 1951, festa dos santos Pedro e Paulo.
 
Por ocasião deste aniversário, a Congregação para o Clero convidou os católicos do mundo inteiro a realizar 60 horas de adoração eucarística pelas intenções do Papa, pela Igreja e pelo mundo, pelos sacerdotes, pelo clero e pelas vocações sacerdotais, de 29 de junho a 1º de julho de 2011 (cf. ZENIT, 2 de junho de 2011).

ZENIT, O mundo visto de Roma Agência de Notícias



 

  
A Esperança não se alimenta de mentiras
Por Augusto Pessina*
MILÃO, terça-feira, 14 de junho de 2011 (ZENIT.org) -
 
Enquanto se espera que o Tribunal Europeu de Justiça se pronuncie sobre o problema das patentes de linhas celulares produzidas com embriões humanos e na Alemanha, depois da morte de uma criança tratada com células estaminais se fecha um centro, na França o Senado restabeleceu a proibição do uso de embriões humanos com fins de pesquisa. Imediatamente se levantaram protestos que tacham a decisão de obscurantista e contrária à liberdade de pesquisa.
 
Ainda não isenta de incongruências e contradições, na situação atual da pesquisa biológica – na qual parece reger apenas o princípio de que é lícito fazer tudo o que for tecnicamente possível -, a lei francesa representa, do seu jeito, uma opção valente e se dirige à proteção da dignidade da pessoa humana. Certo, trata-se de uma “proibição com derrogatórias”: desde o primeiro lançamento da lei bioética francesa, em 2004, até hoje, a
 
Agência de Biomedicina autorizou pesquisas com embriões humanos em 58 projetos, de 64 (90,6%), demonstrando que os organismos delegados para a concessão de derrogatórias são os que têm a última palavra. Mas as normas incidem nos costumes e têm sempre um valor educativo e, portanto, é mais aceitável, com certeza, uma lei proibitiva com derrogatórias que uma normativa como a britânica, que liberaliza, com algum limite, as pesquisas em embriões humanos.
 
Na biomedicina das células estaminais, são muitas as más informações e as mentiras, tanto sobre as consequências biológicas reais como sobre as aplicações clínicas. Esta situação contribui para alimentar essa mentalidade acrítica que demoniza como anticientífico e contrário ao progresso qualquer tentativa de regulamentação. E “estaminal” se converteu em uma espécie de palavra mágica que produz um valor agregado (progressista) a tudo: desde os cosméticos até as propostas terapêuticas mais absurdas.
 
Ao navegar na internet com palavras como “terapias celulares”, encontramos centenas de sites, a maior parte deles com promessas irreais, quando não com claras enganações. Contudo, estes sites até exibem nomes pomposos de instituições científicas com equipe médica capaz de atender qualquer patologia (também com a utilização de células embrionárias humanas).
 
Por trás dessas instituições se ocultam muitas vezes interesses econômicos, frequentemente com tons filosóficos, pseudorreligiosos, mágicos. No melhor dos casos, trata-se de terapias ainda não aprovadas; em outros casos, inúteis e inclusive com efeitos negativos para a saúde. O Committee for Advanced Therapies, dentro da European Medicines Agency, interveio recentemente em Lancet, denunciando o turismo médico dirigido a clínicas que propõem terapias ineficazes, às vezes perigosas e sempre, em qualquer caso, muito custosas.
 
Por limitado que seja, o fenômeno também está presente na Europa, contribuindo para criar um ambiente de descrédito igualmente ao redor de pesquisas clínicas conformes a normas éticas corretas. Há pouco, na Alemanha, as terapias com células estaminais foram colocadas sob acusação pelo caso do centro X-Cell de Düsseldorf, ambicionada meta do turismo médico devido à reputação de que goza o país também no campo científico e médico e que, no entanto, trabalhava sem ter produzido jamais documentação.
 
Para que que não se incrementem semelhantes fenômenos, é preciso ter controles e verificações, mas também uma informação correta e honesta. Acontece, de fato, que até as entidades públicas de pesquisa são seduzidas por enfatizar supostas descobertas para justificar e obter financiamento. Por outro lado, os meios de comunicação brincam frequentemente com o sensacionalismo, sem ocupar-se de verificar a bondade e o valor de notícias que as agências de imprensa lançam acriticamente.
 
Ocorre muitas vezes que a ênfase de certas informações biomédicas é recebida de forma errônea, gerando, em pacientes e familiares, esperanças infundadas e sucessivas desilusões amargas. Todos, especialmente os pacientes, têm o direito de ser informados sobre os progressos no campo médico, mas também o de não ser enganados. De fato, não é com mentiras que se alimenta a esperança dos doentes.
 
*Augusto Pessina é doutor em microbiologia pela Universidade de Milão e diretor do Cell Laboratory Culture nessa universidade. Foi responsável científico de vários projetos de pesquisa com células-tronco, especialmente no tratamento do câncer e em terapia regenerativa.
 
Este artigo foi publicado hoje no L'Osservatore Romano.

NOS DIAS 25 A 26 DE JUNHO ACONTECERÁ O 20º VINDE A MIM NA CIDADE DE SÃO LUÍS DO MARANHÃO,UM ENCONTRO QUE REÚNE PESSOAS DE TODO O ESTADO,E MADRE REJANE ESTARÁ INCENDIANDO ESSE ENCONTRO AO LADO DE OUTROS PREGADORES!!!PARTICIPE VOCÊ TAMBÉM!!


                                            ARQUIDIOCESE DE SÃO LUIS DO MARANHÃO
     PROGRAMAÇÃO 20º VINDE A MIM

TEMA: “Por causa da Tua Palavra, lançaremos as redes” Lc 5,5
LEMA: “‘Não chores! ’” Lc 7, 13.
 PREGADORES: Carlos César (PI) e Ir. Rejane Santos (MG)
Condução do encontro: Ir. Rejane.
SÁBADO – DIA 25/ 06/ 2011        
MANHÃ
07h30
 TERÇO
08h00
LOUVOR DE ABERTURA
08h30
ADORAÇÃO AO SANTÍSSIMO
09h30
1ª PREGAÇÃO – Tema: O Senhor ama o seu povo. (Salmo 149,4).
Pregador: Ir. Rejane.
10h30
AVISOS/ INTERVALO
11h00
2ª PREGAÇÃO: Tema: “Vinde a mim”.
 (Mateus 11,28-30)
Pregador: Cesar.
12h10
AVISOS
12h20
ALMOÇO
TARDE
14h00
LOUVOR E ANIMAÇÃO
14h30
ORAÇÃO: FRANCISCO CAMELO
15h00
3ª PREGAÇÃO: Tema: “Só em Jesus teremos repouso”. (Salmo 61).
Pregador: Márcio Dias.
16h00
AVISOS/INTERVALO
17h00
CELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA



                                                          DOMINGO – DIA 26/ 06/ 2011   

TEMA: “Por causa da Tua Palavra, lançaremos as redes” Lc 5,5
LEMA: “‘Não chores!’” Lc 7, 13.
 PREGADORES: Carlos César (PI) e Ir. Rejane Santos (MG)
       
MANHÃ
07h30
TERÇO E LOUVOR
08h30
ADORAÇÃO AO SANTÍSSIMO
09h30
4ª PREGAÇÃO: Tema: “Não dorme aquele que te guarda”.
(Salmo 120)
Pregador: Cesar.
10h30
AVISOS/INTERVALO
11h00
5ª PREGAÇÃO: Tema: “Não chores”. (Lema)
Pregador: João Luiz.
12h10
ALMOÇO
TARDE
14h00
LOUVOR E ANIMAÇÃO
14h30
6ª PREGAÇÃO: Tema: “Por causa da tua palavra, lançaremos as redes”. (Tema Lucas 5,5)
Pregador: Cesar.
15h30
EFUSÃO DO ESPÍRITO SANTO: Tema: “Espírito Santo, o nosso eterno consolador”. (Momento de batismo)
Condução: Ir. Rejane. / Oração: pregadores se revezarão em oração.
16h30
AVISOS/ INTERVALO
17h00
CELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA

O PENTECOSTES SÓ COMEÇOU BELA VISTA FOI REVESTIDA DE UM NOVO PENTECOSTES,E MADRE REJANE COMANDOU ESSE DIA DE MUITA UNÇÃO!





PENTECOSTES NA CIDADE DE OLINDA AS IRMÃS PEQUENINAS AGITARAM ESTE LUGAR!E O ESPÍRITO DE DEUS ALI SOPROU MUITAS GRAÇAS ACONTECERAM!!!





MISSÃO EM FORMOSA /ARGENTINA,IRMÃ REJANE FEZ ESSE LUGAR TREMER DE TANTAS BENÇÃOS!!PARTICIPAÇÃO DILON COORDENADOR ESTADUAL DA INTERCESSÃO DO RIO GRANDE DO SUL!!





A justiça de Deus é colocar a inteligência a serviço do coração.


François Callens

Palestra proferida no Forum Carismático Shalom – Nov/99 – Mantido o tom coloquial
 
Vou começar contando uma história. Certa vez, nós encontramos um rapaz de cabelos longos, com um violão; ele estava com uma moça com quem vivia, mas não era casado. Ele estava fumando, e não era um cigarro; a Igreja e Deus para ele não significavam muita coisa. Então, nós fomos conversar um pouco com ele e o convidamos a participar de uma noite de oração; ele veio, foi profundamente tocado, confessou-se e decidiu mudar de vida. Abandonou a droga, deixou a moça com quem vivia e cortou os cabelos, mas ficou com o violão. Alguns meses depois, ele entrou na Comunidade, e, oito anos mais tarde, ordenou-se padre. Ele se chama Padre Eli e trabalha nas peregrinações com jovens. Eu tive a graça de me confessar três vezes com ele.

Portanto, nada se perde! Talvez no meio de nós aqui, entre vocês, esteja o futuro Cardeal de Fortaleza; talvez esteja também a futura Irmã Teresa do Nordeste! Talvez estejam também os bisavós da futura Santa Teresinha aqui de Fortaleza! Quando eu voltar aqui, daqui a 8 ou 10 anos, talvez, eu já esteja falando um pouquinho de português e talvez eu vá me confessar com um jovem padre, e esse padre pode dizer: “Você sabe, há 8 anos, quando você disse que aquele padre tinha ficado com o violão, aquilo me tocou muito”.

Isso é evangelização! Não é ficar preso àquilo que nós vemos ou àquilo que nós queremos, mas sim se prender à vontade de Deus, à visão de Deus. E Deus quer que nós sejamos santos. E a santidade não é fazer tudo perfeitamente; a santidade é doação, e quando nós já tivermos dado tudo, então é perdoar, e quando tudo tiver sido perdoado, é se doar. Isso é a santidade.

Eu vou contar outra história. Nós estávamos pregando com o padre sobre esse tema, Parresia para Evangelização. E eu estava muito desencorajado; as pessoas que estavam na minha frente, menos numerosas que vocês, estavam todas digerindo o almoço e, com a Parresia da Evangelização, não estavam se incomodando muito; e o padre contou então, essa história que eu vou contar agora a vocês.

Ele também disse que no final uma moça que estava assistindo veio conversar com ele; e essa moça veio pedir que ele desse a ela um conselho para evangelizar; ela também estava desencorajada. Aí o padre perguntou a ela: “Como você veio para cá?” Ela disse: “De ônibus”. Então, disse para essa moça que ia sair de ônibus: “Você vai dizer para a primeira pessoa que se sentar ao seu lado: Deus te ama e eu vou orar por você”. Ela perguntou: “O Senhor não tem um outro conselho para me dar, não?” – A gente sempre quer uma coisa diferente –. Ele disse: “Não, não tenho outro conselho”.

Então, essa moça entrou no ônibus, sentou-se, fechou os olhos e começou a rezar, pedindo que “ninguém” se sentasse ao lado dela no ônibus. “Oh! Virgem Maria, que ninguém se sente, pois eu não sou capaz de fazer isso” (evangelizar). Nós também pensamos assim! De vez em quando, em cada parada, ela abria os olhos... E numa dessas vezes, ela viu uma pessoa gorda... E pediu ao Senhor que não enviasse aquela pessoa. Mas nós não escolhemos o nosso “próximo”. Vocês se recordam do Evangelho de Lucas, “O bom samaritano”. Quem escolhe o seu próximo? É a mesma história do levita e do publicano... O próximo é aquele que Deus escolhe e coloca ali, bem próximo de nós.

E o ônibus parou nessa parada, o homem entrou e se sentou ao lado dela. Esse senhor tinha um ar muito sério, muito importante. Então ela pensou: “Como eu sou da RCC, eu vou primeiro orar para o Espírito Santo me ajudar”. Ela nunca havia rezado tanto para o Espírito Santo; passou uma parada, a segunda, a terceira e ela esperando que ele descesse antes dela terminar de rezar. Mas ele não descia... Então, ela fechou os olhos, virou-se para ele e disse: “Moço, eu sou cristã; será que o senhor quer que eu ore por você?” Fechou os olhos e ficou esperando a resposta. Embora de olhos fechados, ela sentiu que ele estava soluçando, chorando. Esse senhor tinha sofrido muito, estava desesperado e, obviamente, não esperava de jeito nenhum essa intervenção de Deus na vida dele! E ela foi tão reconfortada, tão fortalecida na sua fé, que foi depois para a África, lá estava à frente da RCC.

E aí vocês podem estar se perguntando: “E nós, devemos também fazer isso?” Sim. Devemos. “E como vamos fazer para rezar pela pessoa?” Coloque a mão sobre a pessoa, feche os olhos e diga no coração de vocês: “Senhor, faz alguma coisa; tudo é possível!” De que vocês têm medo? Por que vocês estão sufocados?

Vocês se lembram de hoje de manhã, quando o Santíssimo Sacramento estava aqui exposto? A Emmir proclamou uma palavra profética muito forte sobre o “combate espiritual”. Era como se todos nós estivéssemos esmagados, sufocados. Hoje de manhã, o Senhor falou, acima de tudo, acerca da impureza. E o demônio, sempre usa a mesma metodologia. Primeiro ele sufoca, depois ele desencoraja e se nós conseguimos vencer esses dois obstáculos, nós veremos o terceiro.

Hoje de manhã era o sufocamento como um “polvo”, cheio de tentáculos. Aqueles que leram as 20 milhas submarinas do Júlio Verne, devem lembrar como esse animal pegava o submarino e ia apertando... apertando... É isso que o demônio faz. E nós vamos ficando apertados, sufocados; a nossa liberdade, a nossa alegria vai ficando sufocada e a nossa Parresia também. Então, o que foi feito no submarino para que o “polvo” os deixasse? Eles mandaram uma descarga elétrica, e com isso o polvo na mesma hora o soltou, e o submarino ficou livre.

Nós temos o poder de enviar essa descarga elétrica sobre o demônio, que é esse “polvo” que nos oprime. Essa descarga é o louvor! Quando nós louvamos, é como se nós estivéssemos derramando essa energia nesse polvo. Quando nós louvamos, o polvo se assusta. Ele grita e nos deixa. Os anjos até “aplaudem” com as suas asas... Quando eu louvo, eu faço um ato de louvor a Deus que é bom, que é eterno no seu amor. E o demônio é obrigado a sair de cima de nós. E nós é que devemos rir! Ele tem ódio que a gente ria dele. Então, a cada momento que vocês forem louvar, lembrem-se disso, que vocês estão liberando o poder de Deus!

A segunda grande tentação é o desencorajamento. Então, para ilustrar o desencorajamento, primeiro eu vou contar uma historinha e depois vou ler uma passagem bíblica para que compreendam melhor.

É uma pequena parábola que vou contar. Um dia, o demônio fez uma grande exposição. Ele expôs todas as armas que utilizava. Era um shopping. Todos os pecadores, os assassinos, os estupradores, os ladrões, vinham ver essa exposição. E todas as armas eram gratuitas. Um “self service”, você vinha e pegava a que quisesse. Porém, havia um instrumento que tinha marcado “esse é único, não está à venda, nem pode ser emprestado”. Era algo muito pequeno, um pouco envelhecido. E perguntaram ao demônio: “O que é isso?” Ele respondeu: “Isso aqui eu guardo, é meu. Com esse instrumento posso entrar em qualquer lugar. É uma chave. E essa chave se chama desencorajamento. Com essa chave do desencorajamento eu abro a mente e penetro até o coração. E eu consigo entrar no coração dos apóstolos, no coração dos missionários, no coração dos pais, dos jovens...”

É uma história triste! Mas escutem, não sejamos “imbecis”, ele nos deu um meio; ele mostrou as armas, mostrou que as armas estão aqui. Então, se eu abaixo muito a minha cabeça, ele não vai encontrar onde fica a abertura, porque o demônio nunca se abaixa, só Deus se abaixa. E nós podemos nos abaixar quando pedimos perdão; assim que vocês se ajoelham o demônio não pode mais achar essa abertura da chave, ele não tem mais a fechadura.

Em 1Reis 19 temos a história de Elias. Ele era um grande profeta. E o Senhor deu a Elias uma Parresia incrível. Ele disse: “Você vai fazer a chuva parar durante três anos. Você vai ressuscitar uma pessoa morta, e você principalmente vai afrontar os profetas de Baal. Eles são 450 e você vai sozinho. Mas eu, Deus, estou com você.” Então Elias foi lá e provocou os profetas de Baal.

Ele provocou-os e disse: “Vamos lá, façam cair o fogo do céu”; e durante o dia inteiro os 450 profetas de Baal ficaram rezando, pedindo que o fogo caísse do céu; elas faziam todo o ritual, mas não adiantava nada. E Elias ficava só rindo. Ele ficava se divertindo, e dizia: “Coloquem o dinheiro de vocês nos bancos, comprem muitas coisas, casas de luxo, carro, casa de praia, de montanha, vamos ver se isso vai fazer com que vocês sejam felizes”. As pessoas não são felizes assim, e o fogo do céu também não desce.

E aí, no fim do dia, eles dizem: “Elias, agora é com você!” Então Elias foi lá, colocou no altar o sacrifício, e para mostrar que aquilo não era um acaso, ele pediu que sobre o sacrifício se derramasse água. Ele fez com que a água fosse derramada três vezes sobre o sacrifício, em cima, do lado, no meio, em todo lugar. E disse então: “Senhor, agora é com você”. E o fogo do céu desceu. Então Elias disse: “Prendam os profetas e que nenhum deles fuja”. Elias foi lá, e degolou cada um deles.

Depois Elias, que não teve medo desses 450 profetas de Baal, foge para o deserto; e diz: “Senhor, chega! Eu quero morrer, toma a minha vida”... Ele estava em pé nesse momento, ele sabia bem que tinha sido Deus que tinha feito tudo isso. Mas ele deve ter achado que ele tinha feito alguma coisa também. O resultado é que o grande profeta Elias ficou desencorajado, como se ele fosse um “principiante”, um “estagiário”. Isso é normal! O desencorajamento é normal. É normal que uma mulher casada se sinta desencorajada de ver o seu marido sempre bêbado.

É normal que as pessoas se sintam desencorajadas por não acharem um trabalho estável, por não ter oportunidade de fazer os estudos. Vocês são como Elias! E Deus diz: “Você está desencorajado, porque você ainda é “muito grande”... Vá se abaixando, se abaixando, dobre os joelhos no chão e ore. Você não vale mais do que os outros, mas eu te amo! Eu te amo infinitamente.” Então, vocês serão vencedores. Vocês serão renovados no fervor, na Parresia; vocês então terão ultrapassado o desencorajamento e para se atravessar esse obstáculo é preciso estar de “joelhos”, porque nós somos “muito grandes”, sempre “muito grandes”.

E o último ponto que eu quero abordar é que se vocês se colocam de joelhos, vocês colocam os olhos de vocês no nível dos olhos de Jesus, porque Jesus passa sua vida gloriosa de joelhos. A ocupação de Jesus é lavar os meus pés. Quando Jesus lavou os pés dos apóstolos, vocês achavam que Ele estava em pé? Se Jesus estivesse em pé, os apóstolos teriam de levantar os pés bem alto para Ele lavar; não teria dado certo. Mas não, Jesus colocou-se de joelhos, e se eu me coloco de joelhos, eu me aproximo dos olhos de Jesus. Eu não posso ficar desencorajado. Quando eu estou desencorajado, então significa que é porque eu estou em pé. Então, é impossível sermos renovados no fervor, na Parresia, sem que nós devoremos a Bíblia. A Bíblia é como uma roupa. Eu entendo que a gente não tenha uma cruz... Mas que a gente não tenha uma Bíblia! Então, de que é que vocês vivem?

Vamos agora ver os instrumentos de combate de São Paulo (Ef 6,14ss). Vamos fazer uma revisão rápida e ilustrada. Existem quatro armas para que possamos nos defender e duas para atacar. As de defesa são o cinto, a couraça, o capacete e o escudo; As de ataque – o demônio é quem nós atacamos – são a espada e as sandálias.

O cinto é para se defender. Por que o soldado usa o cinto? Para segurar a calça, porque senão, ao correr, ela cai e ele vai se atrapalhar. E se ficamos segurando a calça com as duas mãos, não podemos lutar. Isso é o que São Paulo diz.

O cinturão é a verdade. A verdade é que me permite manter as mãos livres e o coração livre... Há 14 anos, nós estávamos pregando a um grupo, durante uma semana. Na sala tinha uma mãe e ela estava orando pela sua filha de 15 anos, sem saber que nesse mesmo momento, ela estava indo para casa, e, lá na esquina, um homem pulou sobre a menina e disse: “Tire a roupa, porque eu vou te violentar”. E a filha teve esta resposta extraordinária: “Eu não posso, porque sou virgem”. Essa é uma resposta absurda, nessa situação.

O homem começou a ficar nervoso. Ela pegou a Medalha dela e disse: “Eu pertenço à Virgem Maria, eu não posso”! Então, o homem olhou a Medalha e saiu correndo. A moça começou a chorar e foi correndo para a Igreja. Ela veio falar comigo e quando nós compreendemos a história dissemos: “Nós iremos rezar por você para que a sua memória seja curada; e se você quiser, nós vamos orar depois para que você perdoe”. Ela disse: “Não, eu quero que vocês orem para que eu perdoe esse homem agora, não depois”! E assim fizemos.

No dia seguinte então, nós continuamos a fazer o nosso trabalho pastoral e, no dia seguinte, a mãe estava novamente lá e ela orava agradecendo ao Senhor; e nesse momento a filha voltava novamente para casa, e o homem voltou também, pulou perto da menina de novo e disse: “Eu peço perdão a você”, e saiu correndo de novo. Aí está a Parresia do testemunho cristão. Ela disse a verdade para ele, simplesmente uma verdade pobre que parece até ridícula, ser virgem e andar com a Medalha de Nossa Senhora, hoje em dia diante da televisão e da mídia, isso pode até ser ridículo. Eu poderia multiplicar esses exemplos durante horas...

A verdade é esse cinto que nos deixa livres, sem medo. Nós devemos conhecer a verdade, devemos tomar essa decisão; devemos ler regularmente o Catecismo da Igreja, estudar, pedir explicação sobre ele.

A segunda arma é a couraça. A couraça serve para proteger o coração. Ela é a justiça; mas é a justiça que defende o amor, que protege o amor. O nosso coração é como um recipiente pequenino e a abertura é bem pequenininha, mas aí tudo pode entrar; o bom vinho, ou coisas ruins...

Nós vimos no desencorajamento a mesma coisa; mas como essa abertura é pequenininha, Deus nos dá um funil, e nesse funil tem na parte fina um filtro, que se chama inteligência. E a parte grande como um “vê”, é a boa vontade. Se você coloca esse funil no seu coração, no sentido correto, o “vê” para cima, essa então é a couraça de Deus.

As coisas passam pela boa vontade são filtradas pela inteligência e entram no coração. Mas eu quero que a minha inteligência compreenda antes. Eu quero que me provem, antes de crer. Eu quero que me expliquem antes que eu aceite. Eu quero que me mostrem, que me demonstrem antes de eu aceitar. Então eu quero as coisas em contrário. Eu quero que as coisas funcionem primeiro, como se eu colocasse esse funil de cabeça para baixo, ao contrário. Se vocês colocarem a inteligência primeiro, como é que vocês querem que funcione? Porque a justiça de Deus é colocar a inteligência a serviço do coração. Não é a ditadura da razão; é a minha razão servindo o amor. Se nós colocarmos a razão nas nossas experiências de amor, nós não encontraremos jamais a pessoa da nossa vida, jamais o homem da nossa vida, a mulher da nossa vida. Quando alguém está apaixonado nós perguntamos: “Por que você está apaixonado?” E a pessoa vai dizer: “Porque, porque, porque...” Então, a inteligência tem de vir depois.

Eu vou contar a vocês um exemplo, que eu vou até rir de mim mesmo. Mas isso é verdade, para mostrar como eu era quando tinha 18 anos. Graças a Deus, a minha mãe, coitadinha, não vai ouvir isso que eu estou dizendo, porque senão ela ficaria com vergonha...

Quando tinha 18 anos, eu, um homem francês, inteligente, com um espírito cartesiano disse: “Ó minha inteligência, como será a mulher da minha vida?” Comecei a pensar como seria o físico dela. Então, isso tudo para fazer um robô, um retrato daquela mulher que eu deveria encontrar. E eu procurava nas revistas, e quando eu encontrava o rosto de uma mulher que me agradava, eu cortava o rosto e no final do ano, eu teria 80 fotos; e aí eu fui procurando que rosto me agradava mais. Aí fui separando os olhos, o nariz, a boca, então, eu fui deixando assim de lado, cinco ou seis narizes, olhos... boca, que me agradavam, que eu achava que seria bonito na minha mulher.

O problema, é que eu tinha escolhido cinco ou seis, mas eu só poderia encontrar uma! Porque uma mulher só tem um nariz. Então, depois de muito refletir, cheguei a uma conclusão e encontrei o meu nariz preferido, o olho preferido, a boca preferida etc. E aí, eu fui montando, aí eu colei, e isso se tornou como um robô, um modelo. O resultado disso foi um desastre! Simplesmente essa mulher se tornou um monstro! Graças a Deus, a minha esposa, Eveline, não se parece nada com esse desenho que eu fiz. Vocês estão vendo? Isso não era justo.

Essa é a couraça da justiça. Não era a melhor maneira de agir! Deus não age assim. Então, coloquem sempre a couraça, e coloquem esse funil do coração no sentido coreto, senão todas as histórias de amor que vocês viverão serão loucuras. As meninas que estão sonhando com o Leonardo de Caprio, e os rapazes com uma atriz famosa. O demônio sempre age assim.

A terceira arma para permanecer fervoroso é o capacete da esperança! A esperança é viver hoje, fazer o que eu tenho de fazer hoje, mas olhando como Deus. Olhando para o tempo em que estaremos todos reunidos no Paraíso; nós nos reconheceremos! Vocês me dirão em português: “Ó Dudu, eu estou tão feliz de você estar aqui. Você chegou quando?” E eu vou entender tudo! E vou dizer: “Ah! Você é aquele que estava lá na décima fila e que estava dormindo?” E eu vou perguntar: “E o que foi que você gravou dessa palestra?” Aí ele vai dizer: “Eu me lembrei de que devia ficar de joelhos e com o “funil para cima”! E aí durante a Missa eu me coloquei de joelhos e coloquei esse funil no bom sentido”.

E eu vou dizer: “Foi tudo o que você ouviu? E você evangelizou lá no ônibus?”. “Ah não! Porque eu era o motorista, não dava!”. “E você estava usando uma cruz? Não? E a Bíblia você está lendo?” “Eu não! Mas de joelhos eu fiquei”. E é isso mesmo, vocês vão estar no céu comigo. E nós lá vamos nos confraternizar, vamos cantar Shalom! A Virgem Maria vai ficar conosco.

É assim que a evangelização acontece. Vocês vão falar disso para outras pessoas. Vocês vão dizer para um amigo daqui a pouco: “Eu não entendi bem o que ele estava dizendo, mas eu ri bastante. E esse amigo pode ser tocado, pode ser que ele vá à Missa todos os domingos, todos os dias, e talvez ele se torne o pai do Cardeal de Fortaleza em 2080. E nós todos estaremos lá no céu. Então, São Pedro vai dizer: “Senhor Jesus, eu vou te apresentar agora o Cardeal de Fortaleza”. E este vai dizer: “Estou aqui no céu graças a um senhor que foi tocado pelo que disse outro senhor, que estava lá atrás numa reunião do Shalom.” Aí, Jesus vai dizer: “Ah! O Shalom!” E vai dizer para São Pedro: “Faça entrar toda a Comunidade Shalom!”

Então, isso é a Parresia, isso é a Comunhão dos Santos, isso é o Tesouro da Igreja Católica. Então, o Capacete da Esperança é que me faz capaz de ver como Deus. É melhor do que um capacete de vídeo, daquele vídeo game.

O escudo agora! Ele faz o mesmo feito do colete à prova de bala que os policiais americanos usam. É a Fé! Que gênero, de que tipo de fé estou falando? É crer que, qualquer coisa que aconteça, Deus está aí. Nada pode me separar do amor de Deus. O garotinho que fica aqui nas costas do pai, que é campeão de box, não tem medo de nada. Ele tem fé no seu pai.
Fonte: Revista Shalom Maná

quarta-feira, 15 de junho de 2011

CORPUS CHRISTI (CORPO DE CRISTO)

 


A festa de Corpus Christi tem por objetivo celebrar solenemente o mistério da Eucaristia - o Sacramento do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo.


Acontece sempre em uma quinta-feira, em alusão à Quinta-feira Santa, quando se deu a instituição deste sacramento. Durante a última ceia de Jesus com seus apóstolos, Ele mandou que celebrassem Sua lembrança comendo o pão e bebendo o vinho que se transformariam em seu Corpo e Sangue.


"O que come a minha carne e bebe o meu sangue, tem a vida eterna e, eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne é verdadeiramente comida e o meu sangue é verdadeiramente bebida. O que come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. O que come deste pão viverá eternamente" (Jo 6, 55 - 59).


Através da Eucaristia, Jesus nos mostra que está presente ao nosso lado, e se faz alimento para nos dar força para continuar. Jesus nos comunica seu amor e se entrega por nós.


Origem da Celebração


A celebração teve origem em 1243, em Liège, na Bélgica, no século XIII, quando a freira Juliana de Cornion teria tido visões de Cristo demonstrando-lhe desejo de que o mistério da Eucaristia fosse celebrado com destaque.


Em 1264, o Papa Urbano IV através da Bula Papal "Trasnsiturus de hoc mundo", estendeu a festa para toda a Igreja, pedindo a São Tomás de Aquino que preparasse as leituras e textos litúrgicos que, até hoje, são usados durante a celebração. Compôs o hino "Lauda Sion Salvatorem" (Louva, ó Sião, o Salvador), ainda hoje usado e cantado nas liturgias do dia pelos mais de 400 mil sacerdotes nos cinco continentes.


A procissão com a Hóstia consagrada conduzida em um ostensório é datada de 1274. Foi na época barroca, contudo, que ela se tornou um grande cortejo de ação de graças.


No Brasil


No Brasil, a festa passou a integrar o calendário religioso de Brasília, em 1961, quando uma pequena procissão saiu da Igreja de madeira de Santo Antônio e seguiu até a Igrejinha de Nossa Senhora de Fátima. A tradição de enfeitar as ruas surgiu em Ouro Preto, cidade histórica do interior de Minas Gerais.


A celebração de Corpus Christi consta de uma missa, procissão e adoração ao Santíssimo Sacramento.


A procissão lembra a caminhada do povo de Deus, que é peregrino, em busca da Terra Prometida. No Antigo Testamento esse povo foi alimentado com maná, no deserto. Hoje, ele é alimentado com o próprio Corpo de Cristo.


Durante a Missa o celebrante consagra duas hóstias: uma é consumida e a outra, apresentada aos fiéis para adoração. Essa hóstia permanece no meio da comunidade, como sinal da presença de Cristo vivo no coração de sua Igreja.

fonte:http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=234011

domingo, 12 de junho de 2011

Junho- Mês do Sagrado Coração de Jesus



A devoção ao Sagrado Coração de Jesus é uma das expressões mais difundidas da piedade eclesial.

Os Pontífices romanos têm salientado constantemente o sólido fundamento na Sagrada Escritura desta maravilhosa devoção.

Como conseqüência das aparições de Nosso Senhor a Santa Margarida Maria Alacoque no mosteiro de Paray-le-Monial a partir de 1673, este culto teve um incremento notável e adquiriu a sua feição hoje conhecida.

Nenhuma outra comunicação divina, fora as da Sagrada Escritura, receberam tantas aprovações e estímulos da parte do Magistério da Igreja como esta.

Pio XII salienta que é o próprio Jesus que toma a iniciativa de nos apresentar o Seu Coração como fonte de restauração e de paz: “Vinde a mim, todos vós, que estais cansados e oprimidos, que Eu vos aliviarei.

Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”. (Mt. 11, 28-30)

Não é por acaso que as aparições a Santa Margarida Maria deram-se num momento crucial em que se pretendia afirmar secularização e que a devoção ao Sagrado Coração apareceu sempre como o mais característico de todos os movimentos que resistiram à descristianização da sociedade moderna.
Fonte: Associação do Senhor Jesus


quarta-feira, 1 de junho de 2011

A caminho de Pentecostes:hospedar o Espírito Santo

ZENIT, O mundo visto de Roma
Agência de Notícias
==================================================

A caminho de Pentecostes: hospedar o Espírito

Convite do arcebispo Orani João Tempesta

RIO DE JANEIRO, segunda-feira, 30 de maio de 2011 (ZENIT.org) - Dentro do “belo e entusiasmante” tempo da Páscoa, a liturgia da Igreja “tem nos feito vislumbrar os umbrais de Pentecostes. Preparamo-nos para a bonita e profunda celebração da vinda do Espírito Santo”.


Esse é o convite que arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, faz aos católicos, em artigo difundido nesse domingo pela imprensa.


Nas tradições católicas, está para iniciar a novena em preparação à Solenidade de Pentecostes, que atualiza “em nossas vidas e atitudes esse grande Dom de Deus que é o Espírito Santo, derramado em nossos corações”.


“Nós não estamos sozinhos, o Senhor repete isso de várias maneiras. A memória de suas palavras nos conforta, como também a experiência viva da fé que não abandona aqueles que examinam cuidadosamente as Escrituras, nem aqueles que vivem suas vidas diárias com coração generoso e acolhedor.”


“Se medirmos as nossas forças, percebemos que somos fracos e necessitados, mas se nós reconhecemos do que fomos feitos, aquela Palavra entra em nós como Espírito vivificante, prometido para preencher nossas lacunas, para ampliar nossos horizontes e fortalecer os muros dos nossos corações estremecidos pelo medo”, afirma o arcebispo.


Segundo Dom Orani, “se hospedarmos o Espírito, nós cultivaremos com ele a esperança da qual podemos ter razão com a alegria e a segurança dos filhos de Deus”.


“Acolhendo a presença do Espírito Santo prometido, e aprofundando a nossa vida de fé para dar as razões de nossa esperança, poderemos, como os apóstolos, ver as maravilhas da evangelização e dos sinais pela pregação proclamada.”


“Não é à toa que Pedro nos diz, antes de tudo: Adorai a Cristo em vossos corações. A fé está em ti. A fé é uma Pessoa. É preciso que façamos o encontro pessoal com Ele, caminho, verdade e vida, Espírito que nos convida a contemplar a Verdade da fé”, afirma o arcebispo.

A importância das catequeses pré-matrimoniais

                                                  ZENIT, O mundo visto de Roma
                                                          Agência de Notícias





Bento XVI sublinha importância das catequeses pré-matrimoniais

Ao receber os bispos indianos em visita “ad limina”

CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 31 de maio de 2011 (ZENIT.org) – Bento XVI destacou que a Palavra de Deus consola e transforma os crentes, individualmente e em comunidade. Esta reflexão fez parte de seu discurso de hoje ao terceiro grupo de bispos da Índia, recebidos nestes dias no Vaticano em audiências separadas, por ocasião de sua visita ad limina.


“A Palavra de Deus não só consola, mas também transforma os crentes, individualmente e em comunidade, para avançar na justiça, na reconciliação e na paz entre eles mesmos e na totalidade da sociedade”, indicou.


Referindo-se em concreto às famílias das dioceses indianas, destacou que são “igrejas domésticas”, “exemplos de amor mútuo, respeito e apoio que deve animar as relações humanas em todos os seus âmbitos”.


“Se não descuidarem da oração, da meditação das Escrituras e participarem plenamente da vida sacramental da Igreja, ajudarão a alimentar esse 'amor incondicional' entre eles e na vida das suas paróquias, e serão fonte de um grande bem para a comunidade em geral”, afirmou.


Durante sua visita, os bispos da Índia transmitiram ao Papa os grandes desafios que ameaçam a unidade, a harmonia e a santidade da família, e o trabalho que deve ser feito para construir uma cultura do respeito ao matrimônio e à vida familiar.


Como resposta, Bento XVI apontou a importância das catequeses, especialmente das pré-matrimoniais.


“Uma catequese profunda, especialmente àqueles que se preparam para o matrimônio, alimentará em grande medida a fé das famílias cristãs e os assistirá para que possam dar testemunho vivo e vibrante da sabedoria ancestral da Igreja com relação ao matrimônio, à família e ao uso responsável do dom de Deus que é a sexualidade”, disse.


Por outro lado, o Pontífice indicou que, “entre as responsabilidades mais importantes dos bispos, a proclamação do Evangelho prevalece”. E destacou que é uma fonte de satisfação que a proclamação da Palavra de Deus produza um rico fruto espiritual nas igrejas locais da Índia.


Em especial, valorizou “a disseminação de pequenas comunidades cristãs nas quais os fiéis se reúnem para rezar, meditar as Escrituras e apoiar-se fraternalmente”.


Bento XVI animou os bispos da Índia a “garantir que a plenitude da Palavra de Deus, que nos chega por meio das Sagradas Escrituras e da tradição apostólica da Igreja, esteja à disposição daqueles que buscam aprofundar em seu conhecimento e amor ao Senhor e na obediência à sua vontade”.


“Cada esforço deve enfatizar que cada indivíduo ou grupo de oração, pela sua própria natureza, nasce e volta à fonte da graça que se encontra nos sacramentos da Igreja e em sua vida litúrgica inteira”, acrescentou.


Valorizou as “sementes da Palavra de Deus” semeadas atualmente na Índia e destacou “os impressionantes sinais da caridade da Igreja em muitos âmbitos ou atividades sociais, um serviço que está a cargo dos seus sacerdotes e religiosos”.


Em concreto, referiu-se às escolas, agências para a promoção de microcréditos, clínicas, orfanatos, hospitais e “inúmeros projetos cujo objetivo é a promoção da dignidade humana e do bem-estar, assistindo os mais pobres e fracos, os marginalizados e idosos, os abandonados e sofredores, ajudando a todos”.

ZENIT, O mundo visto de Roma Debate mundial sobre o casamento Muitos países se “blindam” contra casamento homossexual

MADRI, terça-feira, 31 de maio de 2011 (ZENIT.org) – As grandes disputas jurídicas não são simplesmente nacionais: são mundiais. Assim ocorreu, por exemplo, com os debates sobre a codificação. E assim está ocorrendo agora com a nota de heterossexualidade do casamento.
A tensão é percebida entre duas tendências opostas. A primeira é o que, em termos de direito internacional, se chama “efeito dominó”, isto é, a propensão expansiva de uma instituição jurídica, quando é adotada por um sistema político de certa influência sobre outros. Junto a esta tendência expansiva, a adoção, por alguns sistemas jurídicos, do casamento entre pessoas do mesmo sexo produziu uma reação contrária. É o que chamei uma vez de “efeito blindagem”, ou seja, a defesa do casamento heterossexual através da constitucionalização da nota de heterossexualidade.


Qual destas tendências avança com maior rapidez? Contra o que se poderia acreditar, a realidade é que existe um equilíbrio instável modelado por reações e contrarreações que desenham, em minha opinião, um panorama mais próximo da defesa do casamento heterossexual que do avanço do casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Prescindindo do tumulto midiático de um ou outro signo, convém que nos atenhamos aos fatos. Um rápido tour d´horizon provavelmente avalizará o que digo. Voltando à Europa, a verdade é que, ainda que os Países Baixos (2001), Bélgica (2003), Espanha (2004), Noruega (2009), Suécia (2009) e Portugal (2010) tenham regulamentado o casamento entre pessoas do mesmo sexo, a corrente majoritária se mostra concessora de diversos efeitos às uniões civis do mesmo sexo, mas não muito receptiva a transformar essas uniões em verdadeiros casamentos. Já vimos a tendência dos países do Leste da Europa a constitucionalizar a nota de heterossexualidade. Em outros países europeus (França, Itália, Alemanha etc.), ainda que o debate se apresente com maior ou menor intensidade, os órgãos legislativos ou jurisprudenciais mantêm uma posição de equilíbrio que não se inclina à concessão tout court do estado matrimonial às uniões civis. Assim, por exemplo, em fevereiro deste ano, o conselho constitucional
  francês considerou que a proibição do casamento homossexual, tal como aparece no código civil, está conforme à constituição francesa.


A América Latina é um âmbito jurídico em que as reações se produzem com rapidez diante de modelos diferentes. Um exemplo: acabo de voltar do México, onde estive em vários estados, por questões acadêmicas. O único deles em que se aprovou o casamento entre pessoas do mesmo sexo é Cidade do México. A reação foi imediata. Os estados de Jalisco, Morelos, Sonora, Tlaxcala e Guanajuato levantaram diante da Suprema Corte a questão da inconstitucionalidade.


Há alguns dias, Obama deu ordens ao Departamento de Justiça para que deixe de apoiar frente aos tribunais a lei federal aprovada em 1996, durante a administração Clinton, na qual se define o casamento como a união legal entre um homem e uma mulher. Esta “lei de defesa do casamento”(DOMA), pela qual nenhum estado está obrigado a reconhecer como casamento uma relação entre pessoas do mesmo sexo reconhecida como casamento em outro estado, foi aprovada em seu momento por uma ampla maioria bipartidária em ambas as câmaras do Congresso. A reação foi imediata. O presidente da Câmara de Representantes anunciou que reuniria um grupo de assessoria legal, formado por membros de ambos os partidos, para defender a DOMA.


O balanço final é que, dos 192 países reconhecidos pela ONU (mais 10 de fato, não integrados oficialmente em tal organização), somente reconhecem o casamento entre pessoas do mesmo sexo 10 países, mais alguns estados isolados do México e dos Estados Unidos. Entre eles, não se conta nenhum país asiático nem africano (salvo África do Sul) e somente um latino-americano e parte de outro. Comparando a demografia desse pequeno grupo de países com a de todo o planeta que rejeita o modelo de casamento entre pessoas do mesmo sexo, a anomalia jurídica ainda está localizada.


Certamente, a prevalência do bom senso e do senso jurídico nesta importante matéria exige – em especial dos juristas – essa qualidade tão própria dos homens dedicados à defesa da justiça, que consiste em manter a firmeza de uma rocha nas convicções, moderando-a com a flexibilidade de um junco em suas aplicações.