domingo, 3 de junho de 2012

O trabalho não deve atrapalhar o convívio familiar



A Comissão Episcopal para a Vida e Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) está presente no VII Encontro Mundial das Famílias e se encontrou com o Papa Bento XVI.
Segundo o bispo de Camaçari (BA) e membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e Família, o tema destinado a este encontro é de extrema importância para ser tratado com os familiares, pois o Brasil vive esta problemática da relação do ser família e do trabalho.

“O trabalho, hoje, tende a absorver de tal maneira a energia e o tempo do trabalhador, que não lhe sobra muita disponibilidade e disposição física para conviver com sua esposa e seus filhos, de tal forma que isso prejudica toda a família”, disse o bispo.

Dom Petrini também destacou a importância de o Papa participar deste encontro, pois sua presença dá um grande realce aos temas que estão sendo refletidos e reafirma o valor da família para a Igreja.

Outro ponto abordando pelo prelado foi a questão  há pouco tempo aprovada no Brasil: a lei que permite às mulheres gestantes realizar o aborto de feto anencéfalo.

“Quando o Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou o aborto dos anencéfalos, carimbou e legitimou esta posição, ou seja, o bem-estar da mulher acima de tudo, mesmo sacrificando o filho portador de uma anomalia. Sinceramente, eu acho mais humana a postura da pessoa que aprende a se doar e, doando-se, encontra toda felicidade e realização”, opinou Dom Petrini.

Assista, na íntegra, às palavras de Dom José Carlos Petrini sobre esses assuntos.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

* Papa Bento XVI: “Deus não é um objeto da experimentação humana. Ele é Sujeito e se manifesta somente por meio do relacionamento pessoal.”

Ao presidir a entrega do Prêmio Ratzinger à investigação teológica, o Papa Bento XVI explicou que “Deus não é um objeto de experimentação humana”.

Em seu discurso aos ganhadores do prêmio: o professor Olegario González de Cardedal, o professor Manlio Simonetti e o sacerdote Maximilian Heim, o Santo Padre explicou que existe um limite ao uso da razão: “Deus não é um objeto da experimentação humana. Ele é Sujeito e se manifesta somente por meio do relacionamento pessoal, fazendo parte da essência de cada ser humano”.

Bento XVI fez esta afirmação ao responder à pergunta sobre o quê é verdadeiramente a teologia. “A teologia –disse– é ciência da fé, diz-nos a tradição. Mas aqui surge, imediatamente, a pergunta: Isso é realmente possível? Ou não é esta uma contradição? Ciência por acaso não é o contrário de fé? Não faz com que a fé deixe de ser fé quando vira ciência? E não faz com que a ciência deixe de ser ciência quando regida ou mesmo subordinada a fé?”

“Estas questões, que já para a teologia medieval representavam um sério problema, com o moderno conceito de ciência se tornaram ainda mais prementes, à primeira vista inclusive sem solução. 
Compreende-se assim por que, na era moderna, a teologia em vastos âmbitos se retirou primariamente no âmbito da história, a fim de demonstrar aqui sua séria característica científica”.

Bento XVI disse seguidamente que é necessário então “reconhecer, com gratidão, que com isto foram realizadas obras grandiosas, e a mensagem cristã recebeu nova luz, capaz de fazer visível sua íntima riqueza. Entretanto, se a teologia se retirar totalmente ao passado, deixa hoje a fé na escuridão”.

“Depois, em uma segunda fase, concentraram-se na praxis, para mostrar que a teologia, em relação com a psicologia e a sociologia, é uma ciência útil que dá indicações concretas para a vida. Também isto é importante, mas se o fundamento da teologia, a fé, não chega a ser ao mesmo tempo objeto do pensamento, se a praxis é referida apenas a si própria, ou vive unicamente dos empréstimos das ciências humanas, então a praxis se torna vazia e privada de fundamento”.

Conforme assinala a nota da Rádio Vaticano, o Papa indicou que “portanto, estes caminhos não são suficientes. Por mais que sejam úteis e importantes, convertem-se em subterfúgios, e permanece sem resposta a verdadeira pergunta. Que ressoa: é aquilo verdade no que acreditam ou não? Na teologia está em jogo a questão a respeito da verdade; ela é seu fundamento último e essencial”.

Depois de explicar que ao ser Cristo mesmo a Verdade à qual é possível acessar através da razão humana, o Papa indicou que “a razão experimental se apresenta hoje amplamente como a única forma de racionalidade declarada científica. O que não pode ser cientificamente verificado ou falsificado cai fora do âmbito científico”.

“Com esta formulação foram realizadas obras grandiosas; que ela seja justa e necessária no âmbito do conhecimento da natureza e de suas leis ninguém desejará pô-lo seriamente em dúvida. Entretanto, existe um limite ao semelhante uso da razão: Deus não é um objeto da experimentação humana. Ele é Sujeito e se manifesta somente por meio do relacionamento pessoal, fazendo parte da essência de cada ser humano”.

O Santo Padre referiu logo um segundo uso da razão: “o amor quer conhecer melhor àquele que ama. O amor, o amor verdadeiro, não faz cegos, mas videntes. Disto forma parte precisamente a sede de conhecimento, de um verdadeiro conhecimento do outro”.

“Por isso, os Padres da Igreja encontraram os precursores e os pioneiros do cristianismo –fora do mundo da revelação de Israel– não no âmbito da religião consuetudinária, mas nos homens em busca de Deus, nos “filósofos”: em pessoas que estavam sedentas de verdade e estavam, portanto, em caminho para Deus”.

“Quando não existe este uso da razão –precisou o Papa– então as grandes questões da humanidade caem fora do âmbito da razão e som deixadas à irracionalidade. Por isso uma teologia autêntica é tão importante. A fé reta orienta a razão para abrir-se ao divino, a fim de que ela, guiada pelo amor pela verdade, possa conhecer Deus mais de perto”.

“A iniciativa para este caminho está em Deus, que pôs no coração do homem a busca de seu Rosto. Portanto, forma parte da teologia, por um lado, a humildade que se deixa “tocar” por Deus e, por outro, a disciplina que se liga à ordem da razão, preserva o amor da cegueira e ajuda a desenvolver sua força vidente”.

Finalmente o Papa afirma ser “consciente de que com tudo isto não foi dada uma resposta à questão sobre a possibilidade e a tarefa da reta teologia, mas apenas foi posta em luz a grandeza do desafio ínsito na natureza da teologia. Entretanto, precisamente o homem tem necessidade deste desafio, porque ela nos impulsiona a abrir nossa razão nos interrogando sobre a verdade mesma, sobre o rosto de Deus”.

* Quando é que uma pessoa deve pedir ajuda psicológica no campo afetivo? dependência afetiva é uma doença?

Um conversa com Dra. Michela Pensavalli, Psicóloga-Psicoterapeuta
Um congresso sobre o tema do amor, em uma época líquida em que as relações são rápidas, frenéticas e virtuais dificilmente fazemos uma pausa para compreender as nossas emoções e os nossos sentimentos. Entrevista com Dra. Michela Pensavalli, Psicóloga-Psicoterapeuta, Professora e Coordenadora Acadêmica SCint (Escola de Especialização em Psicoterapia Cognitivo – Interpessoal), membro da CeDic (Centro para a pesquisa e a terapia do Dep. Comportamental), Investigadora junto à ITCI (Instituto de Terapia Cognitivo – Interpessoal) e Membro do Comitê editorial da revista Modelli per la Mente e Idee in Psicoterapia. Publicamos a seguir a entrevista: Por que um congresso sobre o tema do amor e da afetividade? Dra. Michela Pensavalli: Em uma época em que as relações são rápidas, frenéticas e virtuais dificilmente fazemos uma pausa para compreender as nossas emoções e os nossos sentimentos. O congresso aborda a temática do amor em tempos de liquidez mediática, explicando como funcionam os mecanismos desta nova realidade, oferecendo pontos de reflexão para entender como o Amor mudou desde a introdução da Internet, do ponto de vista comunicativo, comportamental e social. Hoje, as pessoas buscam muito estes temas, também porque sofrem muito por isso. Onde encontrar ajuda, já que no campo psicológico há muitas escolas diferentes, e talvez algumas que realmente não ajudam a encontrar uma solução adequada? Dra. Michela Pensavalli: Até à data as psicoterapias com mais crédito parecem ser aquelas cognitivistas. A Psicoterapia Cognitiva Interpessoal, em particular, representa uma abordagem integrada em quanto que aborda a exigência clínica de tratar os pacientes com problemas relacionais. A condução do processo de psicoterapia, envolve a construção de uma atmosfera de cooperação com o paciente, onde ele é visto como o maior especialista de si mesmo e dos seus males, enquanto que o terapeuta é o principal especialista das estratégias e das técnicas para resolvê-las. Terapeuta e paciente constroem o cenário de exploração e conhecimento das dinâmicas profundas que vão sendo expressas no contexto da relação terapêutica. Na sua opinião, quando é que uma pessoa deve pedir ajuda psicológica no campo afetivo? Dra. Michela Pensavalli: Quando se busca contínua e incessantemente a felicidade, uma realização de si mesmo, uma paz interior através de uma relação com um objeto ou com um evento ou com uma pessoa e esta busca entra na cotidianidade no âmbito sentimental, profissional e relacional, então pode ser útil confiar num tratamento psicoterapêutico. Por meio desta ajuda, a pessoa experimenta novas atitudes e retoma, passo a passo, o domínio da própria vida e a direção escolhida para ser perseguida nos vários âmbitos da vida cotidiana. O que é a dependência afetiva? é uma doença? É algo normal hoje? Dra. Michela Pensavalli: Define-se “doença das emoções”. O objeto da dependência é um relacionamento. Designa uma necessidade geral e excessiva de ser acudidos, necessidade que leva a um comportamento submisso e a uma angústia de separação. É a antítese do amor a si mesmos. O dependente afetivo não consegue desenvolver o amor próprio nem a auto-estima. Na sociedade atual, onde é dada uma grande importância à estética e à beleza externa, o dependente afetivo vive constantemente no medo de não ser aceito e aceita fazer qualquer coisa para mostrar-se complacente como o outro ainda que este seja contrário aos seus valores e ao seu código moral. As pessoas sentem medo de ficar na solidão, mas ao mesmo tempo não têm a coragem de tomar a sério uma relação porque é muito difícil. É realmente assim? Por quê? Dra. Michela Pensavalli: Solidão significa entrar em contato consigo mesmos e com a própria alma, significa, às vezes, terror de viver na dor do abandono. As pessoas têm medo da solidão, porque naquele momento encontram-se diante de si mesmas. Ao mesmo tempo, no entanto, têm medo de estreitar laços fortes porque não se sentem capazes de mantê-los e gerenciá-los no tempo. A psicoterapia pós-moderna encaminha-se na direção de sustentar a pessoa enquanto busca o equilíbrio entre os excessos de extrema solidão e busca complacente e contínua do outro. Michela, junto com Tonino Cantelmi, você escreveu um livro sobre o assunto: “Scusa se non ti chiamo piu amore”. Qual é a mensagem que você daria para os jovens de hoje que se deparam com a escolha de se casar ou não casar, que se encontram diante das dificuldades psicológicas de seus parceiros? Dra. Michela Pensavalli: Uma justa premissa que deve ser sublinhada é saber que o amor pode transformar-se numa dependência afetiva mas a dependência não se transforma jamais em amor. Isso explica porque em muitos casos uma relação amorosa transformada em uma história de dependência recíproca pode ser curada por meio do compromisso ativo dos parceiros, enquanto que uma relação que se destacou como dependência desde o início está destinada a acabar de um modo ou de outro, quando não termina destruindo as pessoas envolvidas. No entanto, investir no amor é sempre a direção certa e a solução. Isto quando o amor é saudável e não vinculativo, quando se vive de forma independente e recíproca sem excluir o amor para si mesmos. A união no matrimônio não significa dependência afetiva, mas o oposto. Uma sadia relação baseia-se na liberdade e na autonomia, na pura necessidade de ser amados. Num matrimônio cada um manifesta o seu amor ao seu modo, e cada um ama o outro como acha melhor: isso é o amor humano. Amar significa aceitar o desafio de suportar e acolher sobretudo os defeitos do outro.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Maria, Mãe e Mestra

A Palavra de Deus não é mágica, mas ela realiza em nós todas as promessas que nos foram feitas. Ela nos ensina que, para Deus, nada é impossível.
A Sagrada Escritura deve ser alimento para nossa alma, assim como nosso corpo precisa ser alimentado, ela [nossa alma] também clama por este sustento, que só pode ser dado por Deus.
Nossa Senhora de Medjugorje aparece há 31 anos em uma pequena região da Bósnia, e nessas aparições ela deixou algumas mensagens para as pessoas que podem vê-la. E hoje eu quero trazer sete mensagens da Santíssima Virgem para você.
A primeira mensagem de Nossa Senhora é relacionada à nossa vida de oração. Nela ela diz que precisamos rezar para manter nossa vida de oração e nossa intimidade com Deus. Maria é a nossa Mãe e Mestra e o seu maior desejo é nos ensinar a orar.
A segunda mensagem de Nossa Senhora é para que fiquemos perto do seu coração. Quando nossa mãe nos diz para ficarmos perto dela significa que existem perigos ao nosso redor e ela deseja nos proteger. A presença da Virgem Maria conosco é muito importante, porque onde estão os filhos, a mãe também está.
E em sua terceira mensagem para nós, Nossa Senhora nos diz que devemos pedir o Espírito da Verdade. Quantas circunstâncias envolvem a sua vida e você não consegue enxergar a verdade? E por causa disso, muitas vezes, nos deixamos tomar pela mentira e nos esquecemos de todas as promessas que nos foram deixadas por Deus.
A Virgem Maria, em sua quarta mensagem, nos pede que ofereçamos a Deus o primeiro lugar em nossa vida. E qual está sendo o seu tempo para Deus Pai hoje? Não tenha receio de dar algo concreto para o Senhor, faça o exercício de ir para a capela e consumir, mesmo que seja apenas meia hora do seu dia, para estar verdadeiramente com Deus.
Na sua quinta mensagem para nós, Nossa Senhora nos pede que participemos diariamente da Santa Missa. E, antes de tudo, sua família precisa encontrar Deus em você, porque só assim eles entenderão o sentido de participar da Celebração Eucarística.
"A Virgem Maria, em sua quarta mensagem, nos pede que ofereçamos a Deus o primeiro lugar em nossa vida", diz Ricardo Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com
E em sua sexta mensagem Nossa Mãe nos pede que encontremos o nosso caminho para a santidade. Afinal, o meu caminho para a santidade não é o mesmo que o seu, por isso, você tem de entender o que o impede de estar próximo de Deus. E quando conhecê-lo [caminho] siga-o sem deixar que ninguém o tire dele. E, muitas vezes, nesse caminho será preciso deixar pessoas e situações para trás; e, por mais que isso nos doa, será necessário. Porque se você segue esse caminho com seriedade e compromisso, muitas outras pessoas serão tocadas e vão em busca dessa mesma santidade.
Agora eu tenho a alegria de lhe apresentar a sétima mensagem de Nossa Senhora: Viva de forma que o mundo veja que Deus existe, pois nada adianta pregar algo que você não vive; não podemos dar contratestemunho da nossa fé. Como você fala, como você se veste, o seu humor, sua ética, sua moral, tudo isso faz parte do seu ser cristão.
É importante que você saiba levar essas sete mensagens para os seus, não as tentando impor com palavras, mas com atitudes, com a sua vida, porque esse é o maior testemunho do amor de Deus que você pode deixar aos que precisam encontrar o Cristo.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Saiba por que você deve ir à igreja?

Lá mataremos nossa sede Nas regiões onde a carência de água é bastante prejudicial à sobrevivência do ser humano, os caminhões-pipa são indispensáveis para que muitas famílias possam receber periodicamente o mínimo necessário de água para sua sobrevivência. Sem este veículo que leva a água em seu reservatório, muitas famílias estariam condenadas a conviver com a falta d'água. E todos sabem que esse líquido é um elemento necessário para nossa sobrevivência. O caminhão-pipa transportando a água está de certa forma levando vida a todos aqueles que dependem dessa substância para continuar vivos. Abastecido, ele cumpre o seu papel de ser um rio onde não há nascentes. Muitas pessoas se perguntam qual a importância de participar da Igreja. Muitos se afastam da comunidade cristã pelos mais variados motivos. Outros até participam, mas voltam para casa do mesmo modo como chegaram. Em meio a uma sociedade que, muito rapidamente, vai criando a mentalidade de que a espiritualidade é algo individualista, qual o sentido de participar da Igreja? Por que ir à igreja? Muitas vezes se chega à igreja como um caminhão-pipa, porém vazio, sem a água necessária que é sinal de vida. Diante do mistério de Deus, da Palavra proclamada, refletida e meditada, do pão e do vinho que se tornam o Corpo e Sangue de Cristo, nos abastecemos da Vida em Plenitude oferecida pelo próprio Cristo. Deste modo voltamos para casa cheios da Água Viva e, assim, podemos partilhar com aqueles que convivem conosco a Água que em nós foi depositada em nosso coração. O coração é o depósito da Vida em Plenitude, no qual levamos o amor de Deus a nossos irmãos e irmãs. Quando deixamos de participar da Igreja nosso coração fica vazio e seco. Como alguém pode saciar a sede de outra pessoa se não possui nem mesmo água suficiente para saciar a própria sede? Um caminhão-pipa só cumpre seu papel se estiver abastecido de água. Um ser humano só se sente completo como pessoa se estiver abastecido da presença de Deus. Por que ir à igreja? Ir à igreja porque nela está a Fonte de Água Viva, que sacia nossas sedes interiores. E porque, uma vez abastecidos da presença de Deus em nós, podemos levar esta mesma Água a todos aqueles que pedem uma gota da Água da Vida, a qual lhes devolva o sentido de viver em uma sociedade que partilha outras águas artificiais que não saciam a sede; mas pelo contrário, fazem com que o ser humano sempre tenha mais sede de vida verdadeira. Ir à igreja porque lá encontramos a comunidade reunida. Na união com os irmãos e irmãs de comunidade partilhamos as dores e alegrias da vida em uma comum unidade. Ir à igreja porque é lá que o milagre da Eucaristia acontece em toda Santa Missa celebrada. Ir à igreja para voltarmos para casa melhores do que chegamos. Muitas pessoas quando voltam para casa, ouvem de seus familiares: “Você foi rezar e voltou pior?” Quando voltamos para casa abastecidos do Amor de Cristo em nós é impossível voltarmos para o cotidiano da vida do mesmo jeito que chegamos. Somente quem teve sua sede saciada por Deus poderá saciar a sede de outras pessoas com o mesmo amor que recebeu. Se o caminhão-pipa leva a água que sacia a sede humana biológica, nós somos convidamos a sair da igreja com o coração abastecido da Água Viva que sacia a nossa sede humana do Amor Divino.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Bento XVI completa 35 anos de sagração episcopal

Nesta segunda-feira, Bento XVI celebra o aniversário de 35 anos da sua ordenação episcopal, que aconteceu na Catedral de Munique, em 28 de maio de 1977. Joseph Ratzinger foi nomeado por Paulo VI como Arcebispo de Munique e Freising. O Santo Padre sentiu muito de perto o afeto dos fiéis e da igreja ao logo de seu Pontificado e fez questão de manifestar isso durante a Audiência Geral de 9 de maio de 2012: “desde o primeiro momento da minha eleição como sucessor de São Pedro, senti-me sustentado pela oração da Igreja, da sua oração, principalmente nos momentos mais difíceis”. Ao longo do seu percurso, Bento XVI deu grandes demonstrações de fé e de confiança em Deus: “Com a oração constante e confiança – dissera o Pontífice naquela ocasião” -, o Senhor nos libera das cadeias, nos guia para atravessar qualquer noite de prisão que pode tomar o nosso coração, doa-nos a serenidade para enfrentar as dificuldades da vida, mesmo a rejeição, a oposição, a perseguição”. Comentando os seus 85 anos, disse o Papa: “encontro-me diante da última etapa do percurso da minha vida, mas sei que a luz de Deus existe, Ele ressuscitou, que a sua luz é mais forte que cada obscuridade, que a bondade de Deus é mais forte que cada mal deste mundo”.

A crise que atinge a Europa: é uma crise espiritual e moral

64° Assembleia Geral da Conferência Episcopal Italiana
CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 25 de maio de 2012(ZENIT.org) - O Santo Padre Bento XVI fala aos participantes da 64° Assembleia Geral da Conferência Episcopal Italiana.
Venerados e queridos irmãos,
É um momento de graça este vosso encontro anual em Assembleia, no qual vivem uma profunda experiência de confronto, de partilha e de discernimento para o caminho comum, animado pelo Espírito do Senhor Ressuscitado; é um momento de graça que manifesta a natureza da Igreja.
Agradeço o Cardeal Angelo Bagnasco pelas cordiais palavras com as quais me acolheu, fazendo-se interprete dos vossos sentimentos: ao senhor, eminência, dirijo os melhores votos para um novo mandato como presidente da Conferência Episcopal Italiana
O afeto colegiato que vos anima nutre sempre mais a vossa colaboração a serviço da comunhão eclesial e do bem comum da nação italiana, na interlocução frutuosa com as suas instituições civis. Neste novo quinquênio, prossigam juntos com o renovação eclesial que nos foi confiado no Concílio Vaticano II; que o 50º aniversário de seu início, que celebraremos no outono [no hemisfério norte], seja motivo pra aprofundar os textos, condição para uma recepção dinâmica e fiel.
“O que mais importa ao Concílio Ecumênico é o seguinte: que o depósito sagrado da doutrina cristã seja guardado e ensinado de forma mais eficaz”, afirmava o beato Papa João XXIIIno discurso de abertura. E vale a pena meditar e ler estas palavras. O Papa empenhava os Padres a aprofundar e a apresentar tal perene doutrina em continuidade com a tradição milenar da Igreja: “transmitir pura e íntegra a doutrina, sem atenuações nem subterfúgio”, mas de modo novo, “tendo em conta os desvios, as exigências e as possibilidades deste nosso tempo” (Discurso da Solene Abertura do Concílio Vaticano II, 11 de outubro de 1962).
Com esta chave de leitura e de aplicação - certamente não uma visão inaceitável de hermenêutica da descontinuidade e da ruptura, mas uma hermenêutica da continuidade e da reforma –, escutar o Concílio e fazer nossas as competentes indicações, constitui a estrada para individualizar as modalidades com as quais a Igreja pode oferecer uma resposta significativa às grandes transformações sociais e culturais de nosso tempo, que têm consequências visíveis também sobre a dimensão religiosa.
A racionalidade científica e a cultura técnica, de fato, não somente tendem a uniformizar o mundo, mas às vezes vão além dos respectivos âmbitos específicos, na pretensão de traçar o perímetro das certezas da razão apenas com o critério empírico de suas realizações.
Assim, o poder da capacidade humana termina por considerar-se a medida da ação, livre de todas as normas morais. Justamente, em tal contexto, não deixam de reemergir, às vezes de maneira confusa, um singular e crescente questionamento sobre a espiritualidade e o sobrenatural, sinal de uma inquietude que habita no coração do homem que não se abre ao horizote crescente de Deus.
Esta situação de secularismo caracteriza, sobretudo, as sociedades de antiga tradição cristã e corrói aquele tecido cultural que, até um recente passado, era uma referência unificadora, capaz de abraçar toda a existência humana e marcar os momentos mais significativos, do nascimento à passagem pela vida eterna.
O patrimônio espiritual e moral no qual o Ocidente aprofunda suas raízes e que constitui sua força vital, hoje não mais é mais um valor profundo, a ponto que não está mais contido na instância da verdade. Também uma terra fecunda corre o risco de se tornar um deserto inóspito e a boa semente está sendo sufocada, pisoteada e perdida.
Isso se reflete na diminuição da prática religiosa, visível na participação à Liturgia Eucarística e, ainda mais, ao Sacramento da Penitência. Tantos batizados perderam a identidade e a afiliação, não conhecem os conteúdos essenciais da fé ou pensam ser capazes de cultivá-la sem a mediação eclesial.
E enquanto muitos olham com dúvida as verdades ensinadas pela Igreja, outros reduzem o Reino de Deus a alguns grandes valores, que têm certamente a ver com o Evangelho, mas que ainda não são o núcleo central da fé cristã. O Reino de Deus é dom que nos transcende. Como afirmava o beato João Paulo II, “o Reino de Deus não é um conceito, uma doutrina, um programa sujeito à livre elaboração, mas é, acima de tudo, uma Pessoa que tem o nome e o rosto de Jesus de Nazaré, imagem do Deus invisível” (Carta Encíclica Redemptoris missio [7 de dezembro de 1990], 18).
Infelizmente, o próprio Deus foi excluído do horizonte de muitas pessoas; e quando não encontramos indiferenças, fechamento ou recusa, o discurso sobre Deus ainda está relegado no âmbito subjetivo, reduzido a um fato íntimo e privado, marginalizado pela consciência pública. Passa por este abandono, por esta falta de abertura ao Transcendente, o coração da crise que atinge a Europa, que é uma crise espiritual e moral: o homem pretende ter uma identidade composta simplesmente de si mesmo.
Neste contexto, como podemos corresponder à responsabilidade que nos confiada pelo Senhor? Como podemos semear com confiança a Palavra de Deus, para que cada um possa encontrar a verdade sobre si mesmo, a própria autenticidade e esperança?
Estamos conscientes que não bastam novos métodos de anúncio evangélico ou de ação pastoral para fazer com que a proposta cristã possa encontrar maior colhimento e partilha. Na preparação do Vaticano II, a questão predominante e que a Sessão conciliar queria responder era: “Igreja, o que diz de si mesma?”.
Aprofundando tal questionamento, os Padres conciliadores foram, por assim dizer, reconduzidos ao coração da resposta: se tratava de partir novamente de Deus, celebrado, professado e testemunhado. Exteriormente por acaso, mas fundamentalmente não por acaso, de fato, a primeira Constituição aprovada foi aquela sobre a Sagrada Liturgia:o culto divino orienta o homem em direção à Cidade futura e para retornar a Deus, sua primazia, forma a Igreja, incessantemente convocada da Palavra, e mostra ao mundo a fecundidade do encontro com Deus.
A nossa volta, enquanto devemos cultivar um olhar grato pelo crescimento do bom grão também num terreno que se apresenta muitas vezes árido, sentimos que nossa situação requer um novo impulso, que aponta para aquilo que é essencial da fé e da vida cristã.
Num tempo no qual Deus se tornou para muitos o grande Desconhecido e Jesus simplesmente uma grande personagem do passado, não haverá um relançamento da ação missionária sem o renovamento da qualidade da nossa fé e da nossa oração; não sermos capazes de oferecer respostas adequadas sem um novo acolhimento do dom da Graça; não saberemos conquistar os homens pelo Evangelho sem tornar nós os primeiros a aprofundar a experiência com Deus.
Queridos irmãos, o nosso primeiro, verdadeiro e único dever permanece aquele de empenhar a vida por aquilo que vale a pena e permanece, por aquilo que é realmente confiável, necessário e duradouro. Os homens vivem de Deus, Daquele que muitas vezes inconscientemente ou somente tateiam buscando dar um sentido pleno a existência: nós temos o dever de anunciá-Lo, de mostrá-Lo, de guiar ao encontro com Deus.
Mas é sempre importante recordar-nos que a primeira condição para falar de Deus é falar com Deus, tornar-se sempre mais homens de Deus, nutrir-se de uma intensa vida de oração e ser moldados por Sua Graça.
Santo Agostinho, depois de um caminho desgastante, mas de sincera busca da Verdade encontrou-a finalmente em Deus. Então, se dá conta de um aspecto singular que enche de admiração e alegria seu coração: entende que ao longo todo seu caminho era a verdade que estava buscando e que o havia encontrado. Gostaria de dizer a cada um: deixamo-nos ser encontrados e capturados por Deus, para ajudar cada pessoa que encontramos a ser alcançado pela Verdade.
É da relação com Ele que nasce a nossa comunhão e vem gerada a comunidade eclesial, que abraça todos os tempos e todos os lugares para constituir um único povo de Deus.
Por isso, quis instituir um Ano da Fé, que iniciará no dia 11 de outubro deste ano, para redescobrir e acolher novamente este dom precioso que é a fé, para conhecer de modo mais profundo a verdade que são as essências de nossa vida, para conduzir o homem de hoje, muitas vezes distraído, para um encontro renovado com Jesus Cristo “caminho, verdade e vida”.
Em meios às transformações que afetam grande parte da humanidade, o Servo de Deus Paulo VI indicada claramente aquele dever da Igreja, aquele de “atingir e como que a modificar pela força do Evangelho os critérios de julgar, os valores que contam, os centros de interesse, as linhas de pensamento, as fontes inspiradoras e os modelos de vida da humanidade, que se apresentam em contraste com a Palavra de Deus e com o desígnio da salvação” (Exort. Ap. Evangelii nuntiandi [8 de dezembro de 1975], 19).
Queria aqui recordar como João Paulo II, em sua primeira visita como Pontífice em sua terra natal, visitou um bairro industrial de Cracóvia tida como uma “cidade sem Deus”. Somente a obstinação dos operários fez erguer a primeira cruz e depois uma igreja. Com estes sinais, o Papa reconheceu o início daquilo que pela primeira vez foi chamado de “nova evangelização”, explicando que “a evangelização do novo milênio deve referir-se à doutrina do Concílio Vaticano II. Deve ser, como ensina este Concílio, obra comum dos Bispos, dos sacerdotes, dos religiosos e dos leigos, obra dos pais e dos jovens”. E conclui: “Construístes a igreja; edificai a vossa vida com o Evangelho!” (Homilia no Santuário da Santa Cruz, Mogila, 9 de junho de 1979).
Queridos irmãos, a missão antiga e nova que está diante de nós é aquela de introduzir os homens e as mulheres do nosso tempo à relação com Deus, ajudá-los a abrir a mente e o coração àquele Deus, que buscá-os e quer estar próximo a eles, guiá-los a compreender que cumprir Sua vontade não é um limite à liberdade, mas ser realmente livres, realizar o verdadeiro bem da vida.
Deus é grande, não é concorrente da nossa felicidade, e ao encontrar o Evangelho – e aqui a amizade com Cristo – o homem experimenta ser objeto de um amor que purifica, aquece e renova, e torna capaz de amar e servir o homem com amor divino.
Como evidencia oportuna, o tema principal desta vossa Assembleia, a nova evangelização necessita de adultos que sejam “maduros na fé e testemunhas de humanidade”. A atenção ao mundo dos adultos manifesta a vossa consciência do papel decisivo daqueles que são chamados, nos diversos âmbitos da vida, a assumir uma responsabilidade educativa nos relacionamentos com as novas gerações.
Assistam e operem para que a comunidade cristã saiba formar pessoas adultas na fé, porque encontraram Jesus Cristo, que se tornou a referencia fundamental de vida deles; pessoas que O conheçam porque O amam e O amam porque O conheceram; pessoas capazes de oferecer razões sólidas e confiáveis de vida.
Neste caminho formativo é particularmente importante o Catecismo da Igreja Católica, que completa 20 anos de publicação, subsídio precioso para um conhecimento sistemático e completo dos conteúdos da fé e para guiar ao encontro com Cristo. Também graças a este instrumento, o assentimento da fé pode se tormar critério de inteligência e de alão que envolve toda a existência.
Encontramo-nos na novena de Pentecostes, gostaria de concluir esta reflexão com uma oração ao Espírito Santo:
Espírito de Vida, que em princípio pairava sobre o abismo, ajude a humanidade do nosso tempo a compreender que a exclusão de Deus a leva a ferir-se no deserto do mundo, e que somente onde entra a fé florescem a dignidade e a liberdade e a toda sociedade se edifica na justiça. Espírito de Pentecostes, que faz da Igreja um só Corpo, restitui nós, batizados, em uma autentica experiência de comunhão; torna-nos sinal vivo da presença do Ressuscitado no mundo, comunidade de santos que vivem a serviço da caridade. Espírito Santo, que nos torna hábeis para a missão, concede-nos reconhecer que, também no nosso tempo, tantas pessoas estão em busca da verdade sobre sua existência e sobre o mundo. Faça-nos colaboradores da alegria deles com o anúncio do Evangelho de Jesus Cristo, grão de trigo de Deus, que torna bom o terreno da vida e assegura a abundancia da colheita.

O Espírito do Senhor Ressucitado conduz a Verdade que nos torna livres

As palavras de Bento XVI durante o Regina Caeli
CIDADE DO VATICANO, domingo, 27 de maio de 2012(ZENIT.org) – Apresentamos as palavras de Bento XVI dirigidas aos fiéis e peregrinos reunidos na Praça de São Pedro para o tradicional Regina Caeli.
Queridos irmãos e irmãs!
Celebramos hoje a grande festa de Pentecostes, que leva a conclusão do Tempo Pascal, cinquenta dias após o Domingo da Ressurreição. Esta solenidade nos faz recordar e reviver a efusão do Espírito Santo sobre os Apóstolos e os outros discípulos, reunidos em oração com a Virgem Maria no Cenáculo (cfr Ato 2,1-11). Jesus, ressuscitado e ascendido ao céu, envia à Igreja o Seu Espírito, a fim que cada cristão possa participar de sua própria vida divina e tornar válido seu testemunho no mundo. O Espírito Santo, entrando na história, derrota a aridez, abre os corações para a esperança, estimula e favorece em nós o amadurecimento interior no relacionamento com Deus e com o próximo.
O Espírito, que “falou por meio dos profetas”, com os dos da sabedoria e da ciência continua a inspirar mulheres e homens que se comprometem na busca pela verdade, propondo caminhos originais de conhecimento e de aprofundamento sobre o mistério de Deus, do homem e do mundo. Neste contexto, estou contente de anunciar que no dia 7 de outubro, no início da Assembléia Ordinária do Sínodo dos Bispos, proclamarei São João D’Ávila e Santa Hildegarda de Bingen doutores da Igreja Universal. Estas duas grandes testemunhas de fé viveram em períodos históricos e ambientes culturais muito diferentes. Hildegarda foi monja beneditina no coração da Idade Média alemã, autentica mestra de teologia e profunda estudiosa das ciências naturais e da música. João, sacerdote diocesano nos anos do renascimento espanhol, participou do processo de renovação cultural e religiosa da Igreja e da estrutura social no alvorecer da modernidade. Mas a santidade de vida e a profundidade da doutrina os tornam perenemente atuais: a graça do Espírito Santo, de fato, lhes projetou nessa experiência de penetrante compreensão da revelação divina e de inteligente diálogo com o mundo que constituem o horizonte permanente da vida e da ação da Igreja.
Sobretudo, à luz do projeto de uma nova evangelização, a qual será dedicada a mencionada Assembléia do Sínodo dos Bispos, e a vigília do Ano da Fé, estas duas figuras de Santos e Doutores são de considerável importância e atualidade.Também nos nossos dias, através dos ensinamentos deles, o Espírito do Senhor ressuscitado continua a fazer ressoar sua voz e a iluminar o caminho que conduz àquela Verdade que unicamente pode tornar-nos livres e dar sentido pleno a nossa vida.
Rezando agora, juntos, o Regina Caeli, invoquemos a intercessão da Virgem Maria, a fim que a Igreja seja potentemente animada pelo Espírito Santo, para testemunhar Cristo com franqueza evangélica e aberta sempre mais à plenitude da verdade.
(Após o Regina Caeli) Queridos irmãos e irmãs!
Esta manhã em Vannes, na França, foi proclamada Beata Mere Saint-Louis, ao século Louise-Élisabeth Mole, fundadora das Irmãs da Caridade de São Luis, que viveu entre os séculos XVIII e XIX. Damos gaças a Deus por esta testemunha exemplar de amor à Deus e ao próximo.
Recordo que na próxima sexta-feira, 1° de junho, estarei em Milão, onde acontecerá o VII Encontro Mundial das Famílias. Convido a todos a seguir este evento e a rezar pelo seu bom êxito.

DOM DA AMIZADE DE DEUS!

No Mistério da Santíssima Trindade experiência fundamental para nossa fé, conhecemos através da Divina Revelação a Pessoa do Pai, pois também temos experiência bastante concreta desta pessoa em nossa vida. O Filho Jesus Cristo assumindo a natureza humana, adquire um rosto, uma forma e ajuda a revelar também o Pai: “quem me vê, vê o Pai”. Como falar do Espírito Santo, esta Pessoa ainda tão desconhecida para nós?A Bíblia fala de suas manifestações e figuras, mas Ele mesmo não tem uma personificação, ora Ele é o fogo, a água, a Sombra do altíssimo, Unção, Mão de Deus, o Advogado e intercessor, mas, sobretudo Ele é o Amor do Pai e do Filho, amor entre o Pai e o Filho. Como falar desta Pessoa Divina ainda tão desconhecida?
O Espírito Santo é a terceira Pessoa da Santíssima Trindade: Crer no Espírito é, portanto, professar que o Espírito Santo é uma das Pessoas da Santíssima Trindade, consubstancial ao Pai e ao Filho, “adorado e glorificado com o Pai e o Filho” (CIC 685).
Essa é a experiência de nossa fé, sendo uma Pessoa nós podemos nos relacionar com o Espírito Santo, ser amigo, próximo, intimo porque não dizer. E é exatamente isso que essa Pessoa da Trindade deseja ardentemente de nós para poder nos revelar o amor do Pai e do Filho e o conhecimento dos dois. Esse é o primeiro grande beneficio de sermos amigos dessa pessoa divina, dele se aproximar.
O Espírito Santo, pela sua graça, é o primeiro no despertar da nossa fé e na vida nova que consiste em conhecer o Pai e Aquele que Ele enviou Jesus Cristo. (CIC 684).
O Espírito Santo é o nosso mestre de vida de oração, Ele nos ensina a rezar como convém isto é, alcançar na oração a Vontade de Deus, que alimenta e plenifica a nossa alma. “Da mesma forma, o Espírito vem em socorro de nossa fraqueza. Pois não sabemos o que pedir nem como pedir; é o próprio Espírito que intercede em nosso favor, com gemidos inefáveis” (Rom 8, 26).
“Ninguém conhece o que há em Deus, senão o Espírito de Deus” (1 Cor 2, 11). Ora, o seu Espírito, que O revela, faz-nos conhecer Cristo, seu Verbo, sua Palavra viva; mas não Se diz a Si próprio. “Aquele que falou pelos profetas” faz-nos ouvir a Palavra do Pai. Mas a Ele, nós não O ouvimos. Não O conhecemos senão no movimento em que Ele nos revela o Verbo e nos dispõe a acolhê-Lo na fé (CIC 687).
Aproximar-se desta Pessoa divina, ser amigo dele me faz conhecer sua Palavra e o seu poder, só pelo Espírito Santo eu posso dizer Jesus Cristo é o Senhor. E pelo mesmo Espírito conhecer e experimentar o Amor de Deus Pai.
Primeiro grande fruto da amizade com o Espírito Santo à experiência do Amor de Deus e a salvação em Jesus Cristo proclamando seu senhorio. Ninguém será capaz de dizer: “Jesus é Senhor”, a não ser sob influência do Espírito Santo (cf. ICor 12,3b).
Ele nos purifica dos nossos pecados, Manda teu espírito, e são criados, e assim renovas a face da terra (Sl 104, 30). Ilumina e abre a nossa inteligência: o Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará tudo (cf. Jo 14,26). O Espírito Santo nos ensina a ser dóceis e a obedecer aos mandamentos do Senhor: Porei em vós o meu espírito e farei com que andeis segundo minhas leis e cuideis de observar os meus preceitos (cf. Ez 36,27).
Este amigo divino Confirmará a esperança da vida eterna, pois Ele é o penhor da Herança dada por Cristo Jesus: Nele acreditastes e recebestes a marca do Espírito Santo prometido, que é a garantia da nossa herança, até o resgate completo e definitivo, para louvor da sua glória (Ef 1, 13-14). Ele revela aos nossos corações que de Deus nós somos filhos, devolve a dignidade e a convivência perdida pelo pecado original:
E a prova de que sois filhos é que Deus enviou aos nossos corações o Espírito do seu Filho, que clama: “Abbá, Pai!” Gl 4,6
Ele é o nosso conselheiro nas duvidas e nos mostra qual a Vontade de Deus: Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às Igrejas. Ao vencedor darei como prêmio comer da árvore da vida, que está no paraíso de Deus’ (Ap 2,7).
Anima-nos e nos levanta do abatimento: Deu-me o Senhor DEUS uma língua habilidosa para que aos desanimados eu saiba ajudar com uma palavra. Toda manhã ele desperta meus ouvidos para que, como bom discípulo, eu preste atenção (Is 50,4).
Ele é o nosso advogado contra o mundo, defensor contra o pecado e principalmente nos defende de nós mesmos quando não conhecemos os desígnios de Deus: e eu rogarei ao Pai, e ele vos dará um outro Defensor, para que permaneça sempre convosco: o Espírito da Verdade, que o mundo não é capaz de receber, porque não o vê nem o conhece. Vós o conheceis, porque ele permanece junto de vós e estará dentro de vós (cf. Jo 14,16-17).
Sendo amigo do Espírito Santo recorrendo a Ele, pedindo o socorro do seu auxilio chegaremos a Vontade do Pai cuja missão é imprimir em nossa alma, em nossa vida a SANTIDADE: eleitos conforme a presciência de Deus Pai e pela a santificação do Espírito, para obedecerem a Jesus Cristo e serem aspergidos com o seu sangue (I São Pedro 1,2). Esta é a vontade de Deus: a vossa santificação (I Ts 4,3).
Digo, pois: deixai-vos conduzir pelo Espírito, o fruto do Espírito é caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança. Contra estas coisas não há lei (cf. Gl 5, 16. 22-23).
Sendo o Espírito Santo como uma Pessoa capaz de falar, agir, ter vontade, inteligência, sentimentos, alguém que ora, intercede e conhece a Vontade de Deus, você já fez a experiência de se relacionar com Ele, conversar, falar de suas aflições, dificuldades, duvidas, tristeza e alegrias. Imagine ter um amigo tão virtuoso e cheio de santidade disposto a dividi-la com você. Eu começo o meu dia assim que acordo cumprimentando-o “bom dia Espírito Santo! O que nós iremos fazer juntos hoje?”.
Comecemos agora a falar com Ele: Vem, Espírito Criador!
Vinde Espírito Criador, a nossa alma visitai e enchei os corações com vossos dons celestiais.Vós sois chamado o Intercessor de Deus excelso dom sem par, a fonte viva, o fogo, o amor, a unção divina e salutar.Sois o doador dos sete dons e sois poder na mão do Pai, por Ele prometido a nós, por nós seus feitos proclamai.A nossa mente iluminai, os corações enchei de amor, nossa fraqueza encorajai, qual força eterna e protetor.Nosso inimigo repeli, e concedei-nos a vossa paz, se pela graça nos guiais, o mal deixamos para trás.Ao Pai e ao Filho Salvador, por vós possamos conhecer que procedeis do Seu amor, fazei-nos sempre firmes crer. Amém!

Processo contra o mandato abortista de Obama representam amplo espectro católico

Vários bispos dos Estados Unidos explicaram que os recentes processos apresentados por 43 organizações católicas contra o mandato abortista da administração Obama, entre as quais estão as arquidioceses de Nova Iorque e Washington, representam o amplo espectro católico em nível nacional.
O Arcebispo de Atlanta e ex-presidente da Conferência de Bispos Católicos dos Estados Unidos (USCCB), Dom Wilton D. Gregory, explicou que os julgamentos "representam um esforço consertado para exemplificar o amplo espectro das instituições católicas que são diretamente afetadas pelo mandato".
Dom Gregory se referiu assim ao mandato da Secretaria de Saúde e Serviços Humanos, liderada por Kathleen Sebelius, uma católica do Kansas cujo bispo proibiu de receber a comunhão devido às suas políticas de apoio ao aborto, que obrigará desde agostos de 2013 a que as instituições vinculadas à Igreja paguem seguros que cubram a anticoncepção e fármacos abortivos.
O Prelado disse além que embora muitas outras organizações católicas "podem unir-se à ação legal" em que estão imersas 12 dioceses do país, o mais importante a oração e o apoio concreto a iniciativas para proteger a liberdade religiosa.
Em uma declaração de 23 de maio e sem fazer parte destas 12 dioceses que processaram a administração Obama, o Arcebispo disse que apóia o esforço de seus irmãos bispos e advertiu que até agora não se chegou a nenhum acordo com o governo sobre este tema.
O Prelado escreveu além disso, uma carta que será lida nas Missas do domingo "para mostrar que apoiamos" os processos, indicou ao grupo ACI a diretora de comunicações do Arcebispado de Atlanta, Pat Chivers.
Chivers disse também que parte da estratégia é não que todas as dioceses processem o governo, mas que aqueles que apresentaram os recursos ofereçam uma ampla representação das preocupações, situações e interesses em todo o país.
Dom. George V. Murry, Bispo de Youngstown (Ohio) está de acordo com esta opinião. "Os demandantes particulares neste juízos foram escolhidos por um conselho legal na Conferência de Bispos Católicos dos Estados Unidos já que representam as dioceses e as instituições católicas em toda a nação", explicou.
Dom. Murry disse além que sua diocese "apóia totalmente" as ações legais para defender a liberdade religiosa que é "pedra angular dos direitos humanos básicos que é ademais necessária para o florescimento de uma sociedade justa".
O Arcebispo de Cincinnati, Dom Dennis M. Schnurr também compartilha esta perspectiva. Em sua opinião, sendo Pastor de uma diocese que não processou, não é necessário "que cada diocese apresente um processo para que seja algo efetivo para eles".
"Aquelas entidades que processam o governo refletem uma ampla gama de instituições católicas e juntos representam a variedade de assuntos, impactos, conseqüências econômicas e fatos divergentes que existem entre as organizações católicas no país", disse.
Finalmente o prelado disse que apóia os juízos e afirmou que o litígio se converteu "na única maneira que resta para lutar pela liberdade religiosa que é um direito constitucionalmente protegido".

domingo, 27 de maio de 2012

Papa: "Que a unidade de Pentecostes vença a Babel das divisões e inimizades"

O Papa fez hoje um apelo à unidade e à compreensão entre as pessoas, que a seu ver, são muitas vezes “superficiais e difíceis”, não obstante o progresso tecnológico que melhorou as comunicações e reduziu as distâncias geográficas.
Na missa de Pentecostes celebrada na Basílica de São Pedro, no Vaticano, o Pontífice disse que a Igreja tem que ser um “lugar de unidade e de comunhão na verdade, neste momento em que o mundo parece reviver a passagem bíblica da Torre de Babel”:
“Perduram desequilíbrios que muitas vezes geram outros conflitos; o diálogo entre as gerações se faz árduo e muitas vezes, prevalece a contraposição; assistimos fatos cotidianos que apresentam o homem sempre mais agressivo e irritado; compreender-se parece demasiadamente penoso e cada um prefere permanecer dentro de si, concentrado em seus interesses”.
Em seguida, o Papa advertiu que a sociedade atual está vivendo novamente a experiência de Babel, o trecho bíblico que ilustra um reino em que os homens pensam ter tanto poder para chegar ao céu, abrir suas portas e colocar-se no lugar de Deus, que não se dão conta de construírem a torre uns contra os outros.
“Com o progresso da ciência e da técnica, obtivemos o poder de dominar as forças na natureza, de manipular os elementos, de fabricar seres animados, de chegar quase até o próprio ser humano. Nesta situação, rezar a Deus parece algo superado, inútil, porque nós mesmos podemos construir e realizar tudo o que quisermos” – indicou Bento XVI.
“Multiplicamos as possibilidades de comunicar, de trocar informações, de transmitir notícias, mas podemos dizer que aumentou a capacidade de nos entendermos, ou, paradoxalmente, nos entendemos cada vez menos? Não existe entre as pessoas uma sensação de desconfiança, de suspeito, de temor recíproco, ao ponto de parecermos perigosos uns para os outros?” – questionou o Papa.
À multidão de fiéis, 40 cardeais e 50 bispos presentes, o Pontífice afirmou que a Igreja deve ser um “lugar de unidade e de comunhão na verdade”, que propicie o encontro e a comunicação das pessoas, na qual os cristãos não se fechem em si mesmos, mas que se “orientem para o todo”.
Bento XVI instou a viver segundo o espírito da unidade e da verdade, e recordou palavras de São Paulo, afirmando que a vida das pessoas está marcada por um conflito interior entre “os impulsos que provêm da carne e os que provêm do espírito, e não podemos segui-los, todos”.
“Com efeito, não podemos se ao mesmo tempo egoístas e generosos, seguir a tendência de dominar os outros e sentir a alegria do serviço desinteressado. Temos sempre que escolher que impulso seguir” – disse o Papa, explicando que “as obras da carne são os pecados de egoísmo e de violência, como inimizade, discórdia, invejas e desacordos: são pensamentos e ações que não fazem viver realmente como humanos e cristãos, no amor. Ao contrário, o Espírito Santo nos guia às alturas de Deus”.

sábado, 26 de maio de 2012

Agência do governo de Obama determina que uso que a Pepsi faz de células derivadas de bebês abortados é “negócio normal” – Lipton tea, Gatorade, Dentyne e Trident também usam células de bebês abortados

A empresa Pepsi, que lançará o novo produto Pepsi Next nas próximas semanas, está enfrentando um boicote mais forte enquanto ativistas pró-vida protestam contra o uso que a empresa faz de células derivadas de um feto abortado em pesquisas de realçamento de sabores. Mas a Pepsi teve sucesso, com a ajuda do governo de Obama, em seus esforços de impedir que seus acionistas pudessem examinar suas operações polêmicas. Numa decisão dada em 28 de fevereiro, a Comissão de Título e Câmbio Americana (CTCA) determinou que o uso que a PepsiCo faz de células derivadas de bebês abortados permanece em seu acordo de pesquisa e desenvolvimento com Senomyx para produzir realçadores de sabores, constituindo “operações normais de negócios”.
Boicote contra a Pepsi
A carta assinada pelo advogado Brian Pitko do Gabinete do Promotor Público Chefe da CTCA foi enviada em resposta a um documento de 36 páginas apresentado pelos advogados da PepsiCo em janeiro de 2012. Nesse arquivamento, a PepsiCo apelou para que a CTCA rejeitasse a Resolução dos Acionistas apresentada em outubro de 2011 de que a empresa “adotasse uma política de empresa que reconheça os direitos humanos e empregue padrões éticos que não envolvam restos de seres humanos abortados tanto em acordos de desenvolvimento e pesquisas participativas quanto privadas”.
George A. Schieren, principal advogado da PepsiCo, comentou que a resolução deveria ser excluída porque “lida com assuntos relacionados às operações normais de negócios” e que “certas tarefas são tão fundamentais para administrar uma empresa no dia a dia que eles não deveriam ser sujeitos à supervisão dos acionistas”. Debi Vinnedge, diretora-executiva de Filhos de Deus pela Vida, a organização que desmascarou a colaboração entre PepsiCo e Senomyx no ano passado, ficou “pasma com a apatia e insensibilidade” tanto dos executivos da PepsiCo quanto do governo de Obama. “Não estamos falando sobre que tipo de canetas a PepsiCo que usar — estamos falando sobre tirar proveito dos restos de um bebê abortado para obter lucro”, disse ela. “Usar rins de embriões humanos (HEK-293) para produzir realçadores de sabores para suas bebidas não tem nada a ver com operações rotineiras!” A PepsiCo também pediu que a resolução fosse excluída porque “inquiria com demasiada profundidade em assuntos de natureza complexa sobre as quais os acionistas não têm capacidade de fazer uma avaliação informada”. “Em outras palavras, a PepsiCo pensa que seus acionistas são burros demais para compreender o que a PepsiCo está fazendo com os restos de crianças abortadas”, declarou Vinnedge. “Pois bem, eles estão para descobrir exatamente como o público é realmente esperto quando ele aumentar a pressão no boicote mundial!” O senador Ralph Shortey, de Oklahoma, apresentou o projeto de lei SB1418 que proíbe a venda de produtos que são desenvolvidos ou contêm restos de bebês abortados. No caso dos produtos da Pepsi, as células derivadas dos bebês abortados não terminam no produto final. “Elogiamos o senador por sua atitude corajosa”, comentou Vinnedge. “O público já está evitando todas as bebidas da Pepsi e a Pepsi Next é só isso — o próximo produto a se evitar!” Até o momento, o boicote mundial se expandiu para incluir Canadá, Alemanha, Polônia, Inglaterra, Irlanda, Escócia, Espanha, Portugal, Austrália e Nova Zelândia. Para mais informações, visite o site Children of God for Life.
Traduzido por Julio Severo do artigo de LifeSiteNews: Obama agency rules Pepsi use of cells derived from aborted fetus ‘ordinary business’ Fonte: http://www.juliosevero.com/ ============================ Lipton tea, Gatorade, Dentyne e Trident também usam células de bebês ABORTADOS
O grupo “Filhos de Deus pela Vida” forneceu uma jeitosa lista de página inteira de produtos que usam células de bebês abortados. A organização pró-vida recentemente desmascarou a empresa Pepsi e outras empresas por terem feito contrato com Semonyx, que usa células de bebês abortados para testar seus realçadores de sabores de alimentos e bebidas.
Além dos refrigerantes da Pepsi, a empresa é responsável por tais produtos populares como Mountain Dew, Ocean Spray, Seattle’s Best coffee, Aquafina, Lipton tea, Gatorade e Tropicana Os produtos Kraft e Cadbury também entram na mesma categoria. Chiclets, Clorets, Dentyne e Trident são alguns dos produtos na lista dada na página de Filhos de Deus pela Vida.
Traduzido por Julio Severo de artigo do LifeSiteNews: Ocean Spray, Tropicana, Gatorade also on list of products using aborted fetal cell lines Fonte: http://juliosevero.blogspot.com.br/

sexta-feira, 25 de maio de 2012

* Cientistas seculares continuam sem respostas sobre a origem da vida e criação do universo.

À medida que avançamos no século 21, os cientistas seculares continuam em busca de respostas 100% “naturais” para a origem do universo e para origem da vida neste planeta. Pode-se dizer desde já que não serão bem sucedidos.
A New Scientist é uma publicação britânica popular entre os cientistas e entre o resto da sociedade. Em Julho de 2011 a revista perguntou “Porque é que o universo existe?” e “Porque é que existe algo em vez de nada?” (Gefter, A. 2011. Existence special: Cosmic mysteries, human questions—Existence: Why is there a universe? New Scientist. 2822: 27-28). Uma vez que as explicações Bíblicas não são toleradas, os secularistas vêem-se forçados a sugerir alternativas pouco satisfatórias tais como “se calhar o big bang foi o nada a realizar o que acontece naturalmente.”(Ibid, 29)
Mas o mitológico big bang está ele mesmo imerso em problemas científicos (
Berlinski, D. February 1998. Was There a Big Bang?). De fato, a mais básica de todas as leis científicas – a lei da causa e efeito (nenhum efeito é superior à sua causa) – torna-se irrelevante se o universo é o resultado do caos, aparecendo e evoluindo por acaso.
Para além disso, convém perguntar: de que é o universo feito? A “ciência” secular desconhece:
O problema é que nós ainda não temos qualquer tipo de pista que nos leve a saber de que é o universo composto.
(Peterson, J. 2000. Universe in the balance. New Scientist. 2269: 27.)
A repórter Amanda Gefter diz: É uma sorte nós estarmos aqui. (Gefter, Existence special: Cosmic mysteries, human questions, 27.)
Sem surpresa alguma, a Bíblia ensina-nos uma criação propositada onde o homem, criado à Imagem de Deus, recebeu o domínio sobre toda a criação (Génesis 1:26-28). . . . .
As “explicações” naturalistas em torno da forma como a vida supostamente surgiu a partir de material inorgânico (abiogénese) não são cientificamente melhores. Atualmente, os evolucionistas imaginam um cenário onde uma molécula primordial – com o nome de replicador ARN (ácido ribonucléico) – de alguma forma construiu-se a ela mesma na “sopa primordial” de Darwin. Como é normal nas alegações evolucionistas, não há qualquer tipo de evidência geológica em favor da passada existência desta “sopa” ou evidências que demonstrem como tais nucleotídeos reactivos podem se ter acumulado e auto-organizado.
De facto, Michael Marshall reportou: “Mas há ainda um enorme e óbvio problema: de onde surgiu originalmente o ARN?“ (Marshall, M. 2011. First life: The search for the first replicator. New Scientist. 2825: 34.) e “A vida deve ter começado com uma molécula simples que conseguia criar cópias dela mesma.” (Ibid, 33. (Ver também Figure 28.1 em Chaisson, E. e S. McMillan. 2011. Astronomy Today, 7th ed. Boston: Addison-Wesley, 708.)
“Deve ter” é uma frase gerada a partir da convicção religiosa de que o sobrenatural não existe e como tal “deve” existir uma explicação totalmente naturalista.
Mais à frente no artigo, Marshall lamenta:
Podemos nunca vir a saber com toda a certeza mas alguns caminhos estão a ser explorados. A maioria dos biólogos pensa que deve ter existido algo parecido com uma célula desde o início como forma de conter o replicador e manter as partes componentes unidas. (Ibid, 35.)
À medida que o conhecimento dos cientistas em torno da complexidade celular continua a escalar (Karp, G. 2010. Cell and Molecular Biology, 6th ed. Hoboken, NJ: John Wiley & Sons, Inc), alguns evolucionistas começam a defender que é pouco realista afirmar que tal entidade tenha surgido por acaso e como efeito de forças aleatórias.
Não é de estranhar, portanto, que eles convenientemente passem por cima dos problemas bioquímicos sofisticados da abiogénese espontânea e simplesmente afirmem que “deve ter existido algo parecido com uma célula desde o início”. Problema resolvido!
No entanto, e em termos gerais, pode-se dizer que os evolucionistas estão confiantes que estão na posse da ideia correcta:
Um destes dias, diz [John Sutherland, MRC Laboratory of Molecular Biology], alguém encherá um recipiente com uma mistura de químicos primordiais, e depois de o ter mantido sob as condições certas, observará a vida a emergir. “Essa experiência será feita”. (Marshall, First life: The search for the first replicator, 35.)
Esperem sentados visto que a ciência de ponta demonstra que a vida nunca pode ser o efeito de forças não-inteligentes. Na natureza, a vida biológica só pode vir de outra biológica (e não de elementos sem vida).
A maravilhosa mensagem da Criação não é uma de acaso, tempo e processos naturais, mas sim de propósito e planeamento como parte do Plano de Deus para a humanidade.

* Escolas católicas da Papua Nova Guiné não obedecerão ordem do governo de distribuir preservativos a alunos.

A Conferencia Episcopal da Papua Nova Guiné anunciou oficialmente que as escolas católicas desobedecerão a ordem do Ministério da Educação de distribuir preservativos a seus estudantes e reagirão em consciência para não oferecer uma educação sexual contrária aos ensinamentos da Igreja.
Para Dom Panfilo, o Ministério de Educação não pode obrigar a Igreja a seguir sua política. “Mesmo que o documento emitido pelo Ministério da Educação tenha muitos pontos positivos, não pode obrigar-nos a seguir uma política – o uso de contraceptivos – que contraste com nossa filosofia da educação”, declarou Dom Francesco Panfilo, Arcebispo e vice presidente da Comissão Episcopal para a Educação Católica.
O Bispos alertaram que as campanhas a favor da anticoncepção promovem a libertinagem sexual antes e fora do matrimonio, desencadeando ainda condutas de risco que podem resultar no contagio de HIV e outras enfermidades, o que faz com que ditas políticas sejam contraproducentes.
Os educadores também se uniram ao repudio expresso pelos Bispos, como manifestou James Ume, diretor da Escola Secundária de La Salle, que afirmou que a medida é um convite para a irresponsabilidade: “Se uma escola oferece uma esferográfica e um livro a um estudante, a mensagem básica é simples: estude! Mas se lhe damos um preservativo, a mensagem para os estudantes será uma só: vá e sinta-se livre para fazeres o que queira”.
A Igreja destacou que os programas de prevenção e a informação sobre os riscos de contagio de HIV devem ser responsabilidade de cada instituição educativa em um trabalho conjunto com os pais de família e repudiou a imposição destas diretrizes governamentais.

* Por que a mídia implica tanto com a Igreja Católica?

POR QUE A IMPLICÂNCIA?
Os documentos confidenciais da Santa Sé e as cartas pessoais do Papa Bento XVI que foram violadas recentemente e publicadas num livro na Itália estão dando o que falar…
E o mais impressionante de tudo é que a maioria dos noticiários apresentou o fato de tal maneira que o leitor ou telespectador é levado a pensar que o erro, nesta história, é da Igreja católica. Aliás, até que se prove o contrário, o senso comum na mídia em geral diz que a Igreja católica é sempre e necessariamente culpada, seja qual for a polêmica.
Os títulos das matérias mostram claramente essa indisposição:
“Jornalista lança livro que revela tramas e intrigas no Vaticano” (Terra),
“Vazamento de cartas confidenciais do papa gera escândalo na Itália” (Época),
“Rede de intrigas” (Isto É),
“Manobras e confabulações dentro do Vaticano” (Veja).
Não se polemiza sobre o crime da violação de correspondência, não se questiona a veracidade das informações ou a idoneidade da fonte. Em vez disso, apenas se aproveita mais uma oportunidade para bater nesta instituição que dizem ser arcaica, ultrapassada, um grande incômodo.
Qual a origem dessa verdadeira implicância da maioria dos editoriais em relação ao catolicismo? Penso que não seja propriamente uma implicância (não há motivos para uma “teoria da conspiração”) e creio que o mal estar não nasce nas salas de edição. O problema é bem maior e anterior.
É bem verdade que a instituição católica adotou, desde o fim da Idade média até meados do século XX, uma postura insistentemente antimodernista e antiliberal. Só no concílio Vaticano II, inaugurado há 50 anos, a Igreja mudou o foco principal da crítica, do filosófico para o social.
Mas a cultura ocidental não superou o ressentimento, não percebeu – ou finge não perceber – que houve grandes avanços na forma de a Igreja católica dialogar com o mundo moderno. Muitos continuam querendo ver a Igreja como se ela fosse apenas a zeladora de uma cultura medieval e anunciadora de um grande “não” a tudo o que é considerado bom na cultura pop. Por isso, reagem hoje às manifestações do catolicismo como se ele fosse um inimigo a ser superado ou desprezado.
Portanto, a implicância não é estética, mas comportamental. Não gostam da Igreja, mas não por considerá-la um monte de quinquilharias de museu. Não gostam da Igreja porque ela insiste em apresentar as mesmas respostas, certamente por considerá-las eternas (e hoje tudo é tão fugaz e momentâneo!).
Não gostam da Igreja por ela ser coerente demais com seus princípios (o que confundem com ser rígida e inflexível). A Igreja católica não “revê os seus conceitos” como sugeria o famoso comercial (no sentido de traí-los em nome da moda vigente). Ela faz questão de mostrar uma doutrina moral irredutível, como um lutador que apanha, apanha, mas se recusa a pedir arrego. E a Igreja incomoda por ser um caso absolutamente inexplicável pelas teorias do marketing, contrariando todos os desejos e previsões laicista
Juliano Ribeiro Almeida é padre católico da diocese de Cachoeiro de Itapemirim-ES

quarta-feira, 23 de maio de 2012

* Grávida adia tratamento contra câncer para salvar filha e comove o mundo!

Sarah Brook estava grávida de 25 semanas, quando descobriu um câncer no intestino. E os hormônios da gestação estavam acelerando o crescimento do tumor. Mesmo assim, a designer gráfica de Londres, na Inglaterra, decidiu adiar o tratamento por duas semanas, até que pudesse dar à luz a pequena Polly Jean . A intenção era não colocar em risco a saúde da filha.
O bebê nasceu saudável com 27 semanas (um pouco mais de 6 meses) de gestação, por cesárea, pesando 900 gramas. Mas Sarah foi informada de que não tinha muito tempo de vida. O câncer já havia se espalhado para o pâncreas, pulmões, pescoço e tomado conta dos intestinos.
- Eu só quero ser uma mãe para minha bebê e continuar sendo uma mulher e a melhor amiga do meu marido pelo maior tempo possível. Eu não posso pensar em um futuro além disso – disse Sarah.
Polly já está com quatro semanas de vida. E fez valer a pena o sacrifício da mãe. O bebê teve algumas complicações de saúde, mas está mais forte a cada dia, segundo o jornal Daily Mail.
- O sentimento quando a vi pela primeira vez foi de completo amor e espanto – contou a inglesa.
Sarah já começou as sessões de quimioterapia, mas disse que o tratamento era um paliativo para aliviar o desconforto e mantê-la viva o maior tempo possível. Os médicos que cuidam dela disseram que há apenas 25 casos registrados em todo o mundo, de pessoas com o mesmo nível de tumores secundários que Sarah.
A designer cresceu em Londres, mas se mudou para a Austrália em 2006, logo depois do casamento com Ben. Agora, passa a maior parte do tempo em um hospital em Sydney, fazendo o tratamento contra a doença e cuidando da filha, que ainda está na unidade de tratamento intensivo neonatal. A família de Sarah está na Austrália, apoiando Ben e cuidando de Polly também.
- Tem sido muito difícil para o meu marido, já que ele precisa lidar com a ideia de como será a vida sem mim, e como ele irá criar Polly como pai solteiro – desabafou Sarah – Eu irei conviver com o câncer pelo resto da minha vida e não se sabe o quanto ela vai durar – conformou-se ela.