segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Mensagem as Religiosas (os)


Agradecido ao Senhor pela presença religiosa de irmãs,fraters e padres,que certamente enriquecem nossa ação pastoral e nosso agir cristão,ou simplesmente  são presença - sinal do Reino,uno-me ao Dom Pedro Brito nesta mensagem a todas as religiosas e religiosos no Brasil Contem com minhas orações e gratidão.

Dom Sebastião Lima Duarte


Brasília, 06 de agosto de 2012
MOVC –C- Nº 0755/12

MENSAGEM AOS CONSAGRADOS E ÀS CONSAGRADAS DO BRASIL

Amados, amadas de Deus, Irmãos e Irmãs de Vida Consagrada,Tenho Sede!

Nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora na Igreja no Brasil 2011 – 2015 encontramos o seguinte texto: “para uma Igreja comunidade de comunidades, é imprescindível o empenho por uma efetiva participação de todos nos destinos da comunidade, pela diversidade de carismas, serviços e ministérios. Para isso, faz-se necessário promover: (...) o carisma da vida consagrada, em suas dimensões apostólica e contemplativa, presente em fronteiras missionárias; inserida junto aos pobres; atuante no mundo da educação, da saúde, da ação social; orante em mosteiros e carmelos, comprometida a evangelizar por sua vida e missão” (DGAE 104,b).

Quando aprovamos este texto, lembramo-nos muito de vocês. E hoje, nós que fazemos a Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada - PV-SAV, OSIB, CNP, CND, CRB, CNIS e SBE -, queremos unir-nos a vocês na comemoração do dia do consagrado e da consagrada, marcado na grade do mês vocacional, no dia 19 de agosto.

É nossa missão apoiar, promover, valorizar, cultivar, cuidar e animar os carismas e mistérios na Igreja, sobretudo os das pessoas de vida consagrada.

A vida consagrada é comunhão, vista à luz da Santíssima Trindade. Comunhão em Deus é abertura e pericorese: o Pai está todo para o Filho; o Pai e o Filho estão todo para o Espírito Santo; e o Espírito, Senhor que dá a vida, procede do Pai e do Filho, e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: ele que falou pelos profetas. Esta abertura de uma pessoa divina a outra é o espelho da comunhão de vocês na vida consagrada. A confraternidade na vida consagrada é o espaço humano, habitado pela Santíssima Trindade. A vida consagrada é, portanto, um dos rastos concretos que a Trindade deixa na história para que os seres humanos possam sentir o encanto e a saudade da beleza divina.

Vocês, amados, amadas de Deus, fazem parte da melhor e da mais perfeita forma de rede de comunidades; e também pelos carismas, apostólicos e contemplativos, vocês vivem a plenitude e a absoluta pertença a Deus, na ação e na oração. Portanto, caros e caras, permitam-nos escolher entre tantos, com o perigo que comporta qualquer escolha, os dez sinais que, a nosso parecer, melhor se adaptam ao estilo de vida que vocês levam e que mais chamam a nossa atenção, nesta homenagem que fazemos a vocês:

01. Ficamos felizes por vocês nos ensinarem a viver a leveza das nossas pesadas e letárgicas instituições eclesiais. Ensinem-nos a aliviar os pesados fardos das nossas Igrejas.

02. Agradecemos a vocês apostarem no valor da profecia e na força do profetismo, hoje bastante escasseados, até a entrega da vida no martírio. Que o testemunho de vocês ajude a nossa Igreja a redescobrir o amor, a solidariedade, o serviço, a partilha e o dom da vida.

03. Somos gratos a vocês por viverem o dom da virgindade consagrada, através de corações indivisos, em meio a uma sociedade erotizada. Que vocês consigam quebrar as barreiras do erotismo, do egoísmo e do individualismo, tão presentes na sociedade atual, assumindo um novo e diferenciado modo de vida, pela prática da castidade para servir, mais de perto, ao Cristo Senhor, e testemunhar que somos cidadãos e cidadãs do infinito.

04. Bendizemos a Deus por nos revelar em vocês o rosto materno de Deus e da Igreja, no cuidado dos mais pequeninos, dos restos, dos sobrantes e dos últimos. Que todos vocês, consagrados e consagradas de vida apostólica, monástica ou contemplativa, e membros dos Institutos Seculares, assumem o compromisso de dedicar a vida ao serviço do Reino de Deus, servindo aos irmãos na prática da misericórdia e da solidariedade, na luta pela justiça e na vivência do amor fraterno.

05. Louvamos pelos votos públicos de pobreza, obediência e castidade, e pela visibilidade da vivência radical destes conselhos evangélicos. Que a vida e as suas ações pastorais façam transparecer, com um sorriso no canto da boca, o rosto materno de Deus, especialmente para com os pobres, excluídos e marginalizados da sociedade.

06. Agradecemos a vocês a mística de paixão pelo Reino, em tempos complexos. Vivemos num mundo agitado e superficial. E que, neste contexto, vocês, consagrados e consagradas, cultivem a oração interior através da leitura orante da Palavra de Deus.

07. Somos profundamente gratos a vocês pela compaixão para com os pobres e pelo alegre testemunho de que somente Deus basta para dar sentido à vida e preenchê-la de alegria e de significado. É esta paixão pelo Reino que permite a vocês ouvirem a voz de Deus, deixando-O falar em todos os recantos da existência.

08. Obrigado por vocês apostarem no discipulado missionário, indo além do mundo que nos rodeia, para além das fronteiras da fé. A missionariedade está escrita no coração mesmo de toda a forma de vida consagrada. Vocês de vida consagrada são missionárias por excelência. E, por isto, devem ajudar-nos a crescer na consciência e na cooperação missionárias. E que este estilo de vida deixe transparecer a presença e a pertença ao Deus vivo, mesmo que, muitas vezes, de formas silenciosas.

09. Louvamos e agradecemos os projetos comuns, parcerias, partilhas e socialização dos dons e dos bens, em vista da missão e da evangelização. Que vocês ajudem a Igreja a manter aceso o fogo e o ardor missionários. E que vocês cultivem, cada vez mais, o amor a Jesus, apaixonados por Ele, fortalecidos pelos sagrados alimentos da eucaristia e do Evangelho da vida.

10. Enfim, profundamente agradecidos por vocês serem o que são, independentemente do que vocês fazem. Agradecemos igualmente a vocês o dom da vida doada e consagrada, com os olhos fixos em Jesus Cristo. Que vocês nos ajudem a crer que nossa pátria é o céu e que, portanto, ninguém viva, aqui na terra, como se aqui tivesse morada permanente.

Que o Divino Espírito Santo, doador dos dons e carismas e mantenedor dos serviços e ministérios, continue soprando novos e fortes ventos para despertar e suscitar novas, boas e santas vocações à vida consagrada, para o bem da Igreja e da humanidade.

Deus abençoe a vocês todos e todas, derramando chuvas de vida e de graça e fecundando os jardins de suas existências.



Amo a todos vocês no Cristo Jesus” (1Cor 16,24).
Com minha bênção,


+ Dom Pedro Brito Guimarães,
Arcebispo de Palmas e Presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada
Fonte: Diocese de Viana 
Postado por: Dom Sebastião Lima Duarte

Bento XVI: O homem está feito para o Infinito

O Papa Bento XVI  assinalou que não devemos ter medo do que Deus nos pede através das diversas circunstâncias de nossas vidas, porque a natureza do ser humano é ter sido “feitos para o Infinito”.


Em sua tradicional mensagem por ocasião do início da 33ª Reunião para a Amizade entre os Povos que acontece na cidade italiana de Rimini e durará até o dia 25 de agosto, convocada pelo Movimento Comunhão e Libertação, o Santo Padre indicou que “dizer que ‘a natureza do homem é relação com o infinito’ significa então dizer que cada pessoa foi criada para poder entrar em diálogo com Deus, com o infinito”.


O Papa afirmou que as coisas, relações, alegrias e dificuldades que experimenta o ser humano durante sua vida encontram “sua razão última no ser ocasião de relação com o Infinito, voz de Deus que continuamente nos chama e nos convida a elevar o olhar, a descobrir na adesão a Ele, a realização plena de nossa humanidade”.


“Não devemos ter medo daquilo que Deus nos pede através das circunstâncias da vida, ainda se fosse a entrega de todo nosso ser a uma forma particular de seguir e imitar a Cristo no sacerdócio ou na vida religiosa.


O Senhor, chamando alguns a viverem totalmente Dele, chama todos a reconhecerem a essência da própria natureza de seres humanos: feitos para o infinito”.


Bento XVI sublinhou que “Deus quer nossa felicidade, nossa plena realização humana”.


“Peçamos, então, entrar e permanecer no olhar da fé que caracterizou os Santos, para podermos descobrir as sementes de bem que o Senhor espalha ao longo do caminho da nossa vida e aderir com gozo à nossa vocação”.

Bento XVI assinalou que “falar do homem e do seu desejo de infinito significa antes de mais nada reconhecer sua relação constitutiva com o Criador. O homem é uma criatura de Deus”.


O Santo Padre lamentou que atualmente “esta palavra –criatura- parece quase fora de moda: prefere-se pensar no homem como um ser realizado em si mesmo e artífice absoluto do próprio destino”.


“A consideração do homem como criatura resulta ‘incômoda’ porque implica uma referência essencial a algo diferente ou melhor, a Alguém mais –não gestionável pelo homem- que entra a definir de modo essencial sua identidade; uma identidade relacional, cujo primeiro dado é a dependência originária e ontológica daquele que nos quis e nos criou”.


O Papa explicou que “esta dependência, da qual o homem moderno e contemporâneo busca liberar-se, não só não esconde ou diminui, mas revela de modo luminoso a grandeza e a dignidade suprema do homem, chamado à vida para entrar em relação com a Vida mesma, com Deus”. 


Dom Damasceno discute evangelização na América Latina




                                                                                                                                                                                   CNBB
'Essa missão continental tinha e ainda tem como objetivo colocar a Igreja na América Latina em estado permanente de missão', diz Dom Damasceno
                        

na América Latina. Este será o tema abordado pelo presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Raymundo Damasceno Assis, em palestra a ser realizada por ele nesta terça-feira, 21, às 8h. O evento será no auditório do Júri na Unisal, em Lorena (SP).


O cardeal, que é arcebispo de Aparecida, anunciou que o tema será discutido a partir das quatro últimas conferências gerais do episcopado latino-americano. “Eu vou apresentar na Unisal justamente um pouco da caminhada da evangelização da Igreja na América Latina. Vou percorrer, sobretudo, as quatro conferências gerais do episcopado latino-americano a partir de Medelín, depois Puebla, Santo Domingo e Aparecida”, disse.


Dom Damasceno foi presidente do Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM) de 2007 a 2011. Ele contou que, neste período, seu trabalho à frente do Conselho foi implementar as conclusões da 5ª Conferência, realizada em Aparecida (SP). Nesta reunião, o tema central foi ‘Discípulos e missionários de Jesus Cristo para que Nele todos os povos tenham vida’.


“Dentro dessa mesma temática do discipulado e da missão, nós procuramos incentivar a chamada ‘missão continental’ que foi um mandato dado pela Conferência à Igreja na América Latina. Essa missão continental tinha e ainda tem como objetivo colocar a Igreja na América Latina em estado permanente de missão”


De acordo com o cardeal, essa é uma preocupação que perpassa todas as Conferências Episcopais. Ele informou que a temática da missão também será um dos assuntos abordados no próximo Sínodo dos Bispos, a ser realizado em outubro, em Roma, sobre a nova evangelização para a transmissão da fé cristã.


“Cada vez mais a Igreja busca recuperar essa sua dimensão fundamental que é a missionária, porque é um mandato recebido do próprio Cristo: ‘Ide por toda a parte e fazei discípulos meus em todos os povos’, que vai ser também o tema da Jornada Mundial da Juventude do próximo ano”

Desafios

Sobre as dificuldades encontradas na ação evangelizadora da Igreja na América Latina, Dom Damasceno destacou algumas características do mundo de hoje que simbolizam um desafio para esta tarefa: secularismo, materialismo, relativismo, edonismo e novas linguagens diante do mundo da comunicação. 


Diante dessa realidade, ele enfatizou que é missão fundamental da Igreja despertar e recuperar o ardor missionário decorrente da condição de batizado. “O Batismo nos incorpora na Igreja e nos torna também participantes da tríplice missão do Cristo, profética, sacerdotal e real, de modo que não é uma missão apenas da hierarquia da Igreja, mas tarefa de todo batizado, de todo cristão, é um direito e um dever, portanto, de todos.”


Ele explicou que a dificuldade na evangelização é um pouco comum em todos os países da América Latina. O motivo, segundo ele, é a debilidade na formação dos fiéis, tendo em vista que, muitas vezes, a evangelização se preocupa mais com a administração dos sacramentos.


“Muitas vezes, essa preparação não tem sido acompanhada por uma evangelização mais profunda que leve as pessoas à conversão, à adesão a Jesus Cristo no sentido de que façam Dele realmente a razão da própria vida, essa adesão convicta e profunda que tem como decorrência também a vivência do Evangelho”.


Para o presidente da CNBB, uma das consequências dessa falta de profundidade da fé é a fácil exposição dos fiéis a mudanças e influências de outros grupos religiosos. “Portanto, necessitamos de uma catequese cada vez mais sistemática e cada vez mais abrangente que acompanhe a criança, o adolescente, o jovem, o adulto ao longo de toda a sua vida e toda a sua existência”, concluiu.


sexta-feira, 17 de agosto de 2012

ASSUNÇÃO: A MULHER E O MENINO VENCEM O DRAGÃO

Festa da Assunção de Nossa Senhora
 Padre Angelo del Favero

Irmãos, Cristo ressuscitou dos mortos, primícias daqueles estão mortos. Como de fato em Adão todos morrem, assim em Cristo todos recebem a vida...: primeiro Cristo, as primícias; depois, na sua vinda, aqueles que são de Cristo”.

AP 11, 19a; 12,1- 6a.10ab

“O templo de Deus que está no céu se abriu, e apareceu no templo a arca da sua aliança. Houve relâmpagos, vozes, trovões, terremotos e uma grande tempestade de granizo.
Um sinal grandioso apareceu no céu: uma Mulher vestida com o sol, tendo a lua sob os pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas;estava grávida e gritava, entre as dores do parto, atormentada para dar à luz.

Apareceu então outro sinal no céu: um grande Dragão... O Dragão colocou-se diante da Mulher que estava para dar à luz, a fim de lhe devorar o filho, tão logo nascesse. Ela deu à luz um filho, um varão, que irá reger todas as nações com um cetro de ferro. Seu filho, porém, foi arrebatado para junto de Deus e de seu trono... e a

Mulher fugiu para o deserto, onde Deus lhe havia preparado um lugar ... Ouvi então uma voz forte no céu, proclamando: "Agora realizou-se a salvação, o poder e a realeza do nosso Deus, e a autoridade do seu Cristo”.

Lc 1,39-56

Naqueles dias, Maria pôs-se a caminho para a região montanhosa, dirigindo-se apressadamente a uma cidade de Judá. Entrou na casa de Zacarias e saudou Isabel.41.Ora, quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre e Isabel ficou repleta do Espírito Santo.Com um grande grito, exclamou: "Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto de teu ventre!Donde me vem que a mãe do meu Senhor me visite? (...)Maria, então, disse: "Minha alma engrandece o Senhor...”

“A  imaculada Mãe de Deus, a sempre virem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial” : estes são os termos concisos da proclamção dogmática da Assunção de Maria Santíssima ao céu (Pio XII, MunificentissimusDominum”,1950).

E assim anunciado pela Igreja ao mundo inteiro que, junta a “Cristo ressuscitado dos mortos, primícias dos que adormeceram” (1 Cor 15,20), no paraíso atualmente já está presente em alma e corpo sua Mãe Maria, ainda que a hora da segunda vinda de Jesus não tenha ainda chegado (1 Cor 15,23).

 Ao definir o dogma da Assunção, deliberadamente Pio XII não responde às perguntas relativas ao
desaparecimento de Maria: onde, como, quando Ela morreu?

Do ponto de vista histórico, podemos dizer apenas que ignoramos quase tudo, mas o beato João Paulo II ensinou que o fato constitutivo humano do morrer é afirmado também pela Mãe de Jesus:
“A experiência da morte enriqueceu a pessoa da Virgem: passando pela sorte comum dos homens, Ela é capaz de exercitar com mais eficácia a sua maternidade espiritual para com aqueles que estão na hora suprema de suas vidas” ( Audiência Geral, 25 de junho de 1997)

Na encíclica Redemptoris Mater, João Paulo II escreveu que a maternidade amorosa de Maria abraça e defende toda a humanidade, como se fosse um filho único. "Maria, presente na Igreja como Mãe do Redentor, participa maternalmente na luta contra o poder das trevas que acontece em toda a história humana" (nº 47).
À luz da Palavra de Deus, o papa enfatiza a luta dramática e ímpar entre a arrogância diabólica do mal e a fragilidade do bem, que está todos os dias diante dos nossos olhos.

São João a descreve no Apocalipse, referindo-se historicamente às perseguições contra os cristãos no Império Romano. Bento XVI faz o seguinte comentário sobre os dois grandes sinais que ele viu:
"Primeiro, o dragão vermelho, fortíssimo, com uma manifestação impressionante e inquietante do poder sem a graça, sem o amor, do egoísmo absoluto, do terror, da violência... O poder militar, político, propagandístico do

Império Romano diante do qual a fé, a Igreja, aparecia como uma mulher indefesa, sem nenhuma chance de sobreviver, muito menos de vencer. E, no entanto, sabemos que no fim quem venceu foi a mulher indefesa; não foi o egoísmo nem o ódio que venceu; foi o amor de Deus. E o Império Romano se abriu à fé cristã. As palavras da escritura sempre transcendem o momento histórico" (Homilia da Assunção, 2007).

Esta última afirmação de Bento XVI sobre o valor meta-histórico das Escrituras não significa a ausência de um vínculo profundo e significativo entre a Palavra e a vida presente. Ele logo acrescenta: "Nós vemos que ainda hoje o dragão quer devorar o Deus que se fez menino".

Aqui, o dragão que ameaça a mulher e a criança, que ameaça a Igreja, ameaça o próprio Deus. Ameaça Deus porque ameaça o homem. Sim, porque desde que Deus se fez um de nós, o destino de cada um de nós é também o destino de Deus.

A encíclica Evangelium Vitae (25 de março de 1995) o ensina explicitamente: "Na carne de cada pessoa, Cristo continua a revelar-se e a entrar em comunhão conosco, de modo que a rejeição da vida humana, nas suas várias formas, é realmente uma rejeição de Cristo" (nº 104).

O símbolo do dragão infernal faz pensar nas muitas formas de violência brutal do homem contra o homem. Entre elas, é emblemático o que acontece na China há décadas, com a imposição de abortos criminosos, aos quais milhões de mulheres são obrigadas.

Imagens terríveis deste furor mostraram recentemente o cadáver de um filho assassinado colocado ao lado da mãe: uma monstruosidade que a mídia mundial denuncia, ainda que timidamente, há anos, e que traz o nome estratégico de "política do filho único".

Mas esta denúncia, para não ser parcial e enganosa, não pode deixar de reconhecer também que o "grande dragão vermelho" continua a devorar milhões de crianças na maioria das nações do mundo, graças à indiferença quase geral dos meios de comunicação e daqueles que estão no poder político.

Na Itália, em particular, não existe oficialmente a "política do filho único", mas há uma cultura perversa, inevitavelmente acompanhada pela “política” da liberdade de escolha de matar as crianças concebidas e indesejadas: seja diretamente (Lei 194, Normas para a proteção social da maternidade e da interrupção voluntária da gravidez), seja indiretamente (Lei 40: Normas sobre a procriação medicamente assistida).

Há quem pense que, quando escolhido voluntariamente, o aborto não é uma violência contra a mulher. Falso! É justamente quando é voluntário que o aborto destrói, além do filho, também a pessoa da mãe, moralmente. Pelo simples fato de querer suprimir o fruto do próprio ventre, a mãe nega a si mesma, nega a sua consciência e o seu ser materno, como bem indica e sempre indicará em todo o mundo a conhecida "síndrome pós-aborto".

Se considerarmos o lado oposto, do pretenso direito de ter um filho, veremos que a mulher que apela para a fertilização in vitro, quando dá o aval à matança "técnica" de uma dúzia de seus pequenos filhos no afã de conseguir “ter um nos braços”, se deixa envolver objetivamente por um contexto moral ainda mais horrível do que o da China.

O que dizer, então, como conclusão de tudo isto e à luz do sinal luminoso de Maria Assunta?

Com a palavra, Bento XVI: "Não temam por esse Deus aparentemente fraco. A luta já foi vencida. Este Deus frágil é forte: é a verdadeira força. E, assim, a festa da Assunção é um convite a confiarmosem Deus. Olhemospara Maria, que foi assunta. Deixemo-nos encorajar à fé e à festa da alegria: Deus vence! A fé aparentemente frágil é a verdadeira força do mundo. O amor é mais forte do que o ódio" (Homilia da Assunção).

(Tradução:ZENIT)


domingo, 12 de agosto de 2012

V Romaria Diocesana da Juventude




Realizada pela Pastoral da Juventude,a V romaria diocesana que tinha como tema: “PJ em Missão: 30 anos de Evangelização", e  o lema: “Nunca vimos uma coisa assim”. (Mc. 2, 12b),reuniu jovens de toda a diocese foi uma noite de muita animação até o raiar do dia.



A PJ celebrou seus 30 anos de história e caminhada com grande estilo, esta festa contou com a presença de vários sacerdotes e do diácono Ramos, religiosas,seminaristas,e a ilustre presença do nosso bispo Dom Sebastião.

                                                   Ir.Samara e diacóno Ramos.

Ir.Samara e Dom Sebastião.

As irmãs Pequeninas fizeram parte desta festa.

Parabéns PJ pela sua caminhada!

sábado, 11 de agosto de 2012

SER CATÓLICO POR INTEIRO

Discutindo o problema da adesão à fé católica
 Edson L. Sampel*

SAO PAULO, sexta-feira, 10 de agosto de 2012 (ZENIT.org) - Gostaria de discutir o problema da adesão à fé católica, não na perspectiva prática, porque nesta seara, infelizmente, por causa do pecado, os católicos vivemos os ditames do evangelho mais ou menos.

Quero tratar do tema no viés doutrinal. Neste diapasão, ou se é 100% católico ou não se é católico em hipótese nenhuma. Não posso ser católico e, ao mesmo tempo, advogar a tese de que Jesus não fundou nenhuma Igreja específica; apenas instaurou uma novel religião. Não posso ser católico e perfilhar a teoria de que nossa Senhora teve relações sexuais com seu casto esposo.

Não posso ser católico e, concomitantemente, asseverar que não há demônios nem Satanás. Não posso ser católico e, outrossim, prestar atenção ao espiritismo. Não posso ser católico e fazer ouvidos moucos ao que o papa ensina. Não posso ser católico e me escusar de divulgar o parecer da Igreja contrário ao homossexualismo. Não posso ser católico e me colocar em prol do aborto, ou, então, ficar em cima do muro.  Eis somente alguns exemplos.

Qual é a questão de fundo? Em minha opinião, é o relativismo, já bastas vezes  exprobrado por Bento XVI, combinado com uma equivocada interpretação do ecumenismo. Exemplificando, a pretexto de não vulnerar a suscetibilidade dos nossos irmãos separados, a doutrina protestante não é mais herética: cuida-se apenas de visões diferentes, verberam alguns. Deixemos o mínimo que nos separa, postulam outros, e nos unamos no máximo que nos é comum! Que máximo é esse, se frei Lutero solapou todos os sacramentos, preservando unicamente o batismo?

Quando o mal da não adesão plena e obsequiosa é perpetrado por certos padres ou teólogos, estamos em face de uma vicissitude gravíssima. Aqui, em vários casos, vigem a arrogância e a soberba, uma espécie de desdobramento do pecado original: quer-se saber mais do que a Igreja de Cristo!

Temos de ser ecumênicos sim, sempre amorosos com os outros cristãos e com os membros de qualquer credo, cônscios de que não somos melhores do que eles e que Deus ama todos os homens. 

No entanto, devemos resgatar nossa belíssima identidade católica, assumindo-a plenamente, sem respeitos humanos, acatando cabalmente o magistério infalível. Esta obrigação é ainda mais urgente por parte dos padres, que têm o múnus de industriar a puríssima doutrina de nosso Senhor Jesus Cristo, custodiada pela Igreja católica.

Edson Luiz Sampel
Doutor em direito canônico pela Pontifícia Universidade Lateranense, do Vaticano.
Membro da Sociedade Brasileira de Canonistas (SBC)

A BELEZA DE VIVER O HOJE

ARTIGOS / DITADURA DA BELEZA


A vida é mesmo engraçada. As vezes achamos que tudo vai dar certo, mas acontece tudo errado; outras vezes, estava tudo perdido, mas, inexplicavelmente, o impossível acontece.
Cada dia que passa percebo mais que não sou eu a determinadora do meu futuro. Só tenho o hoje, só o hoje.

“Tenho medo da graça que passa sem que eu perceba!” (Santo Agostinho).

Tenho medo de não aproveitar a graça, o tempo que me é dado: o hoje. Tenho medo de que as minhas falhas me impeçam de enxergar a beleza que está à minha volta e dentro de mim.
“Senhor, dê-me a graça de enxergar com Seus olhos, porque, na verdade, “Sou um misto de beleza e imperfeição que merece ser feliz” (Padre Fábio de Melo).

Tenho apenas o agora; o ontem já passou e nada posso fazer para mudá-lo e o amanhã ainda não chegou. Posso viver apenas o hoje, por isso escolho ver a beleza dos meus irmãos, das pessoas que trabalham comigo,que estão próximas e distantes – seja essa distância física ou de coração -, pessoas que eu preciso aprender a enxergar com outros olhos, transformando dificuldades em belezas.


Ainda que o mundo queira afirmar somente a “feiura” nos erros, nas dificuldades e perdas, nos sofrimentos e desilusões, também nas pessoas, há sim beleza em cada situação, em cada pedra no caminho, em cada ‘não’ que recebo, em cada pessoa que se foi.

Não posso apenas me prender nas belezas do passado. Lugares, pessoas e situações foram maravilhosos, experiências incríveis; no entanto, belezas que seguiram seu rumo, e eu o meu.

“Tenho medo da graça que passa sem que eu perceba!” (Santo Agostinho).
Deus me permitiu viver tudo isso, mas meu olhar precisa estar fixo no hoje, na vontade d’Ele que se chama ‘hoje’.

É preciso um esforço consciente para não permitir que o sofrimento nos torne cegos à beleza da vida. Sempre é possível recuperar a alegria de viver. É por isso que, todos os dias ao acordar, gosto de imaginar como Jesus sorria e como Ele ainda ri de mim, das minhas inseguranças, dos erros que, muitas vezes, não consigo esquecer, mas que Ele há muito já apagou.

Senhor, dê-nos a graça de sorrir no hoje enquanto carregamos nossa cruz diária. Quero que meu sorriso brilhe para aqueles que não veem mais sentido em sorrir. No seu hoje, faça alguém sorrir !

“Se, portanto, existe algum conforto em Cristo, alguma consolação no amor, alguma comunhão no Espírito, alguma ternura e compaixão, completai a minha alegria, deixando-vos guiar pelos mesmos propósitos e pelo mesmo amor, em harmonia buscando a unidade” (FL 2,1).

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Vocação o encontro de duas liberdades!



Na história vocacional existem dois protagonistas, Um é Deus Aquele que chama, o outro sou eu, você ou qualquer outra pessoa. No caminho vocacional é preciso unir os dois elementos desta grande jornada maravilhosa: o querer de Deus com a nossa Decisão.

Precisamos realizar o sonho de Deus para nós, não podemos decepcioná-lo.


Porque Levi aquele que Jesus Chamou de Mateus não questionou o chamado de Jesus quando Ele disse: “Segue-me” (MT 9,9), ele poderia ter questionado o chamado de Jesus, mais sabe por que Mateus não questionou? por amor,o amor impele a amar,conduz ao amor,ao amor não se faz perguntas e nem questionamentos,porque o amor é o único que não tem respostas,ao amor entrega-se,o amor vivi-se.


Coragem jovem Deus te chama, ficai atentos para a voz Daquele que te quer por inteiro, aquele que espera pelo teu “sim”.


O céu, este é o prêmio para todos os que seguem corajosamente a própria vocação!

Postado por: Irmã Samara Lisbôa

Grande Semana Missionária da Paróquia Nossa Senhora da Conceição de Bela Vista do Maranhão


A Semana Missionária que tinha como tema: Desperta Bela Vista para a missão, realmente despertou e sacudiu a paróquia de Bela Vista.




Foi uma semana de muita evangelização, onde toda a comunidade participou em peso, a grande semana missionária contou com a presença de missionários de outras paróquias como Santa Inês, Pindaré, Buriti cupu, Alto alegre do Pindaré e Viana.






Esta Grande Semana missionária marcou a Paróquia de Bela Vista e as suas comunidades, o encerramento contou com a presença de mais de 500 fiéis, foi muita, alegria, espiritualidade e muita animação, agora só se sente saudades dessa Semana inesquecível, Deus abençoe a todos que participaram e ajudaram nesta missão.







A Grande Semana Missionária acabou mais a missão continua.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

DEUS TE CHAMA?

PROJETO AMIGOS PEQUENINAS
Se você sente que tem vocação e quer descobrir para onde Deus te chama, nós do Instituto das Irmãs Pequeninas, temos este projeto. Acompanhamos você,procurando ajudá-lo a compreender a vontade de Deus para sua vida. O acompanhamento se dá por e-mail, e encontros periódicos entre o acompanhante e acompanhador!
 Se quiser fazer parte deste projeto entre em contato conosco:
e-mail: mylla1703@hotmail.com ( Ir. Laudimila)
madrerejane@hotmail.com(Madre Rejane)  
tel:(98)88574568


"NÃO PODEMOS DEIXAR DE OFERECER O MELHOR DE NOSSAS VIDAS PARA DEUS"



Agosto: mês VOCACIONAL


Todo homem é chamado por Deus, seu primeiro chamado é a vida, e em seguida á santidade. 
"È olhando para dentro de si  que o homem se encontra com a vontade de Deus para sua vida". Todos sem exceção recebem de Deus um outro grande dom, o dom da Vocação específica!Para se tornar padre,religioso,religiosa.
 È um chamado a consagração total, e dicação completa ao reino de Deus, e  a pessoa na sua liberdade responde. 
VOCAÇÃO: "Esta aventura tem por protagonistas Deus e a pessoa chamada,cresce no coração entre duas liberdades e dois amores"
O chamado manifesta-se principalmente no amor louco e apaixonado por Jesus Cristo. Quando se ama, o coração quer provar esse amor.E quando se ama a Jesus, o coração só consegue provar doando a própria vida para Ele.
Deus ao nos chamar feriu nosso coração,com uma ferida de amor.E a medida que nossa vida se consome por Ele,essa ferida vai aumentando; e só será cicatrizada no encontro definitivo com Ele. Aí nos perderemos e nos saciaremos no mar desse Amor.


PROJETO AMIGOS PEQUENINAS
Se você sente que tem vocação e quer descobrir para onde Deus te chama, nós do Instituto das Irmãs Pequeninas, temos este projeto. Acompanhamos você,procurando ajudá-lo a compreender a vontade de Deus para sua vida. O acompanhamento se dá por e-mail, e encontros periódicos entre o acompanhante e acompanhador!
 Se quiser fazer parte deste projeto entre em contato conosco:
e-mail: mylla1703@hotmail.com ( Ir. Laudimila)
madrerejane@hotmail.com(Madre Rejane)  
tel:(98)88574568

"NÃO PODEMOS DEIXAR DE OFERECER O MELHOR DE NOSSAS VIDAS PARA DEUS"