sexta-feira, 17 de agosto de 2012

ASSUNÇÃO: A MULHER E O MENINO VENCEM O DRAGÃO

Festa da Assunção de Nossa Senhora
 Padre Angelo del Favero

Irmãos, Cristo ressuscitou dos mortos, primícias daqueles estão mortos. Como de fato em Adão todos morrem, assim em Cristo todos recebem a vida...: primeiro Cristo, as primícias; depois, na sua vinda, aqueles que são de Cristo”.

AP 11, 19a; 12,1- 6a.10ab

“O templo de Deus que está no céu se abriu, e apareceu no templo a arca da sua aliança. Houve relâmpagos, vozes, trovões, terremotos e uma grande tempestade de granizo.
Um sinal grandioso apareceu no céu: uma Mulher vestida com o sol, tendo a lua sob os pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas;estava grávida e gritava, entre as dores do parto, atormentada para dar à luz.

Apareceu então outro sinal no céu: um grande Dragão... O Dragão colocou-se diante da Mulher que estava para dar à luz, a fim de lhe devorar o filho, tão logo nascesse. Ela deu à luz um filho, um varão, que irá reger todas as nações com um cetro de ferro. Seu filho, porém, foi arrebatado para junto de Deus e de seu trono... e a

Mulher fugiu para o deserto, onde Deus lhe havia preparado um lugar ... Ouvi então uma voz forte no céu, proclamando: "Agora realizou-se a salvação, o poder e a realeza do nosso Deus, e a autoridade do seu Cristo”.

Lc 1,39-56

Naqueles dias, Maria pôs-se a caminho para a região montanhosa, dirigindo-se apressadamente a uma cidade de Judá. Entrou na casa de Zacarias e saudou Isabel.41.Ora, quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre e Isabel ficou repleta do Espírito Santo.Com um grande grito, exclamou: "Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto de teu ventre!Donde me vem que a mãe do meu Senhor me visite? (...)Maria, então, disse: "Minha alma engrandece o Senhor...”

“A  imaculada Mãe de Deus, a sempre virem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial” : estes são os termos concisos da proclamção dogmática da Assunção de Maria Santíssima ao céu (Pio XII, MunificentissimusDominum”,1950).

E assim anunciado pela Igreja ao mundo inteiro que, junta a “Cristo ressuscitado dos mortos, primícias dos que adormeceram” (1 Cor 15,20), no paraíso atualmente já está presente em alma e corpo sua Mãe Maria, ainda que a hora da segunda vinda de Jesus não tenha ainda chegado (1 Cor 15,23).

 Ao definir o dogma da Assunção, deliberadamente Pio XII não responde às perguntas relativas ao
desaparecimento de Maria: onde, como, quando Ela morreu?

Do ponto de vista histórico, podemos dizer apenas que ignoramos quase tudo, mas o beato João Paulo II ensinou que o fato constitutivo humano do morrer é afirmado também pela Mãe de Jesus:
“A experiência da morte enriqueceu a pessoa da Virgem: passando pela sorte comum dos homens, Ela é capaz de exercitar com mais eficácia a sua maternidade espiritual para com aqueles que estão na hora suprema de suas vidas” ( Audiência Geral, 25 de junho de 1997)

Na encíclica Redemptoris Mater, João Paulo II escreveu que a maternidade amorosa de Maria abraça e defende toda a humanidade, como se fosse um filho único. "Maria, presente na Igreja como Mãe do Redentor, participa maternalmente na luta contra o poder das trevas que acontece em toda a história humana" (nº 47).
À luz da Palavra de Deus, o papa enfatiza a luta dramática e ímpar entre a arrogância diabólica do mal e a fragilidade do bem, que está todos os dias diante dos nossos olhos.

São João a descreve no Apocalipse, referindo-se historicamente às perseguições contra os cristãos no Império Romano. Bento XVI faz o seguinte comentário sobre os dois grandes sinais que ele viu:
"Primeiro, o dragão vermelho, fortíssimo, com uma manifestação impressionante e inquietante do poder sem a graça, sem o amor, do egoísmo absoluto, do terror, da violência... O poder militar, político, propagandístico do

Império Romano diante do qual a fé, a Igreja, aparecia como uma mulher indefesa, sem nenhuma chance de sobreviver, muito menos de vencer. E, no entanto, sabemos que no fim quem venceu foi a mulher indefesa; não foi o egoísmo nem o ódio que venceu; foi o amor de Deus. E o Império Romano se abriu à fé cristã. As palavras da escritura sempre transcendem o momento histórico" (Homilia da Assunção, 2007).

Esta última afirmação de Bento XVI sobre o valor meta-histórico das Escrituras não significa a ausência de um vínculo profundo e significativo entre a Palavra e a vida presente. Ele logo acrescenta: "Nós vemos que ainda hoje o dragão quer devorar o Deus que se fez menino".

Aqui, o dragão que ameaça a mulher e a criança, que ameaça a Igreja, ameaça o próprio Deus. Ameaça Deus porque ameaça o homem. Sim, porque desde que Deus se fez um de nós, o destino de cada um de nós é também o destino de Deus.

A encíclica Evangelium Vitae (25 de março de 1995) o ensina explicitamente: "Na carne de cada pessoa, Cristo continua a revelar-se e a entrar em comunhão conosco, de modo que a rejeição da vida humana, nas suas várias formas, é realmente uma rejeição de Cristo" (nº 104).

O símbolo do dragão infernal faz pensar nas muitas formas de violência brutal do homem contra o homem. Entre elas, é emblemático o que acontece na China há décadas, com a imposição de abortos criminosos, aos quais milhões de mulheres são obrigadas.

Imagens terríveis deste furor mostraram recentemente o cadáver de um filho assassinado colocado ao lado da mãe: uma monstruosidade que a mídia mundial denuncia, ainda que timidamente, há anos, e que traz o nome estratégico de "política do filho único".

Mas esta denúncia, para não ser parcial e enganosa, não pode deixar de reconhecer também que o "grande dragão vermelho" continua a devorar milhões de crianças na maioria das nações do mundo, graças à indiferença quase geral dos meios de comunicação e daqueles que estão no poder político.

Na Itália, em particular, não existe oficialmente a "política do filho único", mas há uma cultura perversa, inevitavelmente acompanhada pela “política” da liberdade de escolha de matar as crianças concebidas e indesejadas: seja diretamente (Lei 194, Normas para a proteção social da maternidade e da interrupção voluntária da gravidez), seja indiretamente (Lei 40: Normas sobre a procriação medicamente assistida).

Há quem pense que, quando escolhido voluntariamente, o aborto não é uma violência contra a mulher. Falso! É justamente quando é voluntário que o aborto destrói, além do filho, também a pessoa da mãe, moralmente. Pelo simples fato de querer suprimir o fruto do próprio ventre, a mãe nega a si mesma, nega a sua consciência e o seu ser materno, como bem indica e sempre indicará em todo o mundo a conhecida "síndrome pós-aborto".

Se considerarmos o lado oposto, do pretenso direito de ter um filho, veremos que a mulher que apela para a fertilização in vitro, quando dá o aval à matança "técnica" de uma dúzia de seus pequenos filhos no afã de conseguir “ter um nos braços”, se deixa envolver objetivamente por um contexto moral ainda mais horrível do que o da China.

O que dizer, então, como conclusão de tudo isto e à luz do sinal luminoso de Maria Assunta?

Com a palavra, Bento XVI: "Não temam por esse Deus aparentemente fraco. A luta já foi vencida. Este Deus frágil é forte: é a verdadeira força. E, assim, a festa da Assunção é um convite a confiarmosem Deus. Olhemospara Maria, que foi assunta. Deixemo-nos encorajar à fé e à festa da alegria: Deus vence! A fé aparentemente frágil é a verdadeira força do mundo. O amor é mais forte do que o ódio" (Homilia da Assunção).

(Tradução:ZENIT)


domingo, 12 de agosto de 2012

V Romaria Diocesana da Juventude




Realizada pela Pastoral da Juventude,a V romaria diocesana que tinha como tema: “PJ em Missão: 30 anos de Evangelização", e  o lema: “Nunca vimos uma coisa assim”. (Mc. 2, 12b),reuniu jovens de toda a diocese foi uma noite de muita animação até o raiar do dia.



A PJ celebrou seus 30 anos de história e caminhada com grande estilo, esta festa contou com a presença de vários sacerdotes e do diácono Ramos, religiosas,seminaristas,e a ilustre presença do nosso bispo Dom Sebastião.

                                                   Ir.Samara e diacóno Ramos.

Ir.Samara e Dom Sebastião.

As irmãs Pequeninas fizeram parte desta festa.

Parabéns PJ pela sua caminhada!

sábado, 11 de agosto de 2012

SER CATÓLICO POR INTEIRO

Discutindo o problema da adesão à fé católica
 Edson L. Sampel*

SAO PAULO, sexta-feira, 10 de agosto de 2012 (ZENIT.org) - Gostaria de discutir o problema da adesão à fé católica, não na perspectiva prática, porque nesta seara, infelizmente, por causa do pecado, os católicos vivemos os ditames do evangelho mais ou menos.

Quero tratar do tema no viés doutrinal. Neste diapasão, ou se é 100% católico ou não se é católico em hipótese nenhuma. Não posso ser católico e, ao mesmo tempo, advogar a tese de que Jesus não fundou nenhuma Igreja específica; apenas instaurou uma novel religião. Não posso ser católico e perfilhar a teoria de que nossa Senhora teve relações sexuais com seu casto esposo.

Não posso ser católico e, concomitantemente, asseverar que não há demônios nem Satanás. Não posso ser católico e, outrossim, prestar atenção ao espiritismo. Não posso ser católico e fazer ouvidos moucos ao que o papa ensina. Não posso ser católico e me escusar de divulgar o parecer da Igreja contrário ao homossexualismo. Não posso ser católico e me colocar em prol do aborto, ou, então, ficar em cima do muro.  Eis somente alguns exemplos.

Qual é a questão de fundo? Em minha opinião, é o relativismo, já bastas vezes  exprobrado por Bento XVI, combinado com uma equivocada interpretação do ecumenismo. Exemplificando, a pretexto de não vulnerar a suscetibilidade dos nossos irmãos separados, a doutrina protestante não é mais herética: cuida-se apenas de visões diferentes, verberam alguns. Deixemos o mínimo que nos separa, postulam outros, e nos unamos no máximo que nos é comum! Que máximo é esse, se frei Lutero solapou todos os sacramentos, preservando unicamente o batismo?

Quando o mal da não adesão plena e obsequiosa é perpetrado por certos padres ou teólogos, estamos em face de uma vicissitude gravíssima. Aqui, em vários casos, vigem a arrogância e a soberba, uma espécie de desdobramento do pecado original: quer-se saber mais do que a Igreja de Cristo!

Temos de ser ecumênicos sim, sempre amorosos com os outros cristãos e com os membros de qualquer credo, cônscios de que não somos melhores do que eles e que Deus ama todos os homens. 

No entanto, devemos resgatar nossa belíssima identidade católica, assumindo-a plenamente, sem respeitos humanos, acatando cabalmente o magistério infalível. Esta obrigação é ainda mais urgente por parte dos padres, que têm o múnus de industriar a puríssima doutrina de nosso Senhor Jesus Cristo, custodiada pela Igreja católica.

Edson Luiz Sampel
Doutor em direito canônico pela Pontifícia Universidade Lateranense, do Vaticano.
Membro da Sociedade Brasileira de Canonistas (SBC)

A BELEZA DE VIVER O HOJE

ARTIGOS / DITADURA DA BELEZA


A vida é mesmo engraçada. As vezes achamos que tudo vai dar certo, mas acontece tudo errado; outras vezes, estava tudo perdido, mas, inexplicavelmente, o impossível acontece.
Cada dia que passa percebo mais que não sou eu a determinadora do meu futuro. Só tenho o hoje, só o hoje.

“Tenho medo da graça que passa sem que eu perceba!” (Santo Agostinho).

Tenho medo de não aproveitar a graça, o tempo que me é dado: o hoje. Tenho medo de que as minhas falhas me impeçam de enxergar a beleza que está à minha volta e dentro de mim.
“Senhor, dê-me a graça de enxergar com Seus olhos, porque, na verdade, “Sou um misto de beleza e imperfeição que merece ser feliz” (Padre Fábio de Melo).

Tenho apenas o agora; o ontem já passou e nada posso fazer para mudá-lo e o amanhã ainda não chegou. Posso viver apenas o hoje, por isso escolho ver a beleza dos meus irmãos, das pessoas que trabalham comigo,que estão próximas e distantes – seja essa distância física ou de coração -, pessoas que eu preciso aprender a enxergar com outros olhos, transformando dificuldades em belezas.


Ainda que o mundo queira afirmar somente a “feiura” nos erros, nas dificuldades e perdas, nos sofrimentos e desilusões, também nas pessoas, há sim beleza em cada situação, em cada pedra no caminho, em cada ‘não’ que recebo, em cada pessoa que se foi.

Não posso apenas me prender nas belezas do passado. Lugares, pessoas e situações foram maravilhosos, experiências incríveis; no entanto, belezas que seguiram seu rumo, e eu o meu.

“Tenho medo da graça que passa sem que eu perceba!” (Santo Agostinho).
Deus me permitiu viver tudo isso, mas meu olhar precisa estar fixo no hoje, na vontade d’Ele que se chama ‘hoje’.

É preciso um esforço consciente para não permitir que o sofrimento nos torne cegos à beleza da vida. Sempre é possível recuperar a alegria de viver. É por isso que, todos os dias ao acordar, gosto de imaginar como Jesus sorria e como Ele ainda ri de mim, das minhas inseguranças, dos erros que, muitas vezes, não consigo esquecer, mas que Ele há muito já apagou.

Senhor, dê-nos a graça de sorrir no hoje enquanto carregamos nossa cruz diária. Quero que meu sorriso brilhe para aqueles que não veem mais sentido em sorrir. No seu hoje, faça alguém sorrir !

“Se, portanto, existe algum conforto em Cristo, alguma consolação no amor, alguma comunhão no Espírito, alguma ternura e compaixão, completai a minha alegria, deixando-vos guiar pelos mesmos propósitos e pelo mesmo amor, em harmonia buscando a unidade” (FL 2,1).

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Vocação o encontro de duas liberdades!



Na história vocacional existem dois protagonistas, Um é Deus Aquele que chama, o outro sou eu, você ou qualquer outra pessoa. No caminho vocacional é preciso unir os dois elementos desta grande jornada maravilhosa: o querer de Deus com a nossa Decisão.

Precisamos realizar o sonho de Deus para nós, não podemos decepcioná-lo.


Porque Levi aquele que Jesus Chamou de Mateus não questionou o chamado de Jesus quando Ele disse: “Segue-me” (MT 9,9), ele poderia ter questionado o chamado de Jesus, mais sabe por que Mateus não questionou? por amor,o amor impele a amar,conduz ao amor,ao amor não se faz perguntas e nem questionamentos,porque o amor é o único que não tem respostas,ao amor entrega-se,o amor vivi-se.


Coragem jovem Deus te chama, ficai atentos para a voz Daquele que te quer por inteiro, aquele que espera pelo teu “sim”.


O céu, este é o prêmio para todos os que seguem corajosamente a própria vocação!

Postado por: Irmã Samara Lisbôa

Grande Semana Missionária da Paróquia Nossa Senhora da Conceição de Bela Vista do Maranhão


A Semana Missionária que tinha como tema: Desperta Bela Vista para a missão, realmente despertou e sacudiu a paróquia de Bela Vista.




Foi uma semana de muita evangelização, onde toda a comunidade participou em peso, a grande semana missionária contou com a presença de missionários de outras paróquias como Santa Inês, Pindaré, Buriti cupu, Alto alegre do Pindaré e Viana.






Esta Grande Semana missionária marcou a Paróquia de Bela Vista e as suas comunidades, o encerramento contou com a presença de mais de 500 fiéis, foi muita, alegria, espiritualidade e muita animação, agora só se sente saudades dessa Semana inesquecível, Deus abençoe a todos que participaram e ajudaram nesta missão.







A Grande Semana Missionária acabou mais a missão continua.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

DEUS TE CHAMA?

PROJETO AMIGOS PEQUENINAS
Se você sente que tem vocação e quer descobrir para onde Deus te chama, nós do Instituto das Irmãs Pequeninas, temos este projeto. Acompanhamos você,procurando ajudá-lo a compreender a vontade de Deus para sua vida. O acompanhamento se dá por e-mail, e encontros periódicos entre o acompanhante e acompanhador!
 Se quiser fazer parte deste projeto entre em contato conosco:
e-mail: mylla1703@hotmail.com ( Ir. Laudimila)
madrerejane@hotmail.com(Madre Rejane)  
tel:(98)88574568


"NÃO PODEMOS DEIXAR DE OFERECER O MELHOR DE NOSSAS VIDAS PARA DEUS"



Agosto: mês VOCACIONAL


Todo homem é chamado por Deus, seu primeiro chamado é a vida, e em seguida á santidade. 
"È olhando para dentro de si  que o homem se encontra com a vontade de Deus para sua vida". Todos sem exceção recebem de Deus um outro grande dom, o dom da Vocação específica!Para se tornar padre,religioso,religiosa.
 È um chamado a consagração total, e dicação completa ao reino de Deus, e  a pessoa na sua liberdade responde. 
VOCAÇÃO: "Esta aventura tem por protagonistas Deus e a pessoa chamada,cresce no coração entre duas liberdades e dois amores"
O chamado manifesta-se principalmente no amor louco e apaixonado por Jesus Cristo. Quando se ama, o coração quer provar esse amor.E quando se ama a Jesus, o coração só consegue provar doando a própria vida para Ele.
Deus ao nos chamar feriu nosso coração,com uma ferida de amor.E a medida que nossa vida se consome por Ele,essa ferida vai aumentando; e só será cicatrizada no encontro definitivo com Ele. Aí nos perderemos e nos saciaremos no mar desse Amor.


PROJETO AMIGOS PEQUENINAS
Se você sente que tem vocação e quer descobrir para onde Deus te chama, nós do Instituto das Irmãs Pequeninas, temos este projeto. Acompanhamos você,procurando ajudá-lo a compreender a vontade de Deus para sua vida. O acompanhamento se dá por e-mail, e encontros periódicos entre o acompanhante e acompanhador!
 Se quiser fazer parte deste projeto entre em contato conosco:
e-mail: mylla1703@hotmail.com ( Ir. Laudimila)
madrerejane@hotmail.com(Madre Rejane)  
tel:(98)88574568

"NÃO PODEMOS DEIXAR DE OFERECER O MELHOR DE NOSSAS VIDAS PARA DEUS"

sexta-feira, 27 de julho de 2012

1° Romaría de São Tarcísío

Madre Rejane animou a primeira romaria de São Tarcísio,que aconteceu na cidade de Esperantinopoli diocese de Bacabal,com o tema “São Tarcísio, Missionário da Eucaristia “ e lema “Acólitos vivendo o mistério Eucarístico”.


Conforme programado, durante toda a madrugada passaram pelo palco da romaria várias atrações, como Marka Samba com Alex Brito, vocal da banda, que levaram alegria aos jovens através de suas músicas com letras voltadas especialmente à fé católica. Além disso, quem viu no início Madre Rejane e irmã Samara, não imaginaram a surpresa logo após: de uma maneira poucas vezes vista, muito dinâmicas e alegres, sacudiram e levaram alento aos corações dos romeiros através da música e a pregação da Palavra de Deus. 




Vindas de Bela Vista, Diocese de Viana, as duas freiras do Instituto das Irmãs Pequeninas do Sacratíssimo Coração de Jesus são pura energia e carisma. O local e o palco ficaram pequenos para tanta alegria! (relatou Lourival Albuquerque)

terça-feira, 24 de julho de 2012

10° REBANHÃO







Nos dias 20,21 e 22 de Julho aconteceu na cidade de Viana o 10° rebanho jovem que reuniu 70 jovens de algumas cidades da diocese, a paróquia de Bela Vista participou desse momento.



As Irmãs Pequeninas também participaram e também animaram a juventude carismática.


                                                           Ir.Patricía e Pe.Rosivaldo


Foram momentos de louvor, pregação e muita animação... Testemunhos emocionantes!

                                                                                                         Ir.Laudimila,Willian e Ir.Patricía

William 18 anos da cidade de Igarapé do meio: “passei por várias igrejas protestantes, e não consegui encontrar a presença de Deus,passei a acreditar que Deus não existia,cheguei a tentar suicídio, então ouvi falar do rebanho e vim para esse encontro somente para agradar meu padrinho Fabiano, que me aconselhou a participar, então vim e no momento da adoração sente algo que nunca havia sentido uma presença divina a presença de Deus habitando em mim, adorei e agradeço o meu padrinho Fabiano que é o meu anjo da guarda.

Para todas as pessoas quer estão esperando ou que estão vivendo sua provação Divina, eu deixo um recado... procure pessoas que possam te para os caminhos certos e nunca jamais pense que pôde resolver isso sozinho tenha muita fé,perseverança,amor e força.

Ir.Samara Lisbôa IPSCJ

domingo, 22 de julho de 2012

O PEDIDO DE PERDÃO DE JOÃO PAULO II FOI UMA ÓTIMA INTUIÇÃO


Entrevista com o cardeal Georges Cottier, testemunha do Vaticano II (parte 3)

Por José Antonio Varela

ROMA, quinta-feira, 19 de julho de 2012(ZENIT.org) - Nesta parte da entrevista o cardeal Cottier continua a falar dos frutos do espírito do Concílio Vaticano II e  dos caminhos abetos à humanidade para a  paz e a fraternidade.

***

O senhor considera que os católicos, depois desse pedido de perdão, passaram a ver a igreja de uma perspectiva diferente?
Cardeal Cottier: Eu acho que aqueles que queriam, sim. Quando discutimos o programa dessas coisas, havia um padre dominicano, um historiador, que ensinava história da Igreja, que disse o seguinte: "Pede-se perdão por fatos verdadeiros, não por mitos". Mas eu acredito que tudo foi muito bem estudado e o resultado é que, depois, muitos outros continuaram trabalhando nesta direção. Isso testemunha, então, que nós prestamos um serviço. E para mim, para os cristãos e católicos, esta perspectiva é muito libertadora.

O mundo reconheceu esse perdão?
Cardeal Cottier: O mundo, talvez não o suficiente. O problema que me interessa hoje, pessoalmente, e que pode ser parecido no âmbito político, é resolver alguns problemas trágicos, de hostilidade, de ódio entre os povos, que, sem o perdão, não têm saída. Se existe ódio mútuo, fica aquele espírito de guerra, e a paz não é realizável. Nós dizemos isto na Doutrina Social da Igreja.

Mesmo nas guerras atuais, sendo que algumas têm caráter precisamente religioso?
Cardeal Cottier:Em todas. Vamos pegar, por exemplo, a situação dramática do Oriente Médio, em alguns países muçulmanos, como o Iraque, a Síria, onde existem tantas minorias que se matam e os cristãos são as verdadeiras vítimas disso. Pedimos perdão antes de tudo a Deus, e depois aos outros. Por isso, a ideia de João Paulo II, que Bento XVI continuou no grande encontro de Assis, é que, se existe algum fundo religioso genuíno no homem, a sua relação com Deus não leva à guerra, mas à paz.

Então alguns não entenderam o ponto de vista do papa em Assis ...

Cardeal Cottier: É verdade, esse encontro foi muito criticado, mas João Paulo II fez uma diferenciação que eu gostava muito: que "o ecumenismo é com os cristãos, nós é que rezamos juntos, porque temos a bíblia em comum e podemos rezar o pai-nosso e todas as orações cristãs". E ele disse também: "rezamos juntos com os cristãos; com os outros, estamos juntos para rezar". É uma distinção que esclarece bem e que evita a confusão, que nos deixa ver a força do sentido de Deus e da postura religiosa, que poderia ser, e deveria ser, um elemento de paz na humanidade. Estes são os frutos que devemos a João Paulo II e, eu diria, ao Ano Santo.

O senhor viu alguma diferença entre o encontro de Assis de 1986 e o do ano passado?
Cardeal Cottier: Acho que sim. No sentido de que o primeiro encontro de Assis foi um evento extraordinário, mas, como sempre acontece na segunda vez, estas coisas não são mais um evento no mundo de hoje. Foi, acima de tudo, um esclarecimento por parte da Igreja católica, um convite ao diálogo, que é um fator muito importante, porque no fundamentalismo muçulmano, por exemplo, não existem pessoas que dialogam, mas pessoas que matam. E para onde nos leva tudo isso? A novidade de Assis, no ano passado, é que também foram convidados os não crentes, ou, como se diz na linguagem do papa João Paulo II, "homens de boa vontade". Eu acho que esta foi uma ótima ideia, um fruto do espírito do Vaticano II.
Conversamos sobre o perdão público que o beato João Paulo II quis pedir. Na sua opinião, o que a humanidade está fazendo hoje e a quem ela vai pedir perdão amanhã?

Cardeal Cottier: Temos todo o problema da banalização do aborto, e também a abertura de algumas práticas sem respeito pelo embrião humano. Estas são, para mim, as maiores culpas que corremos o risco de pagar.

Agora existe a possibilidade de ver o sexo do bebê no útero da mãe: em alguns países, eles preferem o menino e descartam a menina, e então acontece um sério desequilíbrio demográfico. A permissividade nas questões sexuais, eu diria, também pode ser considerada uma ofensa contra a pessoa, especialmente contra a mulher e as crianças.

O CONCÍLIO VATICANO II DERRUBOU A DOUTRINA DA GUERRA JUSTA


Entrevista com o cardeal Georges Cottier, testemunha do Vaticano II (parte 4)

Por José Antonio Varela

ROMA, sexta-feira, 20 de julho de 2012(ZENIT.org) - Dizem que se não aprendemos com os próprios erros, corre-se o risco de repetir a história. É um conceito muito claro, este último para o cardeal Cottier, ao analisar o momento atual, onde opera uma Igreja que recebeu luz e certeza do Concílio Vaticano II, e que, em virtude disso, é capaz de falar em um mundo "rápido para responder, mas lento para escutar."

Apresentamos a seguir a última parte da entrevista com o cardeal suíço Georges Cottier, OP, catedrático universitário durante décadas, ex-secretário da Comissão Teológica Internacional e teólogo pontifício.
Conversamos sobre o perdão público que o beato João Paulo II quis pedir. Na sua opinião, o que a humanidade está fazendo hoje e a quem ela vai pedir perdão amanhã?
Cardeal Cottier: Temos todo o problema da banalização do aborto, e também a abertura de algumas práticas sem respeito pelo embrião humano. Estas são, para mim, as maiores culpas que corremos o risco de pagar.

Agora existe a possibilidade de ver o sexo do bebê no útero da mãe: em alguns países, eles preferem o menino e descartam a menina, e então acontece um sério desequilíbrio demográfico. A permissividade nas questões sexuais, eu diria, também pode ser considerada uma ofensa contra a pessoa, especialmente contra a mulher e as crianças.
Só neste âmbito?
Cardeal Cottier: Não, existe outro, o do comércio de armas. Já existem muitos esforços neste sentido, mas o processo ainda não terminou. As guerras na África, por exemplo, são muito duras e causam muitas vítimas inocentes. Mas todas as armas são feitas nas nossas fábricas ocidentais, ou na China e na Rússia. Nós temos que dar uma olhada também na economia de hoje, na tolerância de algumas misérias e assim por diante. Caso contrário, o futuro vai ser rigoroso conosco.

Como a Igreja Católica está respondendo a tudo isso?
Cardeal Cottier: A Igreja sempre combateu esses pecados, com as iniciativas e com os meios evangélicos da pregação. Eu diria que "o bem é mais eficaz do que o mal", mesmo que as aparências pareçam provar o contrário. O bem, na verdade, não é visto, é silencioso, é como a imagem de Jesus que pega a semente e joga na terra e depois ela germina lentamente. Já os maus fazem alarido e deixam ruínas, mortes físicas e espirituais nas almas. Nós fizemos grandes progressos desde a última guerra. A experiência foi tão terrível que agora nós temos mais consciência para adotar uma atitude pacífica, de diálogo, que também é um fruto do concílio.

O Vaticano mudou de atitude em relação com a guerra?
Cardeal Cottier: Antes das duas guerras mundiais, os teólogos tinham uma teologia da guerra justa, que é um grande problema. Assim como todas as monstruosidades que aconteceram, o poder de meios como a bomba atômica, etc. Agora sabemos que a guerra nunca é a solução, mas o que aconteceu antes de chegarmos a essa conclusão? Começou o concílio, e graças à encíclica Pacem in Terris, do papa João XXIII, e ao grande discurso de Paulo VI nas Nações Unidas, a Igreja começou a desenvolver uma doutrina da paz, não mais da guerra. Basta lembrar todos os discursos de 1º de janeiro. Há todo um conjunto de reflexões sobre a paz, que é riquíssimo, além de ser uma contribuição muito moderna.

O senhor acha que ainda há setores em que a Igreja está errando e deverá pedir perdão no futuro?
Cardeal Cottier: Sim, talvez. Mas eu não diria a Igreja, como Cristo a quer, e sim os membros dela ou alguns setores do mundo cristão. Claro que existem preconceitos, como, por exemplo, a acusação de que os ambientes ricos ignoram os pobres. Isso não é verdade. A divisão das propriedades, ou a tolerância de algumas leis injustas, o uso da violência, isso não é a Igreja. Em documentos recentes, por exemplo, insistimos na democracia. Mas o que significa democracia? Não é apenas um tipo de votação, mas a participação dos homens como pessoas.

A desobediência à Igreja em algumas regiões, como o norte da Europa... Por quê? É um modo de pensar que as igrejas vão voltar a se encher de gente graças a essa postura?
Cardeal Cottier: Não, eu acho que esses movimentos de contestação na Igreja sempre existiram, e ficaram mais frequentes depois de 1968 na Europa e na América do Norte. Existem grupos que fazem reivindicações bastante absurdas, como as mulheres que querem o sacerdócio feminino. A Igreja tem que valorizar os talentos de homens e mulheres na vocação de cada um. Curiosamente, esse tipo de afirmação é frequentemente o resultado de uma negação da natureza humana. Todas as teorias de "gênero" se resolvem no fato de que a diferença sexual é uma realidade natural, não cultural. A natureza é um caminho para a vocação, seja do homem ou da mulher.

Sobre isto a Igreja já falou, não é?
Cardeal Cottier: Referindo-se à tradição que vem de Cristo, João Paulo II foi claro e disse: "Não é possível que a Igreja se sinta no direito de mexer numa coisa em que o próprio Jesus deu o exemplo". Mas alguns responderam: "Cristo se adaptou à sua época". Eu acho que essa resposta é de pouco valor, já que Maria, que sempre foi central, nunca teve deveres sacerdotais, mas outra vocação. É muito interessante ver que muitas feministas querem a ordenação de mulheres porque veem o sacerdócio a partir de uma perspectiva de poder, algo totalmente falso. O papa repetiu muitas vezes que o sacerdócio é um serviço. Quando se entende isso, já muda muito.

Há outros temas polêmicos?
Cardeal Cottier: Sim, o casamento dos padres e todas as crises que este assunto envolve. Uma das primeiras exigências da Reforma Protestante foi que os padres pudessem casar. Mas o evangelho não é fácil. Pelo contrário, ele é bem exigente, e é assim porque ele tem um propósito grandíssimo: a alegria. A alegria evangélica não é aquela que é proposta pela sociedade do consumo, mas a alegria de Deus. Há uma conveniência espiritual profundíssima nessa intenção do celibato na Igreja de rito latino, que traz muitos frutos espirituais que não devemos desperdiçar.

Até porque um padre casado não seria só marido, mas também pai de família...
Cardeal Cottier: A vocação do pai de família não é uma vocação pequena. Hoje ela exige muito também do espírito, e eu não sei se, de fato, seria compatível. Além disso, a Igreja também acredita que, quando se consagra um bispo, ele é considerado como o seu esposo. A mesma coisa acontece no clero diocesano. Portanto, há um tesouro espiritual que a Igreja não pode abandonar. Alguns bispos colocam problemas, mas não é pecado colocar questões, temos que estudá-las, certo? Estas questões têm que ser encaradas na nova evangelização.

Para encerrarmos, qual é a sua mensagem para as gerações mais jovens que estão começando a caminhada na Igreja, como padres, freiras, como pessoas que oferecem a vida, assim como o senhor fez?
Cardeal Cottier: Eu quero evocar o pensamento do Santo Padre, especialmente uma palavra que ele repete com frequência nos discursos: a alegria. Quero dizer o mesmo: façam tudo com entusiasmo, com alegria e com fidelidade ao evangelho, porque o seu trabalho é um serviço e um testemunho. E o testemunho é a vida evangélica, não há nada a inventar, porque o evangelho já nos ensina tudo.