quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Formação | O que é a Biblía?


A Bíblia foi escrita por orientais que têm uma mentalidade bem diferente da greco-romana, da qual nós descendemos. Diversos foram os seus escritores, que viveram entre os anos 1200 a.C. a 100 d.C. Isso, sem contar que foi escrita em línguas hoje inexistentes ou totalmente modificadas, como o hebraico, o grego, o aramaico, fato este que dificulta enormemente uma tradução, pois muitas vezes não se encontram palavras adequadas.Outra razão para se considerar a Bíblia um livro difícil é que ela foi escrita por muitas pessoas, ás vezes até desconhecidas e em situações concretas as mais diversas. Por isso, para bem entendê-la é necessário colocar-se dentro das situações vividas pelo escritor, o que é de todo impraticável. Quando muito, consegue-se uma aproximação metodológica deste entendimento.

Além do mais, a Bíblia é um livro inspirado e é muito importante saber entender esta inspiração, para haurir com proveito a mensagem subjacente em suas palavras. Dizer que a Bíblia é inspirada não quer dizer que o escritor sagrado (ou hagiógrafo) foi um mero instrumento nas mãos de Deus, recebendo mensagens ao modo psicográfico. É necessário entender o significado mais próprio da ‘inspiração’ bíblica, assunto que será abordado na continuação.
Entre os católicos, o interesse por conhecer a Bíblia praticamente começou após o Concílio Vaticano II, ou seja, a partir dos anos ’60. (…) Uma interpretação ao “pé da letra” não revela o sentido mais adequado de todas as palavras.
Para que não aconteça conosco incidir neste equívoco, devemos aprender a nos colocar na situação histórica de cada escritor em cada livro, conhecer a situação social concreta da sociedade em que ele viveu, procurar entender o que aquilo significou no seu tempo e só então tentar aplicar a sua mensagem ás nossas circunstâncias atuais.
1. O que é a Bíblia?
Definição do Concilio Vaticano II:
“A Bíblia é o conjunto de livros que, tendo sido escritos sob a inspiração do Espirito Santo, têm Deus como autor, e como tais foram entregues à Igreja”.
TESTAMENTO (novo ou antigo): é a tradução da palavra hebraica “berite” que significa a aliança de Deus com o povo por Moisés. Na tradução dos 70 a palavra “berite” foi traduzida por “diatheke”, que em grego quer dizer aliança, contrato, testamento.
OBS: A ‘tradução dos 70′ é uma das versões mais antigas da Bíblia. Segundo a tradição, este trabalho teria sido realizado por 70 sábios da antiguidade.
2. Quais as partes que compõem a Bíblia?
A Bíblia se divide em duas partes principais: o Antigo Testamento e o Novo Testamento. O Antigo refere-se ao período anterior a Jesus Cristo e o Novo se refere ao período cristão. Cada uma destas partes se compõe de diversos ‘livros’, escritos em épocas históricas diferentes. A seguir, a relação dos livros com uma breve referência ao conteúdo deles.
LIVROS DO ANTIGO TESTAMENTO
Pentateuco (cinco primeiros livros: Gênesis, Êxodo, Levitico, Números, Deuteronômio)

Josué (narra a entrada do povo de Deus na Palestina)
Juizes (narra a conquista da Palestina)
I e II de Samuel (relatos da época de Saul e Davi, continuação da conquista)
I e II dos Reis (relatos sobre Salomão e seus sucessores)
I e II das Crônicas (continuação dos relatos sobre os outros Reis)
I e II dos Macabeus (continuação do período dos Reis)
Livro de Rute (faz alusão ao universalismo. Noemi era pagã e se inseriu no povo de Deus).
Livro de Tobias, Livro de Judite, Livro de Ester (pertencem ao gênero de contos. São livros do tempo do exílio, quando se apresentavam exemplos de abnegação ao povo oprimido, convidando-os a suportar o sofrimento).
Livro de Isaías (cap.l a 39 são do próprio escritor; cap. 40 a 55 são de discípulos; cap.56 a 66 são de outros escritores posteriores)
Livro de Jeremias (ditado por este a Baruc, seu secretário)
Livro de Ezequiel (um dos profetas maiores)
Livro de Daniel (tem um conteúdo apocalíptico )
Livro de Jó (do gênero conto, procura demonstrar que não só os bons são felizes. Tem por objetivo combater uma idéia comum de que só os ricos eram os abençoados por Deus).
Livros Sapienciais (Eclesiastes ou Qohelet; Eclesiástico ou Siráside; Provérbios, Sabedoria e Cântico dos Cânticos). São reflexões de cunho acentuadamente humanístico, aproveitamento do saber oriental.
Livro dos Salmos (coleção de cantos litúrgicos).
Profetas Menores: Oséias, Joel, Amós, Abdias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias (chamados menores não com relação à sua importância, mas ao tamanho de seus escritos).
LIVROS DO NOVO TESTAMENTO

Evangelhos sinópticos (Mateus, Marcos e Lucas – têm muitas semelhanças entre si ).

Evangelho de João (maior desenvolvimento teórico, influência filosófica de época)
Atos dos Apóstolos (narram a missão dos apóstolos após a Ressurreição de Cristo)
Epístolas de Paulo (historicamente, os primeiros escritos do NT)
Epístolas Católicas (Pedro, Tiago, Judas): dirigidas a todos os fiéis,por isso, universais.
Apocalipse (escrito por João, na base de códigos, símbolos). 



O Papa: A Igreja é Mãe e oferece o perdão de Deus também aos que estão no abismo



VATICANO, 18 Set. 13 / 12:25 pm (ACI/EWTN Noticias).- A Igreja como mãe, foi novamente o tema que o Papa Francisco escolheu para a catequese da audiência geral das quartas-feiras. O Santo Padre explicou que a Igreja oferece o perdão de Deus a todos, inclusive aos que caíram no abismo.
Na audiência celebrada nesta manhã ante uma multidão de peregrinos em uma ensolarada Praça de São Pedro, o Papa disse que a Igreja como mãe "é uma imagem que eu gosto muito porque nos diz não somente como é a Igreja, mas também qual rosto deveria ter sempre mais a Igreja, esta nossa mãe Igreja".

Para explicar essa imagem, o Papa partiu do que uma mãe faz por seus filhos. Em primeiro lugar "ensina a caminhar na vida, ensina a seguir bem na vida, sabe como orientar os filhos, procura sempre indicar o caminho certo na vida para crescerem e tornarem-se adultos. E o faz com ternura, com afeto, com amor, sempre também quando procura endireitar o nosso caminho porque nos dispersamos um pouco na vida ou tomamos caminhos que levam a um abismo".

"A Igreja faz a mesma coisa: orienta a nossa vida, dá-nos os ensinamentos para caminhar bem. Pensemos nos dez Mandamentos: indicam-nos um caminho a percorrer para amadurecer, para ter pontos firmes no nosso modo de nos comportarmos. E são frutos da ternura, do amor próprio de Deus que os doou a nós. Vocês poderiam me dizer: mas são mandamentos! São um conjunto de "não"! Eu gostaria de convidar vocês a lê-los – talvez vocês tenham se esquecido um pouco deles – e então pensá-los de modo positivo".

"Vejam que se referem ao nosso modo de nos comportarmos com Deus, com nós mesmos e com os outros, propriamente aquilo que nos ensina uma mãe para viver bem. Convidam-nos a não fazermos ídolos materiais que depois nos tornam escravos, a recordar-nos de Deus, a ter respeito pelos pais, a sermos honestos, a respeitar o outro…".
"Tentem vê-los assim e considerá-los como se fossem as palavras, os ensinamentos que a mãe dá para seguir bem na vida. Uma mãe não ensina nunca aquilo que é mal, quer somente o bem dos filhos, e assim faz a Igreja".

Em segundo lugar, "quando um filho cresce, torna-se adulto, toma o seu caminho, assume as suas responsabilidades, caminha com as próprias pernas, faz aquilo que quer e, às vezes, acontece também de sair do caminho, acontece qualquer acidente. A mãe sempre, em toda situação, tem a paciência de continuar a acompanhar os filhos. Aquilo que a impulsiona é a força do amor; uma mãe saber seguir com discrição, com ternura o caminho dos filhos e mesmo quando erram encontra sempre o modo para compreender, para ser próxima, para ajudar. Na minha terra dizemos que uma mãe sabe ‘dar a cara’ por seus filhos, quer dizer, está disposta a defendê-los sempre".

"A Igreja é assim, uma mãe misericordiosa, que entende, que procura sempre ajudar, encorajar também diante dos seus filhos que erraram e que erram, não fecha nunca as portas da Casa; não julga, mas oferece o perdão de Deus, oferece o seu amor que convida a retomar o caminho mesmo para aqueles filhos que caíram em um abismo profundo, a Igreja não tem medo de entrar na noite deles para dar esperança; a Igreja não tem medo de entrar na nossa noite quando estamos na escuridão da alma e da consciência, para dar-nos esperança! Porque a Igreja é mãe!"

Por último, "uma mãe sabe também pedir, bater a toda porta pelos próprios filhos, sem calcular, o faz com amor. E penso em como as mães sabem bater também e, sobretudo, na porta do coração de Deus!".

"As mães rezam tanto pelos próprios filhos, especialmente por aqueles mais frágeis, por aqueles que têm mais necessidade, por aqueles que na vida tomaram caminhos perigosos ou errados...".
"E assim faz também a Igreja: coloca nas mãos do Senhor, com a oração, todas as situações dos seus filhos. Confiemos na força da oração da Mãe Igreja: o Senhor não permanece insensível. Sabe sempre nos surpreender quando não esperamos. A Mãe Igreja o sabe!".

"Estes eram os pensamentos que queria dizer para vocês hoje: vejamos na Igreja uma boa mãe que nos indica o caminho a percorrer na vida, que sabe ser sempre paciente, misericordiosa, compreensiva e que sabe colocar-nos nas mãos de Deus".


terça-feira, 3 de setembro de 2013

O Papa convoca dia de jejum e oração pela paz na Síria, no Oriente Médio e no mundo

Dia 7 de setembro

.- O Papa Francisco anunciou hoje, em suas palavras prévias à oração do Ângelus, a convocatória a toda a Igreja para um dia de jejum e oração pela paz na Síria, no Oriente Médio e no mundo inteiro.
"Irmãos e irmãs, decidi convocar para toda a Igreja, no próximo dia 7 de setembro, véspera da Natividade de Maria, Rainha da Paz, um dia de jejum e de oração pela paz na Síria, no Oriente Médio, e no mundo inteiro", disse.
"Convido também a unir-se a esta iniciativa, no modo que considerem mais oportuno, os irmãos cristãos não católicos, aqueles que pertencem a outras religiões e os homens de boa vontade".
"No dia 7 de setembro, na Praça de São Pedro, aqui, das 19h até as 24h, nos reuniremos em oração e em espírito de penitência para invocar de Deus este grande dom para a amada nação síria e para todas as situações de conflito e de violência no mundo".
O Papa exclamou que "a humanidade precisa ver gestos de paz e escutar palavras de esperança e de paz!".
"Peço a todas as Igrejas particulares que, além de viver este dia de jejum, organizem algum ato litúrgico por esta intenção".

Fonte: (ACI notícias)





"Nunca mais a guerra! Nunca mais a guerra!", clama o Papa Francisco no Twitter

ROMA, 03 Set. 13 / 10:57

 O Papa Francisco se pronunciou energicamente contra a possibilidade de um ataque contra a Síria por parte dos Estados Unidos. Em seus últimos comentários publicados na segunda-feira 2 de setembro em seu perfil do Twitter @Pontifex_pt escreveu: "Nunca mais a guerra! Nunca mais a guerra!".
"Queremos um mundo de paz; queremos ser homens e mulheres de paz!", acrescentou poucas horas depois. Estas duas mensagens se juntam a um amplo chamado ao diálogo e à paz que há várias semanas repetiu o Pontífice através de seus discursos e das redes sociais, e ao que também apelou durante a oração do Ângelus neste último domingo.
Em relação a este chamado, o secretário do Pontifício Conselho de Justiça e Paz, Dom Mario Tusso, assinalou na segunda-feira em uma entrevista concedida à Rádio Vaticano, que o Papa Francisco "se fez intérprete de um grito que sai de todas as partes, do coração de todos, da única grande família que é a humanidade".
"Trata-se de uma sacudida universal da consciência das pessoas. Por um lado, a sociedade civil e suas organizações insistem que seus representantes deixem definitivamente o conflito armado, não mais guerra, e por outro lado chamam a trabalhar com convicção e intensamente pela paz".
O Papa Francisco "continua a missão de Jesus Cristo, o príncipe da paz, que caminha com a humanidade e semeia nas consciências empurrando-as para frente para seu cumprimento em plenitude", acrescentou.
Enquanto isso, o Papa Francisco convocou para o próximo dia 7 de setembro, véspera da festa da Natividade de Maria, celebrar um dia de jejum e oração para pedir a paz na Síria, no Oriente Médio e no mundo inteiro, e convidou todos os cristãos, os pertencentes a outras religiões, e homens de boa vontade a somar-se a esta petição.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou na semana passada que atacaria a Síria a modo de reprimenda ao regime de Bashar Al-Assad, pelo uso de armas químicas contra a população civil, porém, o ataque foi adiado para a próxima semana, já que Obama, fez pública sua decisão de consultar o Congresso sobre a intervenção armada e este só retorna das férias no dia 9 de setembro. Seu veredicto vai determinar se ocorrerá ou não o ataque.
Por sua parte a ONU, pronunciou-se a favor da intervenção armada na Síria caso os resultados das provas feitas pelos seus peritos, que estiveram investigando o país durante 12 dias, confirmem que o regime de Assad foi o autor do uso de armas químicas.

Fonte: ACI digital

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

O Papa: Tenho medo dos cristãos quietos: Sejam inquietos porque o amor de Jesus vale a pena


uma carta ao Bispo de Concepção, na província argentina de Tucumán, Dom José María Rossi, pelas bodas de ouro que esta jurisdição eclesiástica acaba de celebrar. Na missiva, referiu-se a três "palavras": caminhar, tornar-se discípulo e anunciar. Também lhes pediu: "Sejam inquietos porque o amor que Jesus nos dá vale a pena".

Esta é a carta na íntegra:
"Nestes dias a diocese da Santíssima Concepção celebrará seu 50º aniversário. Quero, nesta ocasião, estar muito próximo a Vocês. Não posso esquecer os dias passados aí durante os Exercícios do Clero. Lembro-me dos rostos dos padres e rezo por eles".

Agora estendo mais meu olhar e o meu coração para cada um dos fiéis e me uno à celebração e à alegria de todos vocês. Nestes cinquenta anos fizeram caminho e um caminho de discípulos de Jesus e anunciadores do Evangelho: discípulos e missionários, para que todos os diocesanos tenham vida em abundância.

Caminhar, deixar-se discipular e anunciar. Três palavras. ‘Caminhar’: Vocês sabem que tenho medo dos cristãos quietos. Terminam como a água estancada. ‘Deixar-se discipular’: também me dão medo os que acreditam que ‘sabem tudo’, os autossuficientes. Sem notar, vão fechando seu coração ao Senhor; terminam centrados em si mesmos.

Quando a pessoa se encontra com Jesus vive o estupor maravilhoso desse encontro e sente a necessidade de buscá-lo na oração, na leitura dos Evangelhos. Sente a necessidade de adorá-lo, de conhecê-lo... e sente a necessidade de anunciá-lo.

E esta é a terceira palavra: ‘anunciar’, quer dizer ser missionários, levar o nome, o ensinamento, os gestos de Jesus aos irmãos. O cristão caminha, faz-se discípulo e anuncia. Não está quieto, sai de si mesmo: sai de si mesmo para anunciar a Boa Nova de Jesus aos irmãos.

"Queridos irmãos da diocese de Concepção: que a grande celebração dos 50 anos seja duradoura na vida de Vocês. Que, como nossa Mãe, saiam de si mesmos tanto para adorar como para anunciar. Sejam inquietos porque o amor que Jesus nos dá vale a pena. Desejo-lhes um feliz cinquentenário e, por favor, peço-lhes que rezem por mim. Que Jesus os abençoe e a Virgem Santa os cuide. Afetuosamente, Francisco".



sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Vocação religiosa


È uma vocação singular,
Audaciosa,silenciosa só quem 
Segue esta vocação,são as almas
Seduzidas pelo grande Amor de 
Deus,são almas que tem o desejo de Liberdade e santificação o desejo de falar 
Com Deus,o desejo de preparar o encontro
No paraíso.São almas que não pertencem
E que não são instrumentos deste mundo,
São olhos que fixam-se em outra vida,
São almas que tem olhos abertos para
Deus,almas que acolhem a luz que vem
Do céu,espelham o céu e refletem para o 
Mundo o Amor de Deus.
A vida Religiosa é a união com Deus,
Mais íntima e mais forte,é a vocação
A qual a iniciativa divina se manifesta,
Aonde o Amor se manifesta nas profundezas
Do Coração.
Ser Religiosa é ter confiança,confiando
Que a bondade de Deus nunca falta as 
Almas que decidem-se em deixar tudo por
Ele.Ser Religiosa é apartar-se do mundo.
E unir-se ao céu,ao Santo.
É deixar-se conduzir por Aquele que 
Move os Corações,Senhor dos ricos
E das riquezas;é uma alma abraçada pelo
Amor,deixa o seu nada para encontrar o seu
Tudo.A vocação Religiosa é loucura
Para os que não entendem,mais para os 
Que vivem esta graça é um gozo para a
Alma,é um Amor maior que 
Nos reveste,que nos faz prisioneiras
Do AMADO SALVADOR,que nos realiza
Nos completa,e nos faz ter um anseio
Maior de estar unidas,ao eterno 
SALVADOR!
     A VIDA RELIGIOSA È UMA MAIOR UNIDADE COM DEUS!!!
Ir.Samara Ipscj

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Papa afirma que terminará a Encíclica iniciada por Bento XVI



VATICANO, 13 Jun. 13 / 06:04 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Papa recebeu nesta manhã em audiência aos membros do 13º Conselho Ordinário da Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos e lhes anunciou que terminará a Encíclica sobre a fé que Bento XVI tinha começado a escrever.

Esta é a primeira vez que o Santo Padre confirma publicamente que concluirá esta encíclica sobre a fé.
Faz uns dias o Bispo de Molfetta-Ruvo-Giovinazzo-Terlizzi (Itália), Dom Luigi Martella, assinalou que o Papa Francisco está preparando esta encíclica e outra mais sobre os pobres que poderia titular-se "Beati pauperes".

Em seu discurso de hoje, o Papa refletiu com a Secretaria do Sínodo sobre a nova Evangelização para a transmissão da fé. "Entre estes dois elementos -disse o Pontífice- há uma estreita conexão: a transmissão da fé cristã é o objetivo da nova evangelização e de toda a obra evangelizadora da Igreja, que existe, justamente, para isso".

"A frase ‘nova evangelização’ ressalta, ademais, a certeza cada vez mais clara de que, também nos países de antiga tradição cristã, é necessário um anúncio renovado do Evangelho que volte a levar a um encontro com Cristo que transforme realmente a vida e não seja superficial e rotineiro. E isto repercute na ação pastoral".

O Santo Padre citou logo as palavras de Paulo VI em seu discurso ao Colégio Cardenalício em 1973: "as condições da sociedade nos obrigam a revisar os métodos, a tentar com todos os meios estudar como levar ao homem de nossos dias a mensagem cristã, pois somente com ela pode encontrar a resposta a suas interrogantes e a força para seu compromisso de solidariedade humana".

"Quero alentar a toda a comunidade eclesial -acrescentou o Papa Francisco- a que não tenha medo de ‘sair’ dela mesma para anunciar, confiando sobretudo na presença misericordiosa de Deus que nos guia. Efetivamente, as técnicas são importantes mas nem sequer a mais perfeita delas poderia substituir à ação discreta mas eficaz do ator principal da evangelização: o Espírito Santo".

Francisco ressaltou que "é necessário deixar-se conduzir por Ele, embora nos leve por caminhos novos; é necessário deixar-se transformar por Ele para que nosso anúncio seja sempre o da palavra acompanhada pela simplicidade de vida, do espírito de oração, da caridade para todos, especialmente os pequenos e os pobres; da humildade e do desapego de si mesmo, da santidade de vida.".

O Sínodo dos Bispos "foi um dos frutos do Concílio Vaticano II" e "graças a Deus, nestes cinquenta 
anos se sentiram os benefícios desta instituição que, de forma permanente, está a serviço da missão e da comunhão da Igreja, como expressão da colegialidade".

"Abertos à graça do Espírito Santo, que é a alma da Igreja, confiamos em que o Sínodo melhorará ainda mais para favorecer o diálogo e a colaboração entre os bispos e entre eles com o Bispo de Roma", concluiu o Santo Padre.

O Papa também respondeu algumas perguntas dos presentes. Ali anunciou que terminará a encíclica iniciada por Bento XVI e se referiu à importância de temas como a família, a dignidade humana e a tecnologia em vistas aos 50 anos (em 2015) do documento Gaudium et Spes do Concílio Vaticano II.

O Santo Padre criticou que muita gente considere atualmente o matrimôniocomo algo "provisório" e se referiu ao tema da ecologia, em particular a ecologia humana. O Pontífice falou também do laicismo e agradeceu a todos os presentes os esforços por responder a este e outros desafios.


terça-feira, 4 de junho de 2013

A Igreja não é uma organização cultural, mas é a família de Jesus, diz o Papa


VATICANO, 03 Jun. 13 / 11:13 am (ACI/EWTN Noticias).- Ao presidir na manhã deste sábado a Missa na Capela da Casa Santa Marta, o Papa Francisco sublinhou que "a Igreja não é uma organização cultural", mas é "a família de Jesus".

O Santo Padre assinalou que os cristãos não devem ter vergonha de viver com o escândalo da Cruz, e os exortou a não se deixarem "enganar pelo espírito do mundo".

Ao recordar a pergunta feita pelos escribas e pelos sumos sacerdotes a Jesus -"Com que autoridade fazes estas coisas?"-, Francisco assinalou que tentavam colocar uma armadilha ao Senhor, forçando a que cometa um erro.

"O problema que estas pessoas tinham com Jesus", disse o Papa, não era que ele tenha realizado milagres, mas sim "estavam surpreendidos de que os demônios gritassem a Jesus ‘Tu és o Filho de Deus, Tu és o Santo".

Esta é a razão pela qual Jesus realmente escandalizava, indicou, pois "Ele é Deus que se encarnou".

O Papa advertiu que para nós também "existem armadilhas na vida", mas a característica que escandaliza da Igreja é o mistério da Encarnação do Verbo, e "isto não pode ser tolerado, isto o diabo não tolera".

"Quantas vezes se ouve dizer: ‘Mas vocês cristãos, sejam um pouco mais normais, mais razoáveis, como as outras pessoas!".

O Santo Padre assegurou que este é um "discurso feito certamente pelos encantadores de serpentes. ‘Mas vocês sejam normais, né? Um pouco mais normais não tão rígidos’. Mas por trás disto existe: ‘Por favor, não venham com esta história sobre Deus que se fez homem!’".

"A Encarnação do Verbo. Esse é o escândalo que está por trás! Nós podemos fazer todas as obras sociais que queremos e eles dirão: ‘mas que bonito, que boa a Igreja, que boa obra social que faz a Igreja’. Mas se nós dissermos que fazemos isto porque estas pessoas que ajudamos são a carne de Cristo, vira um escândalo".

"E esta é a verdade, esta é a revelação de Jesus: A presença de Jesus encarnado".

O Papa assegurou que "este é o ponto", pois "sempre existirá a tentação de fazer coisas boas sem o escândalo do Verbo Encarnado, sem o escândalo da Cruz".

Ao invés disto, indicou o Santo Padre, devemos "ser coerentes com este escândalo, com esta realidade que escandaliza". E melhor que isto: "ser coerentes com a fé".

Francisco também recordou que o Apóstolo João diz que "aqueles que negam que o Verbo se fez carne são do anticristo; eles são o anticristo".

Por outro lado, disse o Papa, "somente aqueles que dizem que o Verbo se fez carne são do Espírito Santo".
"Faria bem a todos pensar isto: A Igreja não é uma organização cultural que inclui a religião e o trabalho social", mas "a Igreja é a família de Jesus".

O Papa assinalou que "a Igreja confessa que Jesus é o Filho de Deus feito carne. Isto é um escândalo, e por isso perseguiram Jesus".

"Ao final das contas, a resposta que Jesus não quis dar a estes, à pergunta ‘com que autoridade fezes isto?’ Ele a dá ao sumo sacerdote, ‘ao final, és o Filho de Deus? - Sim!".

O Santo Padre indicou que Jesus foi "sentenciado a morte por isso. Este é o centro da perseguição. Se nós nos tornamos cristãos ‘razoáveis’, cristãos ‘sociais’, cristãos de beneficência, qual será a consequência? Que nunca teremos mártires, essa será a consequência".

Entretanto, disse, quando os cristãos dizemos a verdade, que "o Filho de Deus veio e se fez carne", quando "pregamos o escândalo da Cruz, a perseguição virá, a Cruz virá".

"Peçamos ao Senhor para não termos vergonha de viver com este escândalo da Cruz. Peçamos também a sabedoria, a sabedoria para não cairmos na armadilha do espírito do mundo, que sempre nos fará propostas educadas, propostas civis, boas propostas. Mas por trás disso precisamente existe a negação do fato de que o Verbo se fez carne, da 
Encarnação do Verbo".

"No final das contas isso é o que escandaliza àqueles que perseguem Jesus, isso é o que destrói a obra do demônio. Assim seja", concluiu.


Iniciativa europeia "Um de nós" pede frear pesquisas com embriões humanos

MADRI, 04 Jun. 13 / 08:20 am (ACI/Europa Press).- O eurodeputado popular Jaime Mayor Oreja e Adolfo Suárez Illana, filho do ex-presidente do Governo Adolfo Suárez, apoiaram na tarde de ontem a apresentação da iniciativa popular europeia "Um de nós", que pretende impedir por ser "inútil" o financiamento de pesquisas que suponham a destruição de embriões humanos já que, segundo os promotores, "demonstrou-se pela ciência que existem alternativas respeitosas com a vida".

O ato, celebrado no escritório em Madri da Comissão e do Parlamento Europeu, foi apresentado por Miguel Ángel Tobías, que insistiu em que se trata de uma iniciativa "aconfessional e apolítica" e que cada um dos que rechaçam a pesquisa com embriões humanos o faz "a título individual".
Entre as 500 personalidades que, segundo 'Um de nós' ('One of us', na versão inglesa para o conjunto de países da Europa), respaldam esta iniciativa popular se encontra o toureiro Juan José Padilla -que não pôde finalmente ir ao ato desta segunda-feira-, a jornalista Isabel Durán ou o secretário geral da Real Academia de Jurisprudência, Rafael Navarro Valls, que advogou por "reencontrar-se com as raízes mais profundas da Europa".

O eurodeputado Jaime Mayor Oreja advertiu que a Europa enfrenta um "debate crucial" do ponto de vista cultural mais que ideológico. "De todos os adversários, o pior é o que não tem siglas", disse antes de sustentar que o "medo ao que dirão é pior que o medo físico".
Os promotores de "Um de nós", como Adolfo Suárez Illana, defenderam que o mais progressista é defender a vida. "Há quem oferece atalhos à vida", disse em referência ao aborto e à eutanásia, "mas nunca pode ser identificando-se com o progresso e a democracia".

Ponto de vista científico
Mónica López Barona, membro do Comitê Diretor de Bioética do Conselho da Europa, assegurou que do ponto de vista da ciência se sabe "com certeza que desde o momento em que um espermatozoide fecunda um óvulo temos vida". "Hoje sabemos", continuou, "que pesquisar com células embrionárias não tem sentido terapêutico".

Tanto López Barona como Nicolás Jouve, catedrático de Genética, destacaram a "inutilidade" de realizar pesquisas com embriões humanos tendo em conta que já existem "alternativas". Jouve citou expressamente os trabalhos com células mães não embrionárias premiados com o Prêmio Nobel de Medicina.

A porta-voz de 'Um de nós', María Crespo, detalhou as cifras da iniciativa, que já conta com 500.000 assinaturas no conjunto da Europa, 40.000 na Espanha. Os países que "conseguiram o objetivo mínimo" proposto pelas autoridades europeias para tramitar a ILP são, além da Espanha, Hungria, Itália, Polônia, Áustria, Eslováquia e Holanda.


terça-feira, 28 de maio de 2013

Segundo o Papa, o seguimento de Cristo não deve ser motivado por interesses pessoais ou materiais


 
Nesta terça-feira, 28, em sua Missa diária celebrada na capela da Casa Santa Marta, o Papa Francisco afirmou que o seguimento e o anúncio de Jesus não significam fazer carreira. Segundo ele, seguir Jesus não confere maior poder, porque o Seu caminho é o da Cruz.

“O caminho do Senhor é o do rebaixamento, e esta é a razão pela qual sempre há dificuldades e perseguições”, comentou. Francisco advertiu que “quando um cristão não encontra dificuldades na vida – achando que tudo está indo bem, que tudo é lindo – significa que alguma coisa está errada”.

O Papa desenvolveu sua homilia partindo do comentário que Pedro faz a Jesus: “Eis que nós deixamos tudo e te seguimos”. Jesus responde que aqueles que O seguirem terão “muitas coisas boas”, mas sofrerão “perseguições”. Para Francisco, o seguimento de Jesus não deve ser motivado por interesses pessoais ou materiais.

“Quem acompanha Jesus como um ‘projeto cultural’, usa esta estrada para subir na vida, para ter mais poder. E a história da Igreja tem muito disso, começando por certos imperadores, governantes… e também alguns – não muitos, mas alguns – padres e bispos, não é? Alguns deles pensam que seguir Jesus é fazer carreira”.

O Papa lembrou que, tempos atrás, se dizia: “aquele menino quer fazer a carreira eclesiástica”; e, segundo ele, ainda hoje, muitos cristãos pensam que seguir Jesus é bom, porque se pode fazer carreira. “O cristão, porém, segue Jesus por amor”, afirmou o Pontífice.

Francisco explica que outra tendência do espírito ‘mundano’ é a de não tolerar o testemunho:

“Pensem em Madre Teresa: dizem que era uma bela mulher, que fez muito pelos outros, mas o espírito ‘mundano’ nunca disse que a Beata Teresa, todos os dias, por horas, fazia adoração… Costuma-se reduzir a atividade cristã ao bem social, como se a existência cristã fosse um verniz, uma pátina de Cristianismo. O anúncio não é uma pátina: vai aos ossos, ao coração, dentro de nós e nos transforma. Isso o espírito ‘mundano’ não tolera e aí acontecem as perseguições”.

Terminando, o Papa pediu à Igreja a graça de seguir Jesus no caminho que Ele ensinou, mesmo que o espírito ‘mundano’ a faça sofrer. “O Senhor nunca nos deixa sozinhos”, disse.

Líder cristão denuncia o "reino do terror" dos muçulmanos contra cristãos na África





ROMA, 28 Mai. 13 / 09:35 am (ACI/EWTN Noticias).- Os cristãos na República Centro-africana são vítimas de diversas agressões, como saques, execuções, abusos e torturas, por parte de militantes islâmicos, o que se estabeleceu como "um reino do terror" desde março, em que os rebeldes Seleka tomaram controle do país.

 
Conforme informou a agência vaticana Fides, que recolheu a denúncia de um pastor de uma igreja local, nos últimos meses se realizaram assassinatos de cristãos, enquanto que os rebeldes procuram sacerdotes e trabalhadores cristãos para golpeá-los e obrigá-los a entregar dinheiro ou suas vidas.

Além disso, os lugares de culto e propriedades privadas dos cristãos são atacados e saqueados.

A violência obrigou que os cristãos abandonem suas casas e se refugiem no campo, o que soma mais de 200 mil deslocados e 49 mil refugiados em países vizinhos.

Os líderes cristãos locais denunciaram que a crise no país é ignorada pelos meios de comunicação e a população predominantemente cristã se sente abandonada pela comunidade internacional.

Margaret Vogt, enviada da ONU à República Centro-africana, insistiu na semana passada ao Conselho de Segurança a analisar a possibilidade de um desdobramento de forças de segurança para "conter o estado atual de anarquia" no país, e pediu que se imponham sanções contra os rebeldes acusados.


sexta-feira, 24 de maio de 2013

Festa de Maria Auxiliadora: O Papa anima a suportar com paciência as dificuldades e vencê-las com o amor

VATICANO, 24 Mai. 13 / 01:53 pm (ACI/EWTN Noticias).- No dia em que a Igreja celebra Maria Auxiliadora, o Papa Francisco animou todos os fiéis a suportar com paciência as dificuldades e vencê-las com o amor e rezando pelos inimigos. Também exortou rezar pelos católicos da China.
 
O Papa disse em sua homilia da Missa que celebrou nesta manhã na Casa Santa Marta que "suportar com paciência não é fácil! Não é fácil, diante das dificuldades de fora ou daqueles problemas que provêm do coração, da alma, ou do nosso interior".
"Suportar é tomar a dificuldade e tomá-la sobre si, com força, para que as dificuldades não nos deixem cair. Levar com força é uma virtude cristã. São Paulo fala dela em várias ocasiões. Isto significa não deixar-se vencer pelas dificuldades. Isto quer dizer também que o cristão tem a força de não deixar os braços caírem. Não é fácil porque pode vir o desalento e podemos querer abaixar os braços e dizer: ‘bom, sigamos adiante e façamos o que possamos e nada mais’. Mas não, suportar é uma graça, devemos pedi-la nas dificuldades".
Sobre a graça de "vencer com o amor", o Papa disse que "se pode vencer de muitas maneiras, mas a graça que pedimos hoje é a graça da vitória com o amor, por meio do amor e isto não é fácil. Quando temos inimigos fora que nos fazem sofrer muito: não é fácil vencer com o amor".
"Pode vir a ideia de nos vingar, de fazer algo contra eles... O amor, aquela suavidade que Jesus nos ensinou é a vitória. O Apóstolo João nos diz, na primeira Carta: ‘esta é a nossa vitória, a nossa fé’. Nossa fé é este acreditar em Jesus que nos ensinou o amor e nos ensinou a amar a todos. A prova de que estamos no amor é quando rezamos pelos nossos inimigos".
O Papa alentou que "peçamos à Virgem que nos dê esta graça de suportar com paciência e vencer com amor. Quantas pessoas -tantos idosos e idosas- percorreram este caminho! E é belo vê-los: têm um olhar belo, uma felicidade serena. Não falam muito mas têm um coração paciente e cheio de amor. Sabem o que é perdoar os inimigos, sabem o que é rezar por eles".
Nas preces o Santo Padre elevou suas orações "pelo nobre povo chinês: que o Senhor o abençoe e a Virgem o proteja". A Missa encerrou com um canto Mariano em chinês.