segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Homilia do Papa: Seguir Jesus é ter uma casa, a Igreja

Seguir Jesus é ter uma casa, a Igreja – esta a idéia principal da homilia do Papa Francisco na missa desta segunda-feira em Santa Marta. A liturgia do dia propõe o Evangelho de S. Marcos que nos narra a cura de um jovem tomado por possessão diabólica. Angustiado, o pai do rapaz, deposita em Jesus a sua esperança. O seu filho está por terra, parece morto, mas Jesus depois de expulsar o espírito ajuda o jovem a levantar-se:

“ Toda aquela desordem, aquela discussão acaba num gesto: Jesus que se baixa, pega no menino. Estes gestos de Jesus fazem-nos pensar. Jesus quando cura, quando vai entre a gente e cura uma pessoa, nunca a deixa só. Não é um mago, um bruxo que vai e cura e continua. A cada um faz voltar ao seu lugar, não o deixa pelo caminho. E são gestos belíssimos do Senhor.”
“Porque Jesus não veio do Céu sozinho, é Filho de um povo. Jesus é a promessa feita a um povo e a sua identidade é também a pertença àquele povo, que desde Abraão caminha em direção à promessa. E estes gestos de Jesus ensinam-nos que cada cura, cada perdão sempre nos fazem voltar ao nosso povo, que é a Igreja.”
Os gestos de Jesus ensinam-nos que quando nos dá o Seu perdão acolhe-nos na sua casa que é a Igreja – afirmou o Papa Francisco – que, citando Paulo VI, considerou ainda que quando Cristo chama uma pessoa leva-a para a Igreja. Seguir Jesus é ficar em casa, na Igreja:
“E estes gestos de tanta ternura de Jesus fazem-nos perceber isto: que a nossa doutrina, digamos assim, o nosso seguir Cristo, não é uma ideia, é um contínuo ficar em casa. E se cada um de nós tem a possibilidade e a realidade de sair de casa por um pecado, um erro – Deus sabe – a salvação é voltar para casa, com Jesus na Igreja. São gestos de ternura. Um a um, o Senhor chama-nos assim ao Seu povo, dentro da sua família, a nossa mãe, a Santa Igreja. Pensemos nestes gestos de Jesus.”



quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Francisco destacou que a inveja abre as portas para as coisas más e divide a comunidade

Que os cristãos fechem a porta para ciúmes, invejas e fofocas que dividem e destroem suas comunidades. Esta foi a exortação do Papa Francisco aos fiéis, nesta quinta-feira, 23, em Missa celebrada na Casa Santa Marta, no sexto dia de oração pela unidade dos cristãos.

A reflexão do Papa partiu da Primeira Leitura do dia, que fala da vitória dos israelitas sobre os filisteus graças à coragem do jovem Davi. Francisco destacou, nesta passagem, o ciúme do rei Saul, que, por inveja, decidiu matar Davi. “Assim faz o ciúme nos nossos corações. É uma inquietude má, que não tolera o fato de um irmão ou uma irmã tenha algo que eu não tenho”.

O Papa refletiu sobre os efeitos desse sentimento de ciúme e inveja. Ele lembrou que foi justamente pela porta da inveja que o diabo entrou no mundo, como diz a Bíblia. “O ciúme e a inveja abrem as portas para todas as coisas más. Também divide a comunidade. Uma comunidade cristã, quando sofre – alguns de seus membros – de inveja, de ciúme, acaba dividida: um contra o outro. É um veneno forte”.
No coração de uma pessoa atingida pelo ciúme e pela inveja há dois fatores claros, segundo o Papa: a amargura e a fofoca. “Porque este não tolera que aquele tenha algo, a solução é humilhar o outro, para que eu seja maior. E o instrumento é a fofoca. Procure e você verá que atrás de uma fofoca há o ciúme e a inveja, que dividem a comunidade e destroem a comunidade. Essas são as armas do diabo”.
Concluindo a homilia, Francisco rezou pelas comunidades cristãs, pedindo que esta semente do ciúme não seja semeada e a inveja não tome conta do coração.


Superar o "escândalo" da divisão entre os cristãos


Audiência geral: papa reflete sobre a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos e pede que os participantes do encontro Genebra 2 não poupem esforços para acabar com a violência na Síria

"Cristo não está dividido"; por isso, "a divisão entre os cristãos" só pode ser definida como um "escândalo", disse hoje o papa Francisco numa chuvosa e lotada audiência geral. É uma resposta clara para a pergunta que São Paulo fez aos cristãos de Corinto: "Cristo acaso está dividido?".

A pergunta é o tema inspirador da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, em andamento até o próximo sábado, dia da Conversão do Apóstolo dos Gentios. Uma "iniciativa espiritual preciosa", define o papa, que, há mais de um século, envolve as comunidades cristãs e deve ser aproveitada como um "tempo dedicado à oração pela unidade de todos os batizados", à luz da exortação de Cristo para que "todos sejam um".
Hoje, observa o papa, "precisamos reconhecer sinceramente e com dor que as nossas comunidades continuam vivendo entre divisões que são um escândalo". É um paradoxo, porque "o nome de Cristo cria comunhão e unidade, não divisão! Ele veio trazer a comunhão entre nós, não nos dividir".
As divisões "enfraquecem a credibilidade e a eficácia do nosso compromisso de evangelização", ameaçando "esvaziar" o poder do batismo e da cruz, os dois elementos centrais comuns a todo o "discipulado cristão". O convite do papa é para "nos alegrarmos sinceramente com as graças concedidas por Deus aos cristãos", a exemplo de Paulo, que, como recorda o Santo Padre, sabe "reconhecer com alegria os dons de Deus presentes em outras comunidades".
"É bonito reconhecer a graça com que Deus nos abençoa", diz o bispo de Roma, e, mais ainda, "encontrar, em outros cristãos, aquilo de que precisamos, aquilo que podemos receber como um presente dos nossos irmãos e irmãs". O primeiro passo é, portanto, "encontrar-se": um gesto aparentemente trivial, mas que, muitas vezes, se torna um objetivo difícil de alcançar. O encontro, explicou o papa, "exige algo mais: muita oração, humildade, reflexão e conversão contínua". Não nos desanimemos, exorta o papa. "Sigamos em frente neste caminho, rezando pela unidade dos cristãos, para que este escândalo acabe e não exista mais entre nós".
Como na última quarta-feira, no momento da saudação aos fiéis na Praça de São Pedro, o papa Francisco dirigiu seus pensamentos primeiramente aos peregrinos de língua árabe, especialmente aos que vieram do Egito. Para eles, o auspício de que "a fé não seja motivo de divisão, mas instrumento de unidade e de comunhão com Deus e com os irmãos (...) A invocação do nome do Senhor não seja razão de encerramento, mas de abertura do coração para o amor que une e acrescenta". Bergoglio convidou a perseverar na oração, para que "nosso Senhor conceda a unidade aos cristãos, vivendo a diferença como riqueza; vendo no outro um irmão a ser acolhido com amor".
O Santo Padre saudou depois os participantes do encontro e coordenadores regionais do Apostolado do Mar, liderado pelo cardeal Antonio Maria Vegliò, exortando-os a ser "a voz dos trabalhadores que vivem longe dos seus entes queridos e que enfrentam o perigo e a dificuldade".
No final da audiência, o papa dedicou um pensamento à Conferência Internacional de Apoio à Paz na Síria, que acaba de começar em Montreux, Suíça, e que incluirá negociações de paz em Genebra a partir de 24 de janeiro. A oração do Sucessor de Pedro é um apelo tocante ao Senhor para que Ele "abrande o coração de todos, a fim de que, procurando apenas o bem maior do povo sírio, já tão duramente provado, não poupem nenhum esforço para chegar urgentemente ao fim da violência e ao fim do conflito que já causou sofrimento demais".
Sofrimento que, traduzido em números, deixou em três anos de conflito mais de 130 mil mortos e uma quantidade incontável de refugiados. O papa pede que todos, fiéis, cidadãos e pessoas de boa vontade, contribuam para abrir nessa terra martirizada "um caminho decidido de reconciliação, de harmonia e de reconstrução (...) Que cada um encontre no outro não um inimigo, não um concorrente, e sim um irmão para aceitar e para abraçar".


sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Texto da Evangelii Gaudium do Papa Francisco lembra a forma que Pedro falava com Jesus




ROMA, 29 Nov. 13 / 09:54 am (ACI/EWTN Noticias).- O Presidente do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, Dom Claudio Maria Celli, considera que a primeira Exortação Apostólica do Papa Francisco Evangelii Gaudium (A alegria do Evangelho), lembra as conversas entre Jesus e São Pedro, o primeiro Pontífice da história.


O Papa Francisco na Evangelii Gaudium "me recorda o episódio do Evangelho no qual Jesus diz a Pedro: ‘Pedro, eu, rezei por ti, para que a tua fé não desfaleça. E tu, quando tiveres voltado para Mim, fortalece os teus irmãos’. Pois bem, a tarefa do Papa Francisco como a nossa, é confirmar os irmãos na fé", explicou Dom Celli em 26 de novembro em uma entrevista concedida ao Grupo ACI no Vaticano.

"Acho que esta Exortação Apostólica se situa na grande preocupação que hoje o Papa Francisco está dando à Igreja. O Papa Francisco convida a Igreja a assumir uma atitude de encontro, de ir ao encontro do homem e da mulher de hoje e demonstrar a estes homens e mulheres o amor do Pai, assim como se caracterizou na vida, nos ensinamentos, na morte e ressurreição de Jesus", acrescentou.

A autoridade vaticana assegurou que com o texto o Papa foge de todo proselitismo e busca ser exemplo para o homem com a ação e a palavra.

"Nós não falamos de proselitismo, temos que ser missionários anunciando com o testemunho de vida, e se for necessário também usar as palavras e explicar quem é Jesus para nós", e "o Papa convida a ter valor, a ter coragem, a ter este impulso missionário para isto", acrescentou.

Dom Celli considerou que com a Evangelii Gaudium o Papa devolve a alegria intrínseca que deve levar o anúncio do Evangelho: "Tem umas partes muito simpáticas na Evangelii Gaudium. Diz que muitos cristãos parecem ter escolhido viver uma Quaresma sem Páscoa, e que há muitos evangelizadores que têm cara de funeral. E isto não pode ser, é necessário redescobrir para todos a alegria de estar com Jesus, da profunda conversão, de sentir-nos amados pelo Pai e viver em plenitude esta conversão".

"A alegria é a primeira dimensão da Evangelii Gaudium que me parece a mais importante, a alegria do Evangelho, porque é indubitável que muitas vezes a vida, as dificuldades, as mil preocupações não ajudam o homem a experimentar a alegria de viver com Jesus e de ter recebido Jesus no próprio caminho existencial", expressou.

"Como sabem, na última ceia Jesus disse a seus discípulos: digo-lhes estas coisas para que minha alegria esteja em vós e minha alegria seja plena e o Papa recorda a todos que desde o começo, o anúncio de Jesus esteve marcado pela alegria".

O Arcebispo Celli resgatou do texto que a fé não se pode levar a meias ou com peso, mas tem que ser uma fé alegre, cheia de alegria por ter encontrado o Senhor.

Além disso, também assinalou que com este texto o Santo Padre se mescla totalmente entre os fiéis para expressar seu coração de pastor: "o coração de um homem que caminha entre nós. Sim, é certo que é o Bispo de Roma, é o Sucessor de Pedro, mas compartilha conosco o caminho, é nosso pastor, nosso guia", disse.

"Acho que isso é um ponto fundamental, a Igreja existe para anunciar o Evangelho, para anunciar Jesus, e hoje é necessário fazê-lo sabendo em que cultura e situação de vida vive o homem de hoje, o Papa quer que a Igreja saiba dialogar, saiba caminhar, e saiba expressar sua simpatia pelo ser humano e estabelecer com ele um diálogo respeitoso para anunciar Jesus Cristo", concluiu.

A exortação apostólica Evangelii Gaudium do Papa Francisco em espanhol tem uma extensão de 142 páginas e está dividida em uma introdução e cinco capítulos: "A transformação missionária da Igreja", "Na crise do compromisso comunitário", "O anúncio do Evangelho", "A dimensão social da Evangelização" e "Evangelizadores com espírito".

A Evangelii Gaudium foi apresentada na Sala de Imprensa do Vaticano por Dom Celli, Dom Rino Fisichella, Presidente do Pontifício Conselho para a promoção da Nova Evangelização, e pelo Secretário Geral do Sínodo dosBispos, Dom Lorenzo Baldisseri.


Papa Francisco declara 2015 o Ano da Vida Consagrada

O anúncio foi feito pelo Papa Francisco na manhã desta sexta-feira, 29,no Vaticano 

                            


O Papa Francisco anunciou nesta sexta-feira, 29, que o ano de 2015 será dedicado à Vida Consagrada. O anúncio foi feito durante a 82ª Assembleia Geral da União dos Superiores Gerais (USG), que está sendo realizada em Roma.
Aos participantes, o Papa afirmou que a radicalidade  é pedida a todos os cristãos, mas os religiosos são chamados a seguir o Senhor de uma forma especial. “Eles são homens e mulheres que podem acordar o mundo . A vida consagrada é uma profecia”.
O encontro ocorreu nesta manhã, na Sala Sínodo, no Vaticano. Em três horas de reunião, o Pontífice respondeu às perguntas dos superiores gerais e tratou de temas referentes a Nova Evangelização.
Interrogado sobre a situação das vocações, o Papa afirmou existir Igrejas jovens que estão dando muitos frutos, e isso deve levar a repensar a inculturação do carisma. “A Igreja deve perdir perdão e olhar com muita vergonha os insucessos apostólicos por causa dos mal-entendidos neste campo, como no caso de Matteo Ricci”.
O diálogo intercultural, segundo Francisco, deve introduzir no governo de institutos religiosos pessoas de várias culturas que expressam diferentes formas de viver o carisma.
Durante o diálogo, Francisco insistiu sobre a formação, que em sua opinião, deve ser baseada em quatro pilares: espiritual, intelectual, comunitária e apostólica. “É essencial evitar todas as formas de hipocrisia e clericalismo através de um diálogo franco e aberto sobre todos os aspectos da vida.
Francisco destacou também que a formação  é uma obra artesanal e não um trabalho de políciamento. “O objetivo é formar religiosos que tenham um coração terno e não ácido como vinagre”, alertou.
Sobre a relação das Igrejas particulares com os religiosos, o Papa disse conhecer bem os problemas e conflitos. “Nós bispos, precisamos entender que as pessoas consagradas não são um material de ajuda, mas são carismas que enriquecem as dioceses”.
Ao falar sobre os desafios da missão dos consagrados, o Pontifice destacou que as prioridades permanecem as realidade de exclusão, a preferência pelos mais pobres.  Destacou também a importância da evangelização no âmbito da educação, como nas escolas e universidades.
“Transmitir conhecimento, transmitir formas de fazer e transmitir valores. Através destes pilares se transmite a fé. O educador deve estar à altura das pessoas que educa, e interrogar-se sobre como anunciar Jesus Cristo à uma geração que está mudando”.
No final do encontro, Francisco agradeceu aos superiores gerais pelo “espírito de fé e serviço” à Igreja. “Obrigado pelo testemunho e também pelas humilhações pelas quais vocês passam”, concluiu o Papa.



quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Ateia desde a infância se converte lendo C.S. Lewis

Há pouco mais de um mês o site de notícias católico Religión en Libertad publicou o testemunho de uma ateia que se converteu lendo C.S. Lewis. Seu nome é Sandra Elam. Cresceu numa família cuja mãe era católica e o pai ateu. Este não permitia que a palavra “Deus” fosse pronunciada dentro de casa, muito menos que sua esposa educasse os filhos segundo a moral cristã. Assim, pois, Sandra cresceu sem qualquer referência cristã. “A Igreja parecia ser chata e seus rituais vazios: suas palavras não significavam nada pra mim”.“Pensava que os cristãos eram extremistas fanáticos”   Como boa parte dos jovens educados sem uma referência religiosa por parte dos pais, Sandra Elam alimentava certa revolta contra a religião. “Pensava que os cristãos eram extremistas fanáticos. Minha alma estava tão escura que não podia entender por que algumas pessoas se opunham ao aborto e a eutanásia”.Sandra especializou-se em história grega, romana e medieval na universidade. E certa vez até perguntou ao seu professor judeu: “Jesus viveu ou foi um mito?”, ao que ele respondeu: “Sim, Jesus realmente viveu, não existe dúvida disso. Por que você não lê o Evangelho de Mateus?”. Ela o fez, mas apenas com um olhar histórico e curioso, nada mais.
Sandra casou-se e, com o passar do tempo, tornou-se uma anticristã feroz. Não permitia, inclusive, que seu marido católico colocasse crucifixo dentro de casa. Relatava: “sentia desprezo pelos que acreditavam em Deus. Cresci e me tornei uma mulher amargurada, sempre disposta a julgar os demais”.
Através da fonética sua vida mudou de direção
Mas, tudo começou a mudar em 1995 quando ouviu um especialista falar que as crianças possuem uma certa incapacidade para ler e escrever rapidamente e sobre como a fonética poderia ajudá-las.
Sandra Elam resolveu testar em seus filhos, ensinando-lhes fonética. Resultado: em seis meses estavam lendo. Percebeu que poderia “haver outras verdades por aí afora”.
Através da busca de uma reforma educativa, Sandra conheceu muitos cristãos que tinham o mesmo interesse pelo ensino da fonética. Neste percurso Bob Sweet, presidente do The National Right to Read Foundation, teve um papel importantíssimo, sendo um verdadeiro testemunho para ela.
Testemunhava Sandra Elam: “O primeiro grande passo na minha vida cristã foi quando meu esposo Tom e eu inscrevemos nossos filhos num colégio protestante baseado na fonética, em setembro de 1996. Era o único que poderíamos, economicamente. Estávamos preocupados com a sua educação e não queríamos que se convertessem em fanáticos religiosos, estudei, então, cuidadosamente o plano de estudos da escola e me senti aliviada ao descobrir que os livros eram rigorosos”.
Foi presenteada com um livro de C.S. Lewis
Deus já encaminhava as coisas na vida de Sandra e preparava o terreno para a sua conversão. Mas o que realmente foi decisivo neste processo foi o livro que ganhou de presente da sua irmã: “Mero Cristianismo”, de C.S. Lewis.
Em 1997 começou a sentir vontade de ir à Igreja, mas resistia. Nesta altura, seu marido e filhos já frequentavam a igreja católica aos domingos. Então, no dia 06 de outubro de 1997, “decidi entrar na igreja protestante que estava junto ao colégio dos meus filhos. Pela primeira vez em minha vida, senti algo espiritual e edificante”, testemunhou Sandra.
Depois de trinta anos como ateia, sente-se abalada pelas palavras do Evangelho de São João: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai, senão por mim. Se me conheceres, conhecereis também meu Pai; desde agora o conheceis e o viste”. Esta palavra lhe tocou tão profundamente que memorizou-a e, ao final da leitura do Evangelho de João “já estava convencida que Jesus Cristo era o Filho de Deus”.
O problema da fé protestante
Sandra Elam havia conhecido intelectualmente a Deus, mas ainda faltava amá-lo; faltava-lhe também a fé. Mas, numa noite, após cansativas horas de estudo bíblico, rezou pela primeira vez, pedindo fé. E a recebeu. “A fé foi o presente misericordioso de Deus para mim. Sem , como creria naquilo que não vejo?”.
A recém-convertida ao cristianismo começava a ter problemas com a “livre interpretação” das Escrituras. Julgava que alguém deveria ter a autoridade universal sobre elas. “Só uma igreja existiu desde que Jesus pronunciou suas palavras proféticas a Pedro: a Igreja Católica… uma vez que me dei conta de que Jesus fez de Pedro (e dos seus sucessores) a Cabeça terrena da Sua Igreja, disse ao meu marido que tinha que me converter ao catolicismo”.
A Santa Missa foi o ápice da sua conversão
Sandra aprofundou-se na apologética e teologia católica. E assim com Scott Hahn, em “O Banquete do Cordeiro”, sentiu-se tocada no momento da Santa Missa. “Através do estudo estava começando a conhecer Deus e através da missa comecei a amá-lo”.
Sandra Elam começou a mudar seus hábitos de vida, as músicas, livros, revistas, programas televisivos etc. E também suas convicções interiores, como a questão do aborto, que sempre considerou um mal necessário. Iniciou compreendendo que a vida começa na concepção. Até aí tudo bem, mas por que não era lícito utilizar anticoncepcionais não abortivos? “Por que a Igreja Católica era a única a se manter firme contra o controle de natalidade?”, se perguntava Sandra.
Após assistir um vídeo chamado “Feminism and Femininity” (Feminismo e Feminidade), da professora católica Alice von Hildebrand, convenceu-se da imoralidade da anticoncepção. “Descobri que o Papa Paulo VI já havia profetizado na Humanae Vitae: o controle de natalidade poderia conduzir à imoralidade sexual generalizada, à aceitação do aborto e à desintegração da família”.
Optou pela moral sexual católica
Aos 37 anos decidiu não usar mais métodos anticoncepcionais e agradecia a Deus por não ter se convertido aos 20 anos, pois acabaria com muitos filhos. Passaram-se meses e Sandra nunca engravidava, apesar de, agora, desejar muito ter outro bebê. “Senti a ironia da situação, já que Deus não estava me dando o que agora queria”. Foi ao médico, que diagnosticou ovário policístico. Era estéril.
Numa noite, inconformada com a situação, rezou e implorou a Deus mais um filho. Duas semanas depois estava grávida. Oito meses depois nasceu sua filha, que foi batizada com o nome de Teresa Benedita, em honra a Edith Stein e Teresa D’Ávila. Dois anos depois nasceu Ryan James.
Sandra estudou durante dois anos História da Igreja e Bíblia e estava convencida de que a Igreja Católica Romana contém toda a verdade do cristianismo. E assim, “na Vigília Pascal, no dia 3 de abril de 1999, fui recebida com alegria na Igreja una, santa, católica e apostólica”.

O Papa escolhe as bem-aventuranças como tema para as próximas Jornadas


VATICANO, 07 Nov. 13 / 03:27 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Papa Francisco estabeleceu os temas das próximas três edições da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que marcarão as etapas do itinerário de preparação espiritual que durante três anos conduzirá à celebração internacional com o Santo Padre prevista para Cracóvia (Polônia) no mês de julho de 2016.
Assim, para os três anos seguintes os lemas serão:

-XXIX Jornada Mundial da Juventude (2014): "Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos céus!" (Mt 5,3).

-XXX Jornada Mundial da Juventude (2015): "Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus!" (Mt 5,8).

-XXXI Jornada Mundial da Juventude Cracóvia (2016): "Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia!" (Mt 5,7).


domingo, 20 de outubro de 2013

Deus quer fazer de você um vitorioso


Pe.Roger

Queridos irmãos, é importante percebemos a partir da sequência da liturgia dessa semana aquilo que Deus quer nos falar, principalmente para nós carismáticos quando vamos falar sobre a eficácia da intercessão, usaremos a primeira leitura (Êx 17,8-13) que lemos no dia de hoje, onde estamos num caminho rumo a Terra Prometida.

Devemos estar atentos ao que Deus quer falar a partir da experiência que temos feito: em quem está a nossa confiança. Na leitura, onde estava a confiança? Na espada empunhada por Josué ou nas mãos erguidas de Moisés? Sabemos que existe uma graça de conquista sobre Josué, pois ele foi o escolhido para levar aquele povo a adentrar na Terra Prometida. Mas hoje, o foco principal está sobre Moisés, que foi o grande combatente, frente ao povo que o seguiu em direção a Terra Prometida.

Não sei o que você está vivendo, mas aprendemos hoje que Israel colocou Deus a sua frente e saiu vitorioso, o que você está esperando para confiar no Senhor? Você não está combatendo sozinho, Deus está com você e acredite que Ele tudo faz e quer lhe dar a vitória.

Se você for insistente na oração, eu tenho uma boa notícia para você: conquistará a vitória que deseja. A oração é a arma que temos, faz com sintamos a presença de Deus, mesmo diante do sofrimento, nos faz fiéis.

No Angelus de hoje, o Papa Francisco disse: “A luta contra o mal é dura e longa, requer paciência e resistência”. Mas você vai me dizer: “padre, mas eu tenho me cansado.” Amado, olhe para o seu lado, você está na Igreja, procure seus amigos de oração pois eles combaterão com você, não lute só! Quando vier a tentação busque-os, eles irão rezar por você. Além deles, temos Jesus Cristo, o novo Moisés, que nunca parará de interceder por nós.

Na Carta aos Hebreus, lemos que constantemente Jesus está diante do Pai intercedendo por nós. Não estamos sozinhos, temos um Deus fiel e poderoso ao nosso lado.

Temos que ser humildes diante da nossa fraqueza e dizer para nossos irmãos: “me ajuda!” Ou seja, “irmão, não deixa eu desistir, segure em minha mão.” Deus é nosso aliado, Deus está ao nosso lado, a fé n’Ele é a força, e a oração é a expressão da fé.

No Salmo de hoje perguntamos: “Eu levanto os meus olhos para os montes: de onde pode vir o meu socorro?” e qual a resposta que o próprio Salmo 120 nos dá? “Do Senhor é que me vem o meu socorro, do Senhor que fez o céu e fez a terra!” Quando o salmista pediu socorro é que a situação era difícil, mas confiante, ele pede socorro: “Ele não deixa tropeçarem os meus pés, e não dorme quem te guarda e te vigia. Oh! não! ele não dorme nem cochila, aquele que é o guarda de Israel!” O Senhor cuida de você, Ele é teu guarda! 

O Senhor é um Deus acessível, pois todas as horas em que você se dirigir a Ele, te escuta! A oração sustenta a nossa fé, mesmo que digam que uma situação não tenha mais jeito, continue firme, pois o Senhor lhe ouvirá!

Dicas para ter oração infalível, São Tomás de Aquino diz: “A oração por uma pessoa torna-se difícil pois depende da abertura do coração daquela pessoa.” Para se ter uma oração infalível, peça para você mesmo aquilo que lhe é necessário, por exemplo, os dons e os carismas do Espírito Santo, pois são fundamentais para a sua salvação. E ainda, que seja umação piedosa e humilde, pois “Deus resiste aos soberbos”.

O Catecismo da Igreja Católica (CIC) refere-se a nós como mendigos que necessitam de Cristo. Quando for rezar, faça uma oração atenta, sem se distrair.

Reze com perseverança, ou seja, com insistência. Não desista, mesmo enfermo seja um guerreiro na oração. Deixa de ser um coitadinho ou um coitadinha, mas penetre na misericórdia de Deus.



O Senhor é um Deus acessível, pois todas as horas em que você se dirigir a Ele, te escuta! A oração sustenta a nossa fé, mesmo que digam que uma situação não tenha mais jeito, continue firme, pois o Senhor lhe ouvirá!

Dicas para ter oração infalível, São Tomás de Aquino diz: “A oração por uma pessoa torna-se difícil pois depende da abertura do coração daquela pessoa.” Para se ter uma oração infalível, peça para você mesmo aquilo que lhe é necessário, por exemplo, os dons e os carismas do Espírito Santo, pois são fundamentais para a sua salvação. E ainda, que seja umação piedosa e humilde, pois “Deus resiste aos soberbos”.

O Catecismo da Igreja Católica (CIC) refere-se a nós como mendigos que necessitam de Cristo. Quando for rezar, faça uma oração atenta, sem se distrair.

Reze com perseverança, ou seja, com insistência. Não desista, mesmo enfermo seja um guerreiro na oração. Deixa de ser um coitadinho ou um coitadinha, mas penetre na misericórdia de Deus.




Creia, pois nada é impossível para Deus!


Pe.Edimilson
E fez um voto, dizendo: Senhor dos exércitos, se vos dignardes olhar para a aflição de vossa serva, e vos lembrardes de mim; se não vos esquecerdes de vossa escrava e lhe derdes um filho varão, eu o consagrarei ao Senhor durante todos os dias de sua vida, e a navalha não passará pela sua cabeça. Prolongando ela sua oração diante do Senhor, Heli observava o movimento dos seus lábios. Ana, porém, falava no seu coração, e apenas se moviam os seus lábios, sem se lhe ouvir a voz”(I Samuel 1, 11-13). 

Precisamos clamar pelo milagre. O maior milagre é a nossa conversão pessoal. O mais Ele tudo fará! Lance seu coração na presença d'Ele. Não podemos ter um olhar de julgamento, quando nos deparamos com o sofrimento dos outros. Não tenhamos medo de derramar o nosso coração na presença do Senhor.

O Senhor pode realizar em nós o que para nós é impossível. Para Ele nada é impossível! Ele vê e conhece as nossas dores.

O Senhor sabe quando agirá! Pode ser que seja agora, neste momento, mas também pode ser que seja mais pra frente. A ordem de Deus é "Espere!". O tempo de Deus é diferente do nosso.

Nós não temos um controle remoto para "controlar" a Deus. Isso é mágica! Nós, católicos, não cremos em magia.

Precisamos exercer mais a nossa confiança em Deus. Desistimos muito rápido das coisas, porque ainda colocamos a nossa confiança nos homens e não em Deus.

Queridos, se derramem na presença do Senhor. Tenha paciência, seu milagre vai chegar! Não precisa ir atrás de benzedeiras. Espera no Senhor, bendito! 

Se você quer casar, amado, não pare somente na união legítima no civil, sacramente seu casamento! O sacramento é a bênção de Deus! Case na Igreja também. Você colhe o que se planta. Cuidado com as opções que você faz!

O que deve nortear-nos é a esperança, a confiança em Deus. Por isso, eu não me canso de dizer: "Tenha a ousadia de se derramar no Senhor, para que seja feito como o Senhor quer e não como você deseja".

Nós precisamos treinar em aceitar a vontade de Deus para nossas vidas. A maior graça deste fim de semana é a sua conversão sincera. A partir disso, você vai experimentar a felicidade eterna. 


"Se a sua vida está errada, coloque-a novamente no eixo!", exorta padre Edimilson


sábado, 12 de outubro de 2013

Festa das Crianças Irmãs Pequeninas


 Neste dia 12 de outubro, nós Irmãs Pequeninas celebramos o dia das crianças em nossa Paróquia.
Houve santa missa as 7 da manhã, em cuja as crianças da Pré-Catequese apresentaram um teatro
mostrando como os pescadores encontraram a imagem de Nossa Senhora Aparecida no Rio Paraíba.

Em seguida realizamos um café da manhã comunitário com todas as crianças da catequese,logo após o café se seguiu com muitas brincadeiras e oração levando as crianças a louvar a Deus durante toda a manhã.

Papa Francisco consagrará o mundo ao Imaculado Coração de Maria



O Papa Francisco consagrará o mundo ao Imaculado Coração de Maria neste domingo, 13. O ato acontecerá diante da imagem original de Nossa Senhora de Fátima, levada ao Vaticano a pedido do Santo Padre, por ocasião da Jornada Mariana.

Nesse mesmo dia em 1917, ocorreu o chamado “Milagre do sol” em Fátima. Fato que foi testemunhado por 70 mil pessoas. 

Neste domingo, o Santo Padre presisirá também uma missa na praça São Pedro 
e em seguida, o Angelus. A TV Canção Nova transmite a Celebração ao vivo a partir das 5h30 (horário de Brasília), com reprise às 12h30.  

A Jornada Mariana, que acontece neste sábado e domingo, 12 e 13, em Roma, faz parte dos eventos pontifícios previstos para o Ano da Fé e tem como tema: “Feliz és Tu que acreditastes!" Para o evento, são esperados cerca de 200 mil peregrinos. 

fonte: cn notícias

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Que Jesus seja sempre novidade em sua vida

Não se acostume ao Senhor, pelo contrário, faça com que Ele seja sempre uma novidade em sua vida. E a graça d’Ele será sempre nova no seu coração.

“Marta, Marta! Tu te preocupas e andas agitada por muitas coisas. Porém, uma só coisa é necessária. Maria escolheu a melhor parte e esta não lhe será tirada” (Lc 10,41-42).

As duas irmãs, Marta e Maria, também eram irmãs de Lázaro. E todos os três eram, na verdade, amigos de Jesus. O Senhor era muito próximo, muito íntimo dessa casa e costumava visitá-los com muita frequência. Quando tinha que subir a região da Galileia, para ir até a Judeia, Jesus precisava passar pela região da Samaria, então, Ele ficava na casa de Maria, Marta e Lázaro.
Cada um tem um jeito de ser, de acolher, de sentir-se à vontade com o amigo. Assim se sentiam Marta e Maria: muito à vontade com o Senhor quando Ele as visitava, quando se fazia presente na casa dessa família.
Hoje, as duas irmãs apresentam uma particularidade no jeito de ser de cada uma: o acolhimento ao Mestre. Marta já sabe que Jesus “é de casa”, então, quando Ele entra em sua casa, é como se ela dissesse: “Fique à vontade, a casa é Sua! Fique aí, deixe-me terminar os meus afazeres, porque o Senhor merece o melhor”.
Maria não! Ela é toda atenciosa, se põe para fazer o essencial, se coloca aos pés do Mestre, para ouvi-Lo, para extrair algo de Sua sabedoria, para aproveitar aquele momento único – muito rico e particular – da presença de Jesus na sua casa e na sua vida.
Muitas vezes, nós vamos nos acostumando a ser do Senhor e a estar na casa d’Ele. E algumas vezes, isso vira uma rotina para nós, uma coisa muito comum, muito frequente, a qual já estamos acostumados a fazer – seja quando vamos à casa do Senhor, seja quando Ele vem à nossa casa – porque nós oramos, fazemos novenas e assim por diante.
O mais importante é escutar o Senhor. O mais importante é sempre recebê-Lo como se fosse a primeira vez. Não comungue o Corpo de Cristo por comungar, não se confesse por confessar, mas faça desse momento algo único e muito especial em sua vida. Não se acostume ao Senhor; pelo contrário, faça com que Ele seja sempre novidade em sua vida. E a graça d’Ele será sempre nova no seu coração.
Assim como Maria escolheu a melhor parte, que nós também a escolhamos: estar aos pés do Senhor! Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo


quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Formação | O que é a Biblía?


A Bíblia foi escrita por orientais que têm uma mentalidade bem diferente da greco-romana, da qual nós descendemos. Diversos foram os seus escritores, que viveram entre os anos 1200 a.C. a 100 d.C. Isso, sem contar que foi escrita em línguas hoje inexistentes ou totalmente modificadas, como o hebraico, o grego, o aramaico, fato este que dificulta enormemente uma tradução, pois muitas vezes não se encontram palavras adequadas.Outra razão para se considerar a Bíblia um livro difícil é que ela foi escrita por muitas pessoas, ás vezes até desconhecidas e em situações concretas as mais diversas. Por isso, para bem entendê-la é necessário colocar-se dentro das situações vividas pelo escritor, o que é de todo impraticável. Quando muito, consegue-se uma aproximação metodológica deste entendimento.

Além do mais, a Bíblia é um livro inspirado e é muito importante saber entender esta inspiração, para haurir com proveito a mensagem subjacente em suas palavras. Dizer que a Bíblia é inspirada não quer dizer que o escritor sagrado (ou hagiógrafo) foi um mero instrumento nas mãos de Deus, recebendo mensagens ao modo psicográfico. É necessário entender o significado mais próprio da ‘inspiração’ bíblica, assunto que será abordado na continuação.
Entre os católicos, o interesse por conhecer a Bíblia praticamente começou após o Concílio Vaticano II, ou seja, a partir dos anos ’60. (…) Uma interpretação ao “pé da letra” não revela o sentido mais adequado de todas as palavras.
Para que não aconteça conosco incidir neste equívoco, devemos aprender a nos colocar na situação histórica de cada escritor em cada livro, conhecer a situação social concreta da sociedade em que ele viveu, procurar entender o que aquilo significou no seu tempo e só então tentar aplicar a sua mensagem ás nossas circunstâncias atuais.
1. O que é a Bíblia?
Definição do Concilio Vaticano II:
“A Bíblia é o conjunto de livros que, tendo sido escritos sob a inspiração do Espirito Santo, têm Deus como autor, e como tais foram entregues à Igreja”.
TESTAMENTO (novo ou antigo): é a tradução da palavra hebraica “berite” que significa a aliança de Deus com o povo por Moisés. Na tradução dos 70 a palavra “berite” foi traduzida por “diatheke”, que em grego quer dizer aliança, contrato, testamento.
OBS: A ‘tradução dos 70′ é uma das versões mais antigas da Bíblia. Segundo a tradição, este trabalho teria sido realizado por 70 sábios da antiguidade.
2. Quais as partes que compõem a Bíblia?
A Bíblia se divide em duas partes principais: o Antigo Testamento e o Novo Testamento. O Antigo refere-se ao período anterior a Jesus Cristo e o Novo se refere ao período cristão. Cada uma destas partes se compõe de diversos ‘livros’, escritos em épocas históricas diferentes. A seguir, a relação dos livros com uma breve referência ao conteúdo deles.
LIVROS DO ANTIGO TESTAMENTO
Pentateuco (cinco primeiros livros: Gênesis, Êxodo, Levitico, Números, Deuteronômio)

Josué (narra a entrada do povo de Deus na Palestina)
Juizes (narra a conquista da Palestina)
I e II de Samuel (relatos da época de Saul e Davi, continuação da conquista)
I e II dos Reis (relatos sobre Salomão e seus sucessores)
I e II das Crônicas (continuação dos relatos sobre os outros Reis)
I e II dos Macabeus (continuação do período dos Reis)
Livro de Rute (faz alusão ao universalismo. Noemi era pagã e se inseriu no povo de Deus).
Livro de Tobias, Livro de Judite, Livro de Ester (pertencem ao gênero de contos. São livros do tempo do exílio, quando se apresentavam exemplos de abnegação ao povo oprimido, convidando-os a suportar o sofrimento).
Livro de Isaías (cap.l a 39 são do próprio escritor; cap. 40 a 55 são de discípulos; cap.56 a 66 são de outros escritores posteriores)
Livro de Jeremias (ditado por este a Baruc, seu secretário)
Livro de Ezequiel (um dos profetas maiores)
Livro de Daniel (tem um conteúdo apocalíptico )
Livro de Jó (do gênero conto, procura demonstrar que não só os bons são felizes. Tem por objetivo combater uma idéia comum de que só os ricos eram os abençoados por Deus).
Livros Sapienciais (Eclesiastes ou Qohelet; Eclesiástico ou Siráside; Provérbios, Sabedoria e Cântico dos Cânticos). São reflexões de cunho acentuadamente humanístico, aproveitamento do saber oriental.
Livro dos Salmos (coleção de cantos litúrgicos).
Profetas Menores: Oséias, Joel, Amós, Abdias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias (chamados menores não com relação à sua importância, mas ao tamanho de seus escritos).
LIVROS DO NOVO TESTAMENTO

Evangelhos sinópticos (Mateus, Marcos e Lucas – têm muitas semelhanças entre si ).

Evangelho de João (maior desenvolvimento teórico, influência filosófica de época)
Atos dos Apóstolos (narram a missão dos apóstolos após a Ressurreição de Cristo)
Epístolas de Paulo (historicamente, os primeiros escritos do NT)
Epístolas Católicas (Pedro, Tiago, Judas): dirigidas a todos os fiéis,por isso, universais.
Apocalipse (escrito por João, na base de códigos, símbolos).